
Ahaa... Quem disse que uma herege não pode ser profeta? Deu Coringa, com honras e louvores! Eu e o boyfriend depois de assistirmos Batman – O Cavaleiro das Trevas saímos apaixonados pela atuação de Heath Ledger e, bem antes, de ele ser indicado a qualquer premiação já decretamos: ah, vai dar Oscar póstumo, de certeza! Inclusive escrevi a respeito no post O panteão dos vilões inesquecíveis ganhou mais um membro e fiquei perturbando o Vinny com essa história.
Mas esse post não é somente sobre isso. É sobre os filmes que assisti recentemente e que não me deram material suficiente para escrever uma longa resenha. Mas não quero deixar de registrar o quanto me fizeram rir, chorar e pensar.
Grande Dave:
Uma comédia nada pretensiosa, divertida e que deveria ser anunciado como filme para toda a família. Dá pra assistir com as crianças numa boa. É um grande elogio ao ser humano e sua capacidade de amar.
Angel – A:
Ando apaixonada por filmes franceses, a começar pelo idioma mesmo, que adoro! Este pode parecer um cult, já que é filmado em preto e branco, cheio de diálogos inteligentes e tiradas sutilmente irônicas e engraçadas. Uma mulher forte, com uma beleza diferente, até um pouco agressiva, salva do suicídio um cara perdido, cheio de dívidas e amedrontado diante da vida. Os dois juntos seguem uma trajetória bizarra, em que ele descobre sua força interior e ela acaba por admitir suas fraquezas. Se você o assistir esperando uma obra de arte ou algo super "cabeça" vai se decepcionar. No fundo é uma comédia romântica. Diferente das de Hollywood, claro. Mas não passa de uma comédia romântica, que pode te deixar decepcionado ou reflexivo depois do The End, ou melhor, La Fin.
REC:
Tenso do início ao fim. Atores ótimos, que nos fazem imaginar que estamos mesmo assistindo a gravação de uma reportagem que acaba caindo de gaiato numa história apavorante.
A maldição dos mortos vivos:
Não sou muito adepta de filmes de terror, muito menos de zumbis. Mas após ler este post que explica que A Maldição dos Mortos-Vivos não é um filme de zumbi convencional, daqueles em que os zumbis saem por aí comendo cérebros dos pobres mortais, eu sucumbi aos pedidos de meu namorado que insistia em rever e queria que eu fizesse companhia. É ótimo! Acaba se perdendo um pouco no final, enrolando desnecessariamente a história e utilizando uns efeitos especiais desnecessários, mas vale a pena.
Rebobine, por favor:
Sou obrigada a citar o Vinny, novamente, que definiu o filme em uma frase: "É uma homenagem ao cinema e à amizade." Adoro Jack Black e Mos Def e eles estão perfeitos neste filme. É uma delícia de assistir! Como bem lembrou Vicky Salles, com o texto Como ser original não sendo original, não é uma comédia convencional, de rachar de rir, mas para quem gosta de fugir um pouco do convencional é um prato cheio!
A Grande Virada:
O que me atraiu foi a frase na capa, "Você já se sentiu diferente?". É um filme inglês, com a maioria dos atores desconhecidos, que conta a história de um rapaz que não se encaixava no colégio ou na sociedade. Mas ele não se envergonhava disso e essa já é uma das diferenças do filme. Nada daquele diferentão que vive sofrendo, se drogando ou se vestindo de um jeito diferente. Ele tirava proveito de sua diferença, se metia em confusões e dava vazão a sua criatividade. Até que de repente resolve mergulhar no mundo corporativo e tentar ser um cara "normal". O filme acaba sendo uma crítica tanto a ânsia que muitos têm de querer se destacar pela esquisitisse, quanto aos que vão vivendo apenas para ganhar dinheiro e esquecendo de tudo que os torna únicos. Humor britânico da melhor espécie! Ah, Claire Danes faz uma ponta, mas uma pontinha de nada mesmo, no filme. Fiquei até esperando que a personagem dela reaparecesse, mas não. Foi praticamente uma figuração.
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Juliana Dacoregio