11.01.09

Imagine no religion

11:53:59, Categorias: Losing my Religion  

"Crenças populares freqüentemente começam de quase nada; talvez alguém simplesmente as invente, como as histórias sobre Thor e Zeus. Mas depois de terem sido transmitidas por alguns séculos, o simples fato de serem tão antigas as faz parecer especiais. As pessoas acreditam em coisas simplesmente porque outras pessoas acreditaram nessas mesmas coisas ao longo dos séculos. Isso é tradição.

O problema com a tradição é que, independentemente de há quanto tempo a história tenha sido inventada, ela continua exatamente tão verdadeira ou falsa quanto a história original. Se você inventar uma história que não seja verdadeira, transmiti-la através de vários séculos não vai torná-la verdadeira!

A religião judaica e a mulçumana são um pouco diferentes; e há ainda diferentes tipos de judeus e mulçumanos. Pessoas que acreditam em coisas um pouco diferentes umas das outras vão à guerra por causa destas discordâncias. Então você talvez imagine que eles têm boas razões - provas - para acreditar naquilo que acreditam. Mas, na realidade, suas diferentes crenças são inteiramente decorrentes de tradições."

(Carta de Richard Dawkins a sua filha Juliet - entregue a ela quando ela tinha 10 anos de idade)

É triste que coisas que até uma criança pode compreender não sejam compreendidas por milhares de pessoas.

Permalink 235 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (14)

Trackback:

http://www.interney.net/blogs/htsrv/trackback.php/28483

Posts similares:
PAPAI NOEL: POR QUE NÃO?
O Ranking das Crenças
Entrevista com autor de "Jesus, Interrompido"

(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)

Atalho pra o formulário

Comentários, Trackbacks:



isso é inaceitável... já reparou que morrem mais civis inocentes do que outra coisa? INACEITÁVEL.

PermalinkPermalink 11.01.09 @ 17:48



Comentário de: Alexandre Lemke · http://www.doisvintens.blogspot.com

http://www.youtube.com/watch?v=2aOU5Bkla1g&feature=related

Vídeo bem interessante do Dawkins.

PermalinkPermalink 11.01.09 @ 21:03



Comentário de: Sabrina · http://www.bibidivagaemlorota.blogspot.com

Que foto aterradora...
É tão estúpida toda essa guerra! Duelo de profetas? E todos e tudo em nome de Deus e de sua superioridade...

PermalinkPermalink 12.01.09 @ 12:08



Comentário de: Gusta

Crianças destroçadas, civis em geral....esse é o lado mais negro do fanatismo e da intolerância religiosa. Como escrevi em meu blog, acreditar em um Maomé que subiu aos céus de uma pedra, ou que Maria foi levada pelas mãos com o auxílio dos anjos é o mesmo que acreditar na existência de uma xícara que governa nossas vidas situada entre a Terra e Marte. Sigam os preceitos dessa xícara ou ela mandará a todos para o inferno. Os muçulmanos acreditam na xícara, os judeus no escorredor de espaguete....e não toleram que o utensílio do outro posso brilhar mais. Ainda que a faixa de Gaza encerre interesses mais econômicos do que religiosos, é fácil perceber que religião tomada desse jeito é inútil. É uma pena, porquê religião no fundo, não trata de nada disso que a gente vê na televisão.

PermalinkPermalink 12.01.09 @ 14:11



Comentário de: Alexandre Lemke · http://www.doisvintens.blogspot.com

Gusta, discordo. O massacre não tem origem religiosa. Se assim fosse, árabes e judeus brigariam em qualquer lugar que vivessem, o que não acontece.

O que acontece é que a religião é usada para justificar o massacre (ou guerra, ou terrorismo, ou assassinato), mas não é a origem do massacre em si. Muita gente lucra com essa guerra. Dos dois lados.

PermalinkPermalink 12.01.09 @ 14:34



Comentário de: Mary West · http://www.deferiasnesteplaneta.blogspot.com

Esse tipo de coisa me deixa mais angustiada com o fim dos tempos.

PermalinkPermalink 12.01.09 @ 22:24



Comentário de: Gusta

Alexandre (posso usar esse espaço Ju? está no tema), é mais ou menos o que escrevi no comentário, existem outras questões importantes além da religião, como a tensão "espiritual" sempre existiu, basta uma celeuma econômica para fazer derrubar o frágil castelo de cartas da tolerância. A situação precária dos palestinos com certeza ajuda a fomentar essas hordas de suicidas que pensam que limpando os judeus da Terra, irão cumprir a divina missão e ao mesmo tempo garantirão certo conforto familiar as suas famílias. Aliás, é sabido que os parentes dos malucos das bombas não estão nem ali para sua guerra santa, mas sim pelos benefícios monetários que os grupos radicais concedem aos "fornecedores" do carneiro imolado. Para muitos, é a garantia de fugir da miséria absoluta, e para o suicida, é a promessa (no mínimo) de 72 virgens no paraíso o esperando (no além vale a devassidão hein?...muito sagrado isso). É muito triste isso seja qual for o motivo, crianças mortas tocam o coração como uma adaga sem o fio, em um mundo onde supostamente algum Deus criador deveria reinar, parece que o diabo em pessoa (o ser humano, o mais louco homicida das espécies animais)continua dando as cartas.

PermalinkPermalink 13.01.09 @ 09:24



Comentário de: Alexandre Lemke · http://www.doisvintens.blogspot.com

Esse negócio de 72 virgens é meio lenda. No próprio Islã as interpretações divergem. Não acredito que os homens-bomba tenham essa visão.

Eu nunca ouvi falar da família sendo paga pelo sacrifício. Você tem a fonte disso?

De qualquer forma, não acho que seja uma questão econômica. A Palestina não é o lugar mais pobre do mundo, deveria haver a mesma forma de sacrifício em outros lugares. Acho que a questão é mais psicológica. Ser tratado como não-humano por um Estado estrangeiro que, por motivos religiosos, roubou as suas terras com apoio do ocidente e não ter nem o direito de ir e vir acaba fodendo o cérebro de qualquer um. A visão mais radical do Islã acaba se tornando a única fonte de esperança de um mundo melhor.

É como disse Karl Marx num dos raros momentos em que concordo com ele: "A miséria religiosa constitui ao mesmo tempo a expressão da miséria real e o protesto contra a miséria real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o ânimo de um mundo sem coração e a alma de situações sem alma. A religião é o ópio do povo."

PermalinkPermalink 13.01.09 @ 14:24



Comentário de: Rodrigo[NightSpy] · http://www.rodrigocavion.com.br

Nossa melhor frase q li no seu blo até agora:

"As pessoas acreditam em coisas simplesmente porque outras pessoas acreditaram nessas mesmas coisas ao longo dos séculos. Isso é tradição." PERFEITO

Só um adendo com minha humilde opinião. Muitos ateus dizem que sem religião a terra seria um lugar melhor. Uma tremenda falácia, a culpa não é da religião e sim do ser humano, que sempre, em qualquer quesito da vida quer ser superior ao outro, em termos espirituais, econômicos, culturais e outros. A grande doença deste mundo somos nós. O único animal que mata a mesma espécie sem nenhum objetivo.

R: Concordo com você, Rodrigo. Com religião ou sem religião, o ser humano sempre encontra motivos para competir deslealmente e odiar-se mutuamente. Talvez a sede de poder seja o maior mal da humanidade. :|

PermalinkPermalink 14.01.09 @ 09:10



Comentário de: Gusta

Sabe Alexandre, essa promessa das 72 virgens talvez seja o aspecto mais folclórico - e por isso mais abordado - em relação ao Islã. Em realidade, não sei o quanto de verdade disso está escrito no Alcorão, mas em todo caso, em pleno século XXI ainda persistem algumas crenças totalmente cabeludas....como matar crianças albinas na África para conseguir poder e prosperidade. Claro que são casos diferentes mas mesmo assim é complicado um pai que cria seu filho com todo o amor, o acalenta no frio da noite, cuida das suas dores e preocupa-se com seu futuro, aceitar que ele explodiu em milhares de pedacinhos em nome da religião e da sua guerra santa....eles se jactam da "coragem e honra" dos seus desaparecidos. Têm fanatismo religioso sim, pois ficar naquela posição batendo a cabeça (quase) por horas durante o dia e com todos os pecados/prazeres (pecados que exercitam na fronteira, vou escrever algo sobre isso) ocidentais proibidos, nada de muito proveitoso dá para esperar com o eclodir dos anos. A ajuda econômica eu li em uma matéria especial não faz muito tempo, será que é tão fantasioso quanto as 72 virgens? realmente não sabemos até que ponto tudo isso é verdade.

O Estado estrangeiro Israel não existia a até poucas décadas, os judeus sempre foram considerados os párias da humanidade e passaram por tudo aquilo que aconteceu na época do nazismo. Ser tratado como não-humanos é algo que eles conhecem muito bem, infelizmente, parece que não aprenderam muita coisa com isso quando se trata de convivência com os palestinos. Todos tem grande carga de culpa nisso, explodir crianças dos dois lados é apenas um dos lados desse mosaico sangrento que parece condenado eternamente a ter as suas cores sempre manchadas de vermelho.

fica a mensagem acima de tudo isso:

http://www.youtube.com/watch?v=EjpSa7umAd8&eurl=http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/2009/01/14/a-gente-existe/




PermalinkPermalink 14.01.09 @ 15:52



Comentário de: Filipe Garcia · http://discipulum.blogspot.com

"Como o natural, será entre vós o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus" - (Levítico 19:33-34)

Esse papo [furado] do Dawkins me fez lembrar do que diz o teólogo luterano Jaroslav Pelikan, professor emérito da Universidade de Yale. Ele fez a seguinte distinção didática, senão semântica, entre tradição, de um lado, e o que denominou tradicionalismo, de outro. Ele diz: “Tradição é a fé viva daqueles que já morreram. Tradicionalismo é a fé morta dos que ainda vivem”. Sob essa perspectiva, existem coisas que, embora antigas, valem a pena preservar por sua qualidade intrínseca; enquanto há outras que, apesar de atuais, não agregam valor algum.

Portanto, não hesito em dizer que a tola, embora moderna, idéia de que pessoas vão à guerra [simplesmente] por causa de discordâncias religiosas está na categoria de coisas que, apesar de atuais, não agregam valor algum e, por isso, devem ser descartadas. Ao passo que idéias antigas e tradicionais como o conceito judaico de hospitalidade para com os estrangeiros devem ser estritamente preservadas.

Quem atribui à religião a causa dessa ou de qualquer outra guerra atual, definitivamente não sabe o que está dizendo.

PermalinkPermalink 15.01.09 @ 23:51



Comentário de: toni

Dae Ju, to de volta. Como eu sempre digo, a intoloerencia e ao radicalismo são inaceitáveis. Agora eu não tenho muitas ilusões de que o mundo seria um lugar de paz e harmonia sem a religião. Na minha opinião a religião, como já foi muito bem dito nos cometários anteriores, é um pretexto para a barbárie, mas as verdaderias rezões para os grandes conflitos e massacres "religiosos" durante a hoistoria foram na esmagadora maioria das vezes, a disputa pelo poder e a cobiça.
1 bjo

PermalinkPermalink 22.01.09 @ 09:06



Comentário de: Hecton P.Domingos · http://hectonsuport.blogspot.com

Enquanto não educar as pessoas para ter senso critico e senso crítico apurado, elas vão continuar com as crenças cegas que as fazem tanto sofrer, o engraçado que vejo, eles tem tanta fé no deus pessoal deles, mas quando precisam de ajuda na área de saúde, vão logo para os hospitais se beneficiar da medicina moderna....quanta hipocrisia....

Dawkins sabe muito bem destruir esses conceitos com uma classe impar....

Otimo Post

Um Forte Abraço.

PermalinkPermalink 23.01.09 @ 00:06



Comentário de: Tiago Andrade · http://madmaxandrade.opsblog.org

Concordo com o Toni. A religião funciona apenas como uma desculpa para esses grupos, que encontrariam outra se não a houvesse.

Mas já repararam como uma coisa que supostamente deveria inspirar a pausa é a maior causadora de guerras desde o começo da civilização?

PermalinkPermalink 08.02.09 @ 18:51



Deixe seu comentário:

Seu endereço de email não será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.

Post anterior: SimilitudePróximo post: Nós somos os Big Brothers





Quem?

Juliana Dacoregio
Jornalista, leitora voraz, escritora, cinéfila.
Observadora, vaidosa, passional, sensível.
Desertora da fé evangélica, mas cheia de fé em si mesma.
Lágrimas abundantes e gargalhadas sinceras.
Leal aos amigos e ligada à família.
Cheia de opiniões e de capacidade de analisá-las e transformá-las.
Hábitos simples e pensamentos complexos. Ou vice-versa.

Siga-me no Twitter
Heresia Loira no Orkut

Assine o Feed

Assina meu feedzinho aí, tio. Só pra ajudar!
O que é RSS?

Assine por email:

Heresia Loira


Desvendando Criciúma

BULE VOADOR

powered by
b2evolution


[ La Brute - Jogo Online em Flash Grátis ]