
Depois desse e desse post provavelmente minha mãe não lê mais meu blog com medo do que possa encontrar. Então, vou dizer: adorei Sexo Anal!
Pensei em vários twitts enquanto estava lendo Sexo Anal – Uma novela Marrom, de Luiz Biajoni:
• Estou adorando Sexo Anal.
• Não consigo largar Sexo Anal.
• Sexo Anal é viciante.
Claro que todos eles seriam acompanhados do link que leva ao livro. Mesmo assim não tive coragem de postá-los. Mas seria um pecado deixar de falar de um livro tão divertido e envolvente por pudores de menina de família referentes à simples palavras. Tudo bem que as palavras sexo e anal não são palavras tão simples assim, que possam ser ditas impunemente em qualquer hora e lugar. Estando juntas então: sacrilégio!
E é assim que o romance escrito por Biajoni se desenvolve: lançando palavras que não se lêem em qualquer publicação e descrevendo atos e situações que poucos se atreveriam a descrever. Situações pouco descritas, mas não de todo incomuns a qualquer mortal.
Por isso, que o romance se torna cativante: é tão “sujo”, mas tão “gente como a gente” nos sentimentos, dúvidas e idiossincrasias dos personagens! O que não é nada lugar-comum é a trama criada pelo autor. Há suspense, violência, traições, paixão e escatologia. A parte da escatologia não me atrai nem um pouco. É desconfortável ler sobre a prisão de ventre alheia. Mas é um tema que não se encontra ali gratuitamente. Faz parte da história. Poderia ser suprimido, claro. O livro ficaria mais confortável de ser lido. Mas a literatura (assim como outras coisas na vida) pode ser prazerosa sem ser confortável. Afinal, um dos fatores que faz de Sexo Anal um livro difícil de largar é a mistura de trama policial com situações extremamente prosaicas da rotina de qualquer um. É um livro bom, pequeno (de bolso mesmo), com uma narrativa ágil e uma história que desperta curiosidade. Daqueles livros que fazem você se envolver com os personagens, a ponto de deixar saudades quando chega ao final. Poderia até ter uma seqüência.
(Ai, ai... Não consigo parar de pensar em coisas engraçadinhas, porém constrangedoras para minha imagem, enquanto escrevo esse texto... Tá bom, lá vai: Sexo Anal deixa um gostinho de quero mais!)
O Amálgama, do qual me orgulho de fazer parte, ganhou o prêmio Best Blogs Brasil 2008, na categoria Artes e Cultura.
A premiação englobava várias categorias. Algumas delas e seus vencedores, de acordo com a avaliação do júri, foram:
Artes e Cultura: Amálgama.
Entretenimento: Sedentário & Hiperativo.
Esporte: Blog do Juca.
Humor: Kibe Loco.
Política: Pedro Doria.
Quadrinhos: Malvados.
Publicidade e Comunicação: Brainstorm #9
Melhor Blog: Blog do Tas.
Para ver a lista completa dos vencedores clique aqui.
Os critérios avaliados pelos jurados em cada categoria foram: originalidade, apresentação, ortografia, frequência de atualização, influência sobre os leitores e confiabilidade.
O resultado foi anunciado dia 23 de janeiro no site do Best Blogs Brasil e a cerimônia de premiação ocorreu na Campus Party, em São Paulo.

Eu não havia comprado a revista por causa do tal caderno lacrado, e, sim para inteirar 10 reais para pagar a loja de conveniências com cartão. Escolhi aquela porque as opções eram poucas e fazia tempo que eu não lia uma dessas revistas femininas, principalmente os “cadernos lacrados”. Vai que saíram um pouco da mesmice e eu estivesse perdendo dicas preciosas? Levei.
Mas o caderno lacrado continuou lacrado por quase uma semana, até porque eu estava lendo “O Amante”, de Marguerite Duras. Acabei demorando a abrir as páginas que me prometiam os prazeres mais proibidos e deliciosos do planeta.
Mas, ontem à noite, o namorado lendo na cama, terminei “O Amante”, tomei um banho, botei um pijaminha sexy, umas gotinhas de perfume, me esparramei ao lado dele na cama e anunciei com uma voz meio cantarolante: “uhulll...vou abrir as páginas lacradas!” Eu já sabia que não poderia esperar grande coisa daquilo, mas talvez trouxesse algumas histórias excitantes e interessantes.
Bem, vamos lá. Primeiro: massagem tailandesa “para deixar seu namorado viciado em você”. Basicamente ensina a deitar o cara de bunda pra cima e se esfregar nele. Revolucionário! Tudo com instruções precisas, como se estivesse ensinando a montar uma barraca de camping:
“Apóie as mãos à frente até tocar a nuca dele com os mamilos (...) encaixe um dos joelhos entre as pernas dele e acaricie essa região com a parte interna da sua coxa (...) Volte à posição inicial e deslize as pontas dos cabelos ou unhas com movimentos sinuosos das costas até os pés do gato (...) Sente-se sobre o bumbum dele e provoque-o com a vulva. Continue a tortura na região lombar (...) Vire-o de frente e coloque o dedão do pé dele no clitóris. Mexa-se em movimentos circulares.”Estimulante como uma receita de bolo!
A próxima página trazia depoimentos de mulheres que fizeram sexo no chuveiro, no mar, na piscina ou na cachoeira. Aí sim a coisa esquentou... De tanto rir! Fui obrigada a ler as pérolas em voz alta pro meu excelentíssimo. Coisas do tipo:
“Quando olhei para meu amado, seu menino já estava em ponto de bala...”Seu menino?! Seu menino?!!! Ela se referiu ao pênis do namorado como "o seu menino"? Ou tinha uma criança junto? Ponto de bala?! Tipo, bala puxa-puxa?
Outra garota falando sobre uma transa no rio:
“Ele pegou uma lanterna, uma toalha, e assim que encontramos a margem, ele disse: tire tudo! Meu homem pegou uma tábua (daquelas de lavar roupa), me colocou em cima e me amou loucamente!”Mais piada pronta impossível. E eu esperando algo bem hard-core do tipo, “pegou a lanterna e...” Deixa pra lá.
A última página do manual que promete um 2009 incendiário para as leitoras falava sobre o quê? Depilação artística! Sugerindo desenhos para as moderníssimas garotas fazerem em suas moderníssimas “vulvas”: coração com flecha no meio, estrela, a palavra LOVE, um ponto de interrogação, ou o manjadíssimo coelhinho da Playboy. Acompanhado de depoimentos de homens que ficaram pirados com as inovações que suas mulheres fizeram nos pêlos pubianos. O mais engraçado era de um tal publicitário, que gosta tanto dos desenhos que a amada faz, que adoraria vê-la fazendo a depilação no salão, mas só nunca assistiu porque a depiladora não deixa! Imagina a cena: a namorada foi se depilar, ele foi junto e pediu, "deixa eu assistir, deixa, deixa, vai..." E a depiladora: "nã-nã-ni-nã-não! Fica aí fora esperando quietinho que depois a tia te dá um pirulito". Isso sim é depravação. Dá logo um chicote pra ele e manda ele amulentar a amada, porque o cara quer é vê-la sofrendo.
Piadas à parte, fiquei indignada que um manual de sexo, que deveria trazer dicas para as leitoras terem e darem mais prazer, venha falar de depilação artística! Ao invés de ensinarem as mulheres a se acharem lindas e sedutoras, independente de como estejam seus pêlos, querem enfiar na cabeça das pobres leitoras que para ter uma noite de amor quente e inovadora elas têm de sofrer por causa de uns desenhos ridículos. Nada contra as peludas ou as carecas, mas, convenhamos, a última coisa que as mulheres precisam é de mais regras de como deixar seu corpo desejável. Não basta estar linda, cheirosa, magra, de lingerie provocante, cabelos bem tratados, perfumada, hidratada, malhada, maquiada... Tem de estar também com uma pomba carnavalesca!? Ah, me poupem...
Leia também: 1001 dicas de sexo para enlouquecer um homem na cama (de tanto rir).

Nenhum sorriso deveria ser desperdiçado. Sorrisos sinceros e por motivos puros são das expressões mais belas que se pode ver em qualquer rosto humano.
Os sorrisos não deveriam ser desperdiçados, como o são, quando esboçados com falsidade.
Sorrir levianamente, sorrir "amarelo" e sem vontade, sorrir porque a ocasião exige é quase uma obrigação que temos de enfrentar milhares de vezes na vida. Mas um sorriso verdadeiro é tão belo e tão aconchegante que chega a tornar um pecado cada sorriso falso. Sorrisos verdadeiros são contagiantes porque cheios de esperança.
Sorrisos deveriam ser sagrados.

Saiu minha primeira resenha literária escrita para o Amálgama, onde até então eu escrevia apenas sobre cinema.
O Amálgama é um blog de cultura e atualidades produzido coletivamente por jornalistas, psicólogos, professores, escritores e amantes da cultura em geral.
E, coincidentemente, sendo minha primeira resenha literária, é logo sobre um livro de contos erótios chamado "A Virgem que não conhecia Picasso", de Rodrigo Rosp.
Passe no Amálgama, leia e sinta-se à vontade para comentar.

De acordo com Alessandro Martins, do blog Livros e Afins, os participantes do Big Brother Brasil chamando uns aos outros de brothers e sisters estão fazendo um uso totalmente errado do termo, já que os verdadeiros Big Brothers somos nós, sentados no sofá assistindo ao programa. Ele está certíssimo.
O termo Big Brother foi “inventado” pelo escritor George Orwell, em sua obra 1984, para designar o governante de uma ditadura super linha-dura que instalava nas casas, ruas, ambientes de trabalho e lazer milhares de teletelas (uma espécie de TV e câmera simultaneamente). Dessa forma os habitantes deste país fictício, criado por Orwell, eram vigiados 24 horas por dia, sem descanso. Exatamente como acontece no programa que começa hoje.
Leia também: BBB e o ódio generalizado

"Crenças populares freqüentemente começam de quase nada; talvez alguém simplesmente as invente, como as histórias sobre Thor e Zeus. Mas depois de terem sido transmitidas por alguns séculos, o simples fato de serem tão antigas as faz parecer especiais. As pessoas acreditam em coisas simplesmente porque outras pessoas acreditaram nessas mesmas coisas ao longo dos séculos. Isso é tradição.
O problema com a tradição é que, independentemente de há quanto tempo a história tenha sido inventada, ela continua exatamente tão verdadeira ou falsa quanto a história original. Se você inventar uma história que não seja verdadeira, transmiti-la através de vários séculos não vai torná-la verdadeira!
A religião judaica e a mulçumana são um pouco diferentes; e há ainda diferentes tipos de judeus e mulçumanos. Pessoas que acreditam em coisas um pouco diferentes umas das outras vão à guerra por causa destas discordâncias. Então você talvez imagine que eles têm boas razões - provas - para acreditar naquilo que acreditam. Mas, na realidade, suas diferentes crenças são inteiramente decorrentes de tradições."
(Carta de Richard Dawkins a sua filha Juliet - entregue a ela quando ela tinha 10 anos de idade)
É triste que coisas que até uma criança pode compreender não sejam compreendidas por milhares de pessoas.

"Há um traço profundo em meu caráter de que ainda não falei.
Eu era, sou vulnerável e terna!
Sempre precisei, senão de amor, pelo menos de afeição ou de calor humano, o que fez com que eu me apegasse, ao longo de toda a minha vida, àquele ou àquela que me dava essa ternura, quase vital para mim! Isso deve provir de uma carência que remonta às profundezas da minha infância e que nunca me largou. Dependi e continuo dependendo sempre de um gesto de afeição. Fico emocionada com a bondade que manifestam por mim.
Sou grata, até a servidão, a quem me ama, demonstrando-me isso!"
(Brigitte Bardot)

“quero chorar a teus pés...”
“me abrigarei debaixo de tuas asas...”
“tu és minha fortaleza...”
“em ti me refugio...”
Esses são só alguns exemplos de versos recorrentes em músicas cristãs. Eles demonstram o desejo que todos nós temos de ter alguém mais forte do que nós para nos proteger e embalar. Somos todos órfãos, no fim das contas. Não importa se somos “trintões” mimados pelos pais ou se fomos criados em um orfanato. Somos todos carentes; bezerros desmamados saudosos dos tempos em que nossas ambições se resumiam a ter um colo quentinho. Com poucos anos de vida já descobrimos que todos morrem, que os pais não estarão por perto para sempre e aí já começa a sensação de desamparo que não pode mais ser aplacada com um simples colo. A partir de então seguimos buscando a mesma certeza de segurança que sentíamos na primeira infância ou mesmo no útero; não sabíamos da morte, nem das misérias humanas, não conhecíamos bondade ou maldade, simplesmente éramos. Éramos plenos. Confiávamos na proteção do adulto que cuidasse de nós. Desde que ele estivesse lá para atender a cada choro, nada mais importava; estávamos seguros.
Mas chega um momento em que nem todo o carinho do mundo aplaca nossa angústia. A partir do momento em que temos consciência de que “não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe” passamos a viver com uma ansiedade que nos acompanha pelo resto da vida. Os pais amorosos, os amigos verdadeiros, o cônjuge fiel, nada disso vai durar para sempre e só nos resta desejar com todas as forças que dure o máximo de tempo possível. Como não viver angustiado com uma expectativa dessas?
Daí que não nos conformamos em não ter ao menos um símbolo de segurança que nunca pereça; um ser que esteja sempre ali, firme e forte, agüentando o tranco quando nós já não agüentamos mais. Pronto: Deus! Deus é nosso útero, nossa chupeta, nosso dedão na boca, nosso colo quentinho, nosso leite materno, nosso beijinho no machucado, nosso pai fortão que dá um jeito em tudo. Todos os símbolos de calor e proteção que já conhecemos um dia são substituídos pela idéia do Deus Todo-Poderoso, Almigth Lord! É bonito e romântico acreditar nisso e cantar versos sobre a proteção suprema que só Ele pode nos dar.
Nosso desejo de nos sentirmos seguros é tão forte que fingimos não perceber que “a presença de Deus em nossas vidas” não nos protege efetivamente de coisa alguma. Continuamos suscetíveis a todos os perigos, doenças, tragédias, erros, micos e mancadas. Continuamos tendo de tomar todas as precauções necessárias: o cinto de segurança, a tranca na porta, a vacina, a água filtrada. Continuamos chorando às vezes sozinhos, sem saber por que; continuamos nos apavorando diante da morte, continuamos levando nossos filhos ao médico ao primeiro sinal de uma dor de garganta. Mas o desejo de ser protegido por algo ou alguém bem mais forte do que nós, o desejo de sentir-se seguro é tão grande, tão avassalador, que seguimos crendo nessa figura Poderosa mesmo sabendo que no fim das contas estamos por nossa própria conta e risco.
Mesmo que tudo de ruim aconteça, continuamos crendo que quando ninguém mais pode nos ajudar, ainda há Um que sempre vai estar presente. Crer em Deus é fruto do desejo de que as coisas sejam tão simples quanto eram na primeira infância. Ele nunca te abandona; Ele nunca te trai; Ele nunca te engana; Ele nunca quer o teu mal.
Mas na verdade, não é Deus que nunca abandona aqueles que crêem Nele, e sim a certeza de crer em algo. A certeza é a grande deusa. É ela que nunca abandona aqueles que crêem. Eles têm tanta certeza de que crêem na coisa certa que dizem não apenas crer que Deus existe, mas saber que Ele existe. Eles sabem. Assim como o bebê sabe que estando no colo da mãe ele está livre de todos os perigos para sempre. Bom para eles.
Juliana Dacoregio