Arquivos para: Novembro 2008

19.11.08

11:32:47, Categorias: Comportamento, Música, Sexo, Cultura Pop  


Não preciso nem dizer que não tenho preconceito contra homos, bis, trans e afins, afinal fui numa festa GLS, né... (ou seria GLBTS?). Nem sou do tipo que faz cara de nojo ao ver duas pessoas do mesmo sexo se beijando. Se bem que só tinha visto em filmes e, claro, só gente bonita! Então, poderia ser que ao ver gente normal se atracando com espécimes do mesmo gênero eu ficasse um pouco mais chocada. Que nada! Achei tudo lindo na verdade. Aquele povo todo, meninos com meninos, meninas com meninas, aos beijos, abraços, chamegos e amassos é bonito de se ver.

E falando em beleza, muitos, muitos homens bonitos como não se vê em uma balada hetero. Alguns deles bem novinhos. Acho que muitas meninas sabem disso, porque, ou elas são mais discretas, ou a maioria das que estavam lá eram heteros que foram apenas para matar a curiosidade, ver os gogo boys, tentar “converter” algum gatinho gay ou, sei lá, aproveitar os bis ou caçar os votos brancos, nulos e indecisos.

Uma coisa é certa: quem diz que festas gays são alegres e divertidas está coberto de razão. Adorei ir a um lugar onde não tem aquele povinho se achando, sem guris marrentos e loiras todas iguais, com cabelo piastrado e metade do silicone aparecendo! Nada daquela galera matando e morrendo por uma pulseirinha de ala “vip” ou dos meninos que se acham tão gostosos que não chegam em menina nenhuma. Nada disso. Dava pra ver que o pessoal estava lá para se divertir mesmo. Algumas meninas bem arrumadinhas, outras mais à vontade, mas nada daquele padrão "saia curtíssima, decotão na frente, decotão atrás e 400 quilos de strass" que se vê pelas baladas mais badaladas de Criciúma!

Era mesmo um local de diversidade: diversidade nos estilos, nas roupas, cabelos, no jeito de dançar e, claro, nas opções sexuais. Genteeemmm.... e as músicas?! Deliciosas! Músicas com batidas eletrônicas sim, mas aquelas que se ouve no rádio, umas mais antiguinhas, todas gostosas de dançar e não só aquele house que deixa a gente com a impressão de que tocou a mesmíssima música durante a noite inteira. Músicas sexys, músicas de mulherzinha, como diz uma amiga minha. Aliás, essa é uma das maiores reclamações da turma mais ou menos da minha idade nas baladas atuais: queremos ouvir beyoncé, madonna, pussy cat, coisas embaladinhas, que quando começa a gente já reconhece qual é e corre pra pista gritando “huuurrruuullll".

Ah, e o povo chega junto mesmo! No nosso grupo todos os heteros foram paquerados e os não-heteros acharam alguém pra dar uns beijões. Mas nada de promiscuidade. O pessoal se beija, se abraça, dança junto, mas não é Sodoma e Gomorra, galera tirando a roupa e acasalando na frente de todo mundo! O único toque mais "pecaminoso" são os gogo boys e gogo girls dançando voluptuosamente no palco pra quem quisesse ver; e não só ver, como pegar, apalpar, encostar...

Eu adorei tudo e me diverti horrores! E ainda saí orgulhosa de ter sido xavecada a torto e a direito por algumas meninas. Além de ter que proteger meu namorado de um ataque mais afoito de uma bichinha enlouquecida. Aliás, ele gostou mesmo foi da bombeira que apareceu lá pelas tantas, depois de horas de gogo boys dançando. Eu achei a tal da bombeira bem caidinha, mas diz ele que depois de olhar pro palco e só ver marmanjos rebolando, a bombeira, com celulite ou sem celulite, com cara bonita ou feia, era a visão do paraíso!

Veja fotos da festa!

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18.11.08

06:39:20, Categorias: Cotidiano, Egotrip, Sexo  


Na entrada da balada, conversando com um grupo de amigos, passa uma menina e fica me olhando. Primeiro eu acho que é alguém que eu conheço. Ela era mesmo parecida com uma antiga conhecida: formato do rosto, cabelo, altura... Fico olhando e percebo que não, não era quem eu estava pensando. Mas ela continua me observando. Então penso, “deve trabalhar no comércio”, já que meu cérebro está programado para só reconhecer vendedores, garçons, caixas de supermercados ou secretárias de médicos em seus “habitáts naturais”. Quando encontro um deles em outro local, demoro horas para me ligar quem é a criatura, mesmo que seja a secretária do meu dentista, que freqüento há anos. “Só pode! Essa menina me olha tanto, só pode ser alguma conhecida... E agora, cumprimento ou não? Ou será que tem algo esquisito no meu rosto? No cabelo?” Estava eu entretida, com a cabeça já saindo fumacinha de tanto puxar pela memória, quando me ligo num detalhe: estou na entrada de uma balada gay e a menina não está me reconhecendo de algum lugar, ela está me EN-CA-RAN-DO!!!

Santa inocência, hein, Maria Juliana!

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14.11.08

18:50:29, Categorias: Comportamento, Egotrip, Leitura  


Incrível como pessoas que já foram divertidas e inteligentes podem se tornar seres mal humorados quando se convertem e resolvem defender sua cambaleante fé. Um texto muito bem escrito e muito bem humorado sobre personagens bíblicos fez com que um amigo achasse que eu deveria saber algumas "verdades" sobre Nietzsche!

Primeiro, eu me pergunto (e, desculpe mãe, mas vou ter que usar aquela palavra chula novamente): O QUE TEM O CU A VER COM AS CALÇAS? Ou melhor, O QUE TEM O NIETZSCHE A VER COM AS CALÇAS? Certamente meu amigo achou que já que eu enviei um texto que "ofende" o Deus dele, ele também deveria ofender o meu. Acontece que eu não idolatro Nietzsche (não como ele idolatra o tal do Jesus) e sei muito bem que a vida de Nietzsche foi uma bela merda. Qualquer pessoa que realmente já tenha lido mais de um livro do Nietzsche sabe que ele foi infeliz. E o queco? Eu, por acaso, escolho os livros que vou ler baseada na quantidade de alegria inerente à vida do autor? Ou no quanto aquele autor pode ser um exemplo de para mim?

O problema é que meu amigo, querendo defender a sua fé, quis atacar um de meus autores favoritos, achando que eu ficaria ofendida assim como ele se ofende ao ler que Jesus foi sacana em secar a figueira. Alguns cristãos acham que humanistas e ateus são ferrenhos defensores de seus autores preferidos. Eles acham que somos tão cegos para os defeitos de nossos livros favoritos assim como eles são cegos para os defeitos do seu Livro Sagrado! É porque não entendem que eu não preciso seguir ninguém, não preciso me espelhar na conduta de ninguém e muito menos preciso defender um cara que eu nem conheci! (Mas ao menos eu sei que ele existiu.) Não importa o quão difícil, tortuosa ou infeliz tenha sido a vida de meus autores favoritos. Isso não tira (e talvez até aumente) o brilho do que eles escreveram.

Leia também: Nietzsche era só outro macaco

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12.11.08

17:27:49, Categorias: Artes, Fotografia, Publicidade  


A filósofa Susan Sontag afirmou que “tudo existe para terminar numa foto”. Ao falar sobre a obsessão que temos em fotografar tudo que acontece ao nosso redor ela diz que a humanidade está presa à caverna de Platão, se contentando e se regozijando com meras imagens da verdade. Não discordo dela. Somos mesmo obcecados em registrar momentos. Isso beira o exagero quando em um show, por exemplo, passamos o tempo todo filmando e acabamos assistindo-o apenas através do visor da máquina. Mas como resistir ao ato de registrar momentos lindos, sublimes, engraçados ou, até mesmo, tristes ou tediosos?

A máquina fotográfica digital nos dá a chance de brincarmos com poses, tirarmos auto-retratos, fotografar objetos ou cenas banais do nosso dia-a-dia. Se não ficar bom, é só apagar tudo e começar de novo. Mas é tão bom quando uma foto que a gente tirou fica tão legal que dá vontade de mandar revelar e pendurar na parede, né? Eu adoro. E fica bem mais fácil disso acontecer se você tem um pouquinho de conhecimento sobre fotografia, ângulos, luzes e cores. Dá até pra brincar de profissional e fazer fotos como essas.

Durante a faculdade, na disciplina de fotografia, consegui aprender algumas coisas. Confesso que gostava mais de revelar as fotos na sala escura do que de clicá-las, mas de algumas dicas eu não esqueci. E como adoro dar uma de fotógrafa da família e dos amigos, clicando-os em poses inusitadas e espontâneas, quero aprender mais. Por isso, domingo à tarde, dia 16, vou estar no Plano B participando do curso que a antenadíssima fotógrafa Ana Reczek vai ministrar.

Quem mora em Criciúma e região e está a fim de aprender a usar melhor sua máquina digital, pode ligar pra Ana ou adicioná-la no msn e se inscrever. Tenho certeza que o curso vai bombar, já que Ana está sempre viajando para feiras e cursos de aperfeiçoamento. Então, a gente se vê e se fotografa lá no Plano B (e já aproveita pra tomar um cafezinho depois)!

Mais informações:
Blog da Ana
Telefone: 9621-0283
Msn: anareczek@hotmail.com

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08.11.08

08:39:20, Categorias: Humor, Losing my Religion  


Costumo não postar textos que não sejam de minha autoria, mas este está irresistível!
Ah, o primeiro a comentar dizendo quem é o autor do texto ganha um incrível, inigualável, esplendoroso... brinde surpresa!

E Abraão acordou de madrugada e disse a seu filho único, Isaac:
- Tive um sonho no qual a voz do Senhor ordenava-me a sacrificar meu filho. Portanto, vista as calças e vamos.
E Isaac perguntou tremendo:
- E o que você disse quando Ele teve essa idéia?.
- E o que eu poderia dizer? - respondeu Abraão. - Imagine a minha situação: de cuecas, às duas da matina, falando com o Criador do Universo! Devia discutir?
-Bem, pelo menos Ele explicou para que queria o meu sacrifício?
-Os fiéis não fazem perguntas. E agora vamos, porque tenho um dia cheio amanhã.
E Sara, que ouvira o plano de Abraão, ficou nervosa e disse:
- Como sabes que era o Senhor, e não, digamos, teu amigo que adora brincadeiras de mau gosto? O Senhor detesta essas brincadeiras e acha que quem as pratica deve ser atirado às feras, mesmo que elas já tenham almoçado.
E Abraão respondeu:
- Porque eu sabia que era o Senhor. Era uma voz profunda, ressonante, bem modulada, e ninguém no deserto consegue colocá-la tão bem quanto Ele.
E Sara perguntou:
- Estás disposto a cumprir esta ordem absurda?
E Abraão respondeu:
- Francamente sim, porque questionar a vontade do Senhor é uma das piores coisas que uma pessoa pode fazer, principalmente na atual conjuntura.
E assim Abraão levou Isaac a um determinado lugar e preparou-se para sacrificá-lo. Mas, no último minuto, o Senhor paralisou a mão de Abraão e disse:
- Ias mesmo fazer esta asneira?
E Abraão gaguejou:
- Mas o Senhor...
- Não importa o que eu disse, pô - rugiu o Senhor. - Sais levando a sério todas as idéias de jerico que lhe dão?
Claro que Abraão ficou envergonhado:
- Bem, para dizer a verdade...
- Sugeri de brincadeira que sacrificasses Isaac e, imediatamente, achaste que era boa idéia.
E Abraão caiu de joelhos:
- Estás vendo? Nunca sei quando estais brincando!
E o Senhor fulminou-o:
- Que falta de senso de humor. És uma besta!
- Mas isso não prova o meu amor por Vós?
- Não. Prova apenas que alguns idiotas seguirão qualquer idéia imbecil, desde que venha de uma voz ressonante e bem modulada.
E assim o Senhor disse a Abraão que ele estava dispensado e mandou-o passar no caixa no dia seguinte.

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04.11.08

01:04:59, Categorias: A, Comportamento, Humor, Non sense  


Sabe o que é ter abuso? É aquela mistura de raiva, desprezo, nojo; aquela vontade de rir na cara de algo ou alguém e dizer o quanto aquilo é ridículo. Então, tem certas coisas que nos dão abuso. Se você for uma Poliana-tra-lá-lá-super-feliz você não tem abuso de quase nada, mas se você for a Maria Juliana...

Sei lá! Não sei se sou eu que careço de ver lógica em tudo, não sei se é uma aversão aos lugares comuns do dia-a-dia, mas se tem uma coisa que me dá abuso, pela total falta de sentido, é ver fulaninha dizendo:
- Já tenho uma menina, agora vamos tentar um menino. É que a gente quer um casal, sabe?
Tenho vontade de perguntar:
- Tu queres que teus filhos trepem um com o outro?
Não, porque só pode, né! Um casal? Como assim, um casal? Casal é quem se pega, quem se beija, quem transa, quem tem um relacionamento amoroso-afetivo-sexual.

E mais abusado ainda são aquelas que falam “casalzinho”: - Você tem filhos?
- Sim, tenho um casalzinho!
Ai, que nojinho, que abusinho que eu tenho de quem fala “um casalzinho”! Se eu não fosse uma pequena burguesa, eu diria que essa expressão é muito pequeno-burguesa. E quase todo mundo fala. Claro que qualquer um diria que minha indignação não tem nada a ver. Que eles só falam “casal” no sentido de dupla, de par, para dizer que é um menino e uma menina. Mas se a palavra “casal” é usada apenas no sentido de “dupla”, por que dois filhos homens também não são “um casal de filhos”? Ou por que a mamãe orgulhosa não diz que tem “um casal de meninas”?

Já que quem tem um menino e uma menina tem um casal, quem tem três filhos tem um “ménage-à-trois de filhos”?
Quatro filhos, ou mais, seriam “uma suruba de filhos”.
- Oi Margarete, quanto tempo! E aí, já é mamãe ?
- Sim, tenho um casal: o Pedro e a Isabela. E você?
- Ah, eu tenho uma surubinha: três meninas e um menino!
Mas no caso de você ter dois meninos e duas meninas você pode encher a boca e dizer que tem um “swing” de filhos!
Aí sim, o papo de “casalzinho” teria um pouco mais de lógica.

Update 1: à tarde recebi a seguinte mensagem do Vinny...
"Tô aqui no cardiologista e a secretária dele tá grávida. Vai ter uma menina. Advinha pra quê? Pra fazer um casalzinho!!!!"
Update 2: Já assistiu Trovão Tropical? Então vai lá no Amálgama e me diga se você concorda ou não comigo. Se ainda não assistiu, vai lá do mesmo jeito e fique a fim de assistir! :D
Trovão Tropical, no Amálgama

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Quem?

Juliana Dacoregio
Jornalista, leitora voraz, escritora, cinéfila.
Observadora, vaidosa, passional, sensível.
Lágrimas abundantes e gargalhadas sinceras.
Leal aos amigos e ligada à família.
Cheia de opiniões e de capacidade de analisá-las e transformá-las.
Hábitos simples e pensamentos complexos. Ou vice-versa.

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