31.07.08

19:53:00, Categorias: Cinema  


Alguns filmes são feitos com a intenção de serem obras de arte ou produções memoráveis. Quando o resultado é positivo, tudo perfeito. Saímos do cinema satisfeitos com a experiência. Outros filmes servem para não serem levados a sério. São idealizados e filmados com a única pretensão de ser um entretenimento banal.
O problema é quando percebemos que o filme a que estamos assistindo tinha sérias intenções de ser um grande filme, mas não foi. Sean Penn filmou a saga de Christopher McCandles, um jovem que, após terminar a faculdade, se manda pelo mundo sem avisar ninguém e vai parar no Alaska, onde morre de inanição, por pura estupidez e imaturidade. A história - baseada em fatos reais - é basicamente essa e a tentativa de fazer dela uma saga poética não foi bem sucedida.
Christopher McCandles, interpretado por Emile Hirsch, larga o conforto da casa dos pais em busca de autoconhecimento e comunhão com a natureza. Até aí a motivação dele é louvável, mas o discurso de burguês que acha bonito ser anti-capitalista é intragável. O jovem de 23 anos rejeita o carro novo com que seu pai quer presenteá-lo, doa para caridade o dinheiro de sua poupança (24 mil dólares) e logo no início de sua aventura queima seus últimos trocados, numa atitude, no mínimo, egoísta. (Já que ele não queria o dinheiro poderia ter doado-o também para alguém que quisesse e precisasse.)
Um jovem reclamando que seu pai só pensa em bens materiais e ainda recitando o mantra "Você só pensa em coisas! Tudo se resume a coisas, coisas, coisas. Eu não preciso de coisas."? Isso seria idealista e revolucionário se Christopher tivesse vivido na década de 60 (ou antes), mas um cara que faz isso em pleno final do século XX é apenas um imaturo que comprou a idéia de rebeldia contra a sociedade e a leva às últimas conseqüências, fazendo sofrer àqueles que o amam e sentirão sua falta.
Eu me identificaria com a rebeldia de Christopher se eu tivesse ainda uns 12 anos de idade. Ele é infantil, cita meia dúzia de autores e se acha muito culto por conta disso. Os motivos de sua mágoa contra os pais são ridículos. Ele tinha uma família normal, com alguns descompassos, alguns desentendimentos mais violentos, mas nada incomum, nada que justificasse ele sumir sem mandar notícias, deixando seus pais desesperados. O filme quer nos fazer crer que os motivos do rapaz são legítimos e que os pais dele mereciam aquele sofrimento para se tornarem melhores. Eu só consegui sentir pena dos pais dele e pensar, "custava mandar um telegrama de vez em quando?"
A idéia de Christopher é interessante. Sair pelo mundo pedindo carona, desfrutando das coisas naturais, tomando banho de rio, dormindo à luz do luar, conhecendo gente diferente daquelas do seu convívio social. Acredito, sim, que isso possa levar a um maior auto conhecimento. Jack Kerouac e sua obra baseada em suas andanças de andarilho e caroneiro estão aí para provar. Mas o que o Christopher McCandles fez foi quase um suicídio: viajou sozinho para uma terra inóspita, como o Alaska, sem nenhuma forma de comunicação com a civilização e sem provisões suficientes. Lá o jovem acaba por cometer erros primários, como comer plantas venenosas e matar um alce inteiro sem preparar alguma parte para o consumo imediato, deixando que as moscas e larvas tomassem conta da caça. Mas o que poderia se esperar de um cara que bota fogo em dinheiro? Não, eu não consigo ver nada de idealista numa pessoa que deixa sua família sem notícias por mais de um ano e se leva tão a sério que é capaz de dar lições de moral a um homem idoso que ele encontra em suas andanças por aí.
Mas, dos males, o pior: a atuação de Emile Hirsch é… estranha. A primeira cena dele com falas já me deixou incomodada. Canastrão foi a primeira palavra que me veio à mente. Não sei explicar porque não gostei da atuação dele. Porém a maioria das críticas que li – elogiando o ator – também não explicava o porquê de terem gostado de sua interpretação. Espero que aqueles que gostaram não justifiquem isso somente pelo fato de Hirsch ter emagrecido 20 quilos para filmar o desfecho da história! Emagrecer horrores não prova que o cara é um bom ator. Prova apenas que ele tomou as "bagas" certas!

Em compensação, (mas não compensando tanto assim) o filme tem lindas locações.

Obs.: Antes que você diga, ah mas esse filme está concorrendo a dois Oscars, eu informo:
ele está concorrendo ao Oscar de melhor ator coadjuvante, para o ator Hal Holbrook (que está mesmo ótimo) e Oscar de melhor edição. E quem já esteve numa ilha de edição sabe que editar é difícil mesmo, então qualquer filme que não pareça os trabalhos de TV que a gente fazia lá na Unisul já merece o Oscar de melhor edição. A trilha sonora é de Eddie Veder, vocalista do Pearl Jam.
Permalink 898 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (21)
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Comentário de: Anonymous

Juliana, talvez eu estaeja bem atrasado para escrever um comentário sobre o seu post, porém não poderia deixar de fazê-lo. Assisti o filme duas vezes, uma antes e outra depois de ler o seu post. Na primeira, achei o filme belíssimo, ótima adaptação, trilha sonora sem comentários (sou fã de Eddie), fotografia primorosa, enfim, um dos melhores filmes que já assisti. Já na segunda, além de continuar com a mesma opnião da primeira, percebi o quanto de asneiras você falou. Claro que cada um tem sua percepção sobre tudo e respeito opiniões contrárias as minhas, mas você realmente parece ter 12 anos. Primeiro você começa escrevendo "Alguns filmes são feitos com a intenção de serem obras de arte…" e blá, blá, blá. Pelo que vem depois deste seu primeiro parágrafo, imagino que na sua opnião uma obra de arte ou produção memorável tenha sido Titanic. Daí então você consegue escrever coisas ainda mais fúteis.
Segundo parágrafo: resumir o filme dizendo "Christopher McCandles larga o conforto da casa dos pais em busca de autoconhecimento e comunhão com a natureza" é muita falta de conteudo e sensibilidade. A cabeça de um ser humano é muito mais complexa (pelo menos da maioria) do que este seu simples comentário.
Mais, o cara doa todo o dinheiro da poupança para a caridade e no fim do parágrafo você diz que ele teve uma atitude egoísta por queimar uns trocados, é demais.
Esta atitude dele foi como uma prova de que ele conseguiria conseguir chegar ao seu objetivo, como alguém que joga fora uma carteira de cigarros cheia para provar a si mesmo que é mais forte que o vício.
Esta minha interpretação da cena pode não ser a mais coerente, mas dou graças a Deus que não tenho o seu raciocínio limitado.
Quarto parágrafo: você afirmar aqui que ele tinha uma família normal, com alguns desentendimentos mais violentos, isto é um absurdo. Fico imaginando o que seria uma família conturbada para você.
Em nenhum momento o filme mostra que os motivos do presonagem principal são legítimos ou que a família merecia o sofrimento. Na verdade mostra a fragilidade do homem, as dificuldades de cada um em sair da inércia e correr em busca do objetivo desejado, de reconehcer o erro e voltar atrás, de sempre querer mais do que precisa. Tudo isso é notado em cada um dos personagens e não só no protagonista.
"Custava mandar um telegrama de vez em quando?" - que comentário ridículo.
Quinto parágrafo: A única coisa sensata que você escreveu. Sim, ele foi ingênuo. E isso acontece com todos nós quando não nos preparamos para aquilo que almejamos.
Porém, qualquer um pode ensinar alguma coisa a qualqer um, mesmo um jovem a um idoso.
Bem, teria mais coisas a escrever sobre esta sua visão limitada e simplória das coisas, mas paro por aqui. Complementarei outro dia.


PermalinkPermalink 06.09.08 @ 03:12



Comentário de: Juliana Dacoregio

Vamos lá: primeiro que destilar tanto julgamento de forma anônima é coisa de gente covarde. Quanto a isso não há o que discutir.
A sua visão é interessante, pena que seu apaixonamento pelo filme foi tão grande que lhe fez permear seu comentário com julgamentos pessoais sobre meus gostos cinematográficos, sem ao menos se informar um pouquinho melhor. No meu perfil, aqui mesmo neste blog e no blog Amálgama você pode saber um pouquinho mais da minha visão sobre cinema. Não, eu não tenho 12 anos. Se eu tivesse, amaria este filme e ficaria tão apaixonada por ele como você ficou. No mais, é interessante saber que você se deu ao trabalho de assistir ao filme novamente só para poder escrever este comentário aqui. Eu lamento por você, que assistiu àquela bomba pretensamente poética duas vezes. Mentira, não lamento, não! Assista mais umas cinco vezes para captar todas as nuances e continue deixando comentários por aí escondido atrás do anonimato.


PermalinkPermalink 06.09.08 @ 05:12



Comentário de: Leandro

Assisti esse filme há uns dias atrás e gostei. Ao contrário do que você imaginou, gostei do seu comentário sobre o filme, mas discordo em partes. Não achei uma bomba.
Concordo com você que o Christopher McCandles seja mesmo um menino mimado e uma maluquice ir pro Alaska. Além disso, ele poderia até estar com raiva dos pais, mas a irmã dele merecia alguma satisfação.
Discordo de você na parte do dinheiro, ele não via sentido nos bens materiais, coisa bastante valorizada pela sociedade. A burocracia também é algo que a sociedade deve parar para pensar. Por exemplo no episódio do rio, em que o policial disse que ele teria que esperar 12 anos para tirar licensa para remar num rio, acho isso meio non-sense. O rio está ali para todos. Claro que McCandles foi irresponsável, pois entrou numa corredeira que poderia até antecipado o fim da aventura. Mas esperar 12 anos para poder remar num rio é demais!
Outra parte que discordo de você é na lição de moral que ele dá num idoso. Não é pelo fato da pessoa ser idosa que ninguém pode dar uma lição de moral nela. Os professores sempre dizem que também aprendem bastante com seus alunos…
O lema de viver da natureza, sem precisar de dinheiro ou emprego é para refletir, mas uma outra questão é que o homem perdeu sua característica primitiva, do mesmo jeito que perde os cisos, isto é, a evolução da espécie apagou essa característica do DNA. O homem hoje só caça por esporte, como ele fez ao matar o alce. Agora tem um pouco de hipocrisia dele caçar de rifle (tem que comprar arma e balas com dinheiro e numa loja na civilização).
Agora o que me fez refletir muito foi a frase: A felicidade só é de verdade quando compartilhada. Durante o filme inteiro, os momentos felizes dele foram junto com as pessoas que ele ia conhecendo ao longo da viagem. Apesar de estar numa aventura solitária ele estava sempre acompanhado de pessoas.
E você é mesmo engraçada: "E quem já esteve numa ilha de edição sabe que editar é difícil mesmo, então qualquer filme que não pareça os trabalhos de TV que a gente fazia lá na Unisul já merece o Oscar de melhor edição."
Hum, vou dar uma lida nas suas críticas sobre outros filmes.
Beijo


PermalinkPermalink 08.09.08 @ 00:24



Comentário de: Anonymous

Infelizmente muitos de vocês estão analisando a opinião do personagem e esqueceram que de falar sobre o filem em si!!!
Eu acho que todo filme vale a pena de ser visto pelo menos uma vez!
Que pena que muitos ainda seguem a opinião de outros antes de conhecerem uma obra e teceram a sua própria opinião.
Tremenda ignorância e preguiça!


PermalinkPermalink 10.09.08 @ 07:31



Comentário de: Rogerio

Fala a verdade, voce gosta mesmo é de Titanic...

Não, eu gosto mesmo é de gente assim espertinha como você! Vem cá, vem, me dá um abraço! B)

PermalinkPermalink 04.11.08 @ 15:43



Comentário de: Olair

Acho que as vezes gostaríamos de ter dirigido um filme
e colocado lá nossa visão das coisas. Nesse caso do Sean
(into the wild) acredito que ele deve ter feito exatamente
esse raciocínio. Então, por mais que queiramos não temos
como mudar essa situação. Diante disso, acredito que ele
conseguiu expressar a situação de um jovem sem vontade
de encarar o mundo capitalista e burocrático, porém sem
condições de viver na natureza selvagem.
A morte em função dessa incapacidade e a frase final da
felicidade é o desfecho correto para a situação apresentada.

PermalinkPermalink 05.11.08 @ 13:26



Comentário de: Gusta

Agindo como um OGRO: faltou laço para o guri, olha bem se com vinte e poucos anos eu vou dispensar certas "florestas" (êita cavalo!) para me meter a hippie tira-gosto de urso. E vai ter louco que achará um exemplo essa ego-trip que acabou bem mal.

PermalinkPermalink 07.11.08 @ 16:14



Comentário de: Vinicius Rocha · http://www.eyemage.net

Bem fútil e superficial a análise do filme. Prova-se bem fútil o egocentrica, realmente, deve ter adorado a profundidade psicológica e dramática de Titanic! ;P

PermalinkPermalink 07.12.08 @ 20:28



Comentário de: Anonymous da Silva

Eu botei o pinto pra fora e saí correndo pela cidade. Into the wild concret jungle. Acabei preso! Obrigado.

PermalinkPermalink 09.12.08 @ 13:14



Comentário de: _|_

Eu poderia seguir o exemplo dos cavaleiros que lhe criticaram educadamente, porém, não quero. Você não merece. E também não merece que ninguém identifique-se. Qualquer bêbado miserável teria direito de lhe criticar (e provavelmente estaria certo).
Você além de fútil, parece muito cabeça dura. Você não parece ter 12 anos, até uma menina de 12 anos saberia colocar-se no seu lugar.
Sua crítica restringe-se praticamente à vida do personagem e é construída com muita subjetividade. Isso nem é uma crítica.
Se você é quadrada e ignorante e não gostou da história da curta vida do Christopher MaCandles, se você acha que ele foi uma menino mimado, paciência, porém criticar toda a obra apenas por esse motivo é muita ousadia.
Ponha-se no seu lugar. Talvez você tenha boas coisas a falar sobre filmes pornográficos. Você tem uma tremenda cara de prostituta.

Óióióó... :)) Olha, assisti os filmes da Gretchen e da Leila Lopes recentemente, mas não tenho nada de bom pra falar deles não... Mas assim que eu assistir um pornôzinho legal eu escrevo sobre ele aqui, tá (mal) amadinho?! Aliás, acho que você está precisando assistir uns pornôs, de preferência acompanhado(a) e tentar seguir os exemplos, não acha?

PermalinkPermalink 11.12.08 @ 12:48



Comentário de: ...

Você não merece que ninguém identifique-se. Qualquer bêbado miserável teria direito de lhe criticar (e provavelmente estaria certo).
Você além de fútil, parece muito cabeça dura. Você não parece ter 12 anos, até uma menina de 12 anos saberia colocar-se no seu lugar.
Sua crítica restringe-se praticamente à vida do personagem e é construída com muita subjetividade. Isso nem é uma crítica.
Se você é quadrada e ignorante e não gostou da história da curta vida do Christopher MaCandles, se você acha que ele foi uma menino mimado, paciência, porém criticar toda a obra apenas por esse motivo é muita ousadia.

Ponha-se no seu lugar.

PermalinkPermalink 11.12.08 @ 12:50



Comentário de: rodrigo

O filme é muito bom. Tem um belíssimo texto e sua opinião à respeito dele que é intragavel. Como disse a pessoa ali em cima, vc deve babar assistindo o Leo voando com a Rose no Titanic. Sua cabecinha deve ser um ovo ou vc deve ser uma Patricinha destas bem toscas, não se excluindo a possibilidade das duas hipóteses.

PermalinkPermalink 12.12.08 @ 18:57



Comentário de: Fábio Teixeira

Sobre o filme INTO THE WILD só há uma coisa certa para
afirmar: Ele é polêmico e com isto gera muitas opiniões
divergentes.
O que me fez refeltir no filme foi o lado humano do personagem
central. Vejo nele um paradoxo : ao mesmo tempo que buscava
por si mesmo também fugia de si mesmo. Creio que neste universo de busca e fuga alguma coisa ele acaba encontrando no final.
Todo ser humano é diferente dos demais, não existe um sequer igual. Nisto é difícil julgar as percepções , vivências , alegrias e dores das pessoas.
O primeiro post sinceramente achei muito medíocre.
Imagino que esta pessoa deve ter um egão daqueles...
O Cristopher entendeu uma coisa no final da vida dele:
Independentemente de seus inúmeros erros e alguns acertos
, independente de sua imaturidade, independente até de seu egpísmos
o qual todos temos um pouco, ele finalmente descobtriu
o essencial.
Não foi no decorrer de sua vida que ele se encontra. Seu
encontro consigo mesmo se dá pela experiência unificada com a essência da vida lá no final da estrada. Certas experiências podem ser indescritíveis em palavras, a qual somente a própria pessoa pode sentir, e dificilmente poderá exprimir com uma caneta.
É fácil dizer que a felicidade deve ser compartilhada. Mas experienciar isto com o espírito é somente para as nobres mentes desapegadas e diria até ousadas.
Cristopher experienciou. Errou para acertar.
Mas no meu ver morreu como poucos:
Livre.

PermalinkPermalink 24.12.08 @ 18:51



Comentário de: lucio

nunca vi tanta besteira em unico texto... fico imaginando oq é um filme bom pra voce....

R: Não precisa ficar imaginando:
http://www.amalgama.blog.br/index.php?s=%22por+juliana+dacoregio%22

PermalinkPermalink 25.01.09 @ 18:24



Comentário de: fernanda

Gostei muito do filme. Também odeio essa ladainha anti capitalismo, mas o filme vai muito além disso. E não acredito que opiniões pessoais de cristopher Mcandless afetem a qualidade da obra. E a trilha sonora é simplesmene perfeita, o livro também é muito interessante. A própria inocência de mcandless é que dá beleza ao filme. Ele tinha esperanças coisa que eu perdi a muito tempo.

PermalinkPermalink 18.02.09 @ 11:51



Comentário de: Cesar

só uma loira pra dizer que esse filme eh bobagem!!
ahhh pelo amor de Deus
vai assistir LEGALMENTE LOIRA 3!!!

PermalinkPermalink 11.05.09 @ 21:54



Comentário de: Patricia · http://www.blogautoexplicativo.blogspot.com

Assisti ao filme neste último domingo e fiquei muito impressionada com o desfecho.

Ainda existe em mim uma grande dualidade a respeito da mensagem, pois por um lado achei linda sua busca pela liberdade e pela realização do seu maior desejo (há muito tempo, ainda adolescente, esses ideais me encantavam).

Por outro lado, a aventura por si só era válida, mas o objetivo de viver isolado na natureza para sentir-se integrado a ela, mas totalmente despreparado e deixando a irmã sem notícias, mesmo que esporádicas, passa a idéia de imaturidade e idealismo típica de jovens adolescentes.

Adorei o filme e pretendo revê-lo.

PermalinkPermalink 13.10.09 @ 14:18



Comentário de: marina

na verdade eu acho que ninguém entendeu a crítica do filme. pra mim ele quis dizer que a sociedade é mesmo errônea, e os princípios pós-hippies poderiam salva-lo. mas quando isso é posto em prática, vemos que na atualidade é impossível adotar tal filosofia. o filme se direciona pra pré adolescentes rebeldes que tem o sonho de fugir de casa e viver apenas de brisa e liberdade tomarem um susto: É IMPOSSÍVEL. a sua morte é a consequencia disso, juntamente com seus ideias. e de que essa filosofia não vale apena, porque "o amor só é completo quando compartilhado". quando ele percebe a merda que fez e quer retonar pra casa, ja é tarde demais.
não sei o que esses imbecis transcendentais usam esse filme como um objetivo de vida... fala totalmente o contrário!

PermalinkPermalink 16.08.10 @ 16:19



Comentário de: Ricardo Chicuta · http://www.asaventurasdechicuta.blogspot.com

Realmente faltou cinta na educação desse pivete.Mas sobre o filme em si eu confesso que 70% de um filme para mim são o roteiro e a trilha sonora.O roteiro é esse que vc. descreveu acima,uma história real de um jovem desregulado.Gostei do roteiro.A trilha sonora é maravilhosa.
Também achei a atuação do cara muito ruim,mas não tão ruim ao ponto de estragar o filme.Como a atuação daquela menina do crepúsculo por exemplo,que eu fiquei até com vergonha alheia ao assistir.
Não é uma obra prima,mas é um filme bom.

PermalinkPermalink 18.08.10 @ 21:45



Comentário de: Matheus · http://avaiano@avai.com.br

Achei interessante tua visão. Porém, discordo em certas
partes. Há um certo egoísmo e infantilidade na conduta
do maluco andarilho. Correto. A rebeldia contra a família
é babaca demais, bem como os motivos para largar tudo para
trás. Entretanto, acredito que a maior lição que ele tirou
(além das várias experiências e histórias conhecendo ou-
tras pessoas completamente diferentes dele)é o fato de
que tudo o que ele vivenciou e todo os momentos felizes
que passou não valeram de nada, justamente pois estava
longe da família, amigos, sei la...ou seja, o "isolamento"
que ele tanto almejava passou a ser o seu pior pesadelo.
Saber que uma coisa que tanto se busca (para ser feliz)tor
nou-se o motivo da infelicidade é duro. Não adianta ter
muito para contar e não ter pra quem trocar essa experiên-
cia. O ser humano é social. Vejo isso na cena do diário,
quando escreve dentro do ônibus já no Alasca...só não lem-
bro a frase! hahaha
De outra maneira, não tinha visto o filme pela tua ótica,
que em muito tá correta.

PermalinkPermalink 19.08.10 @ 01:39



Comentário de: Bruno Big Dog

Sei que estou um pouco atrasado para fazer um simples comentário, acho que através do comentários da galera esquecemos de um simples detalhe, Alex estava em uma busca de auto-conhecimento. Ele teve vários momentos felizes com outras pessoas, adiantou sim que nem o colega acima disse que "não adiantou de nada". A felicidade é feita de momentos. Se começar a se perguntar a si mesmo, sobre seus desejos, sonhos entre outros. Percebemos que muitos disto não faz parte do nosso eu. São impostos pela sociedade sem percebemos, abraçamos essas ideias. O ser humano é um ser sociável, sim, mas nos momentos de solidão e sozinhos que reflectimos sobre nosso ato, o que me pertence, o que faço de errado. Pensar que ele estava errado é modo de pensamento nosso, que já foi imposto e não percebemos. Antes de julgarmos o próximo, pense, o que faço ?

PermalinkPermalink 06.12.10 @ 16:17



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Juliana Dacoregio
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Observadora, vaidosa, passional, sensível.
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Hábitos simples e pensamentos complexos. Ou vice-versa.

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