21.07.08

23:32:00, Categorias: Rasgação de seda  


O Dia do Amigo foi ontem, mas não encontrei tempo para escrever sobre o assunto. Inspiração não me falta, já que tenho poucos "grandes amigos", mas cada um deles renderia um livro de contos, um romance, duas novelas e três minisséries. Então, não importa que o Dia do Amigo tenha sido há quase dois dias. Preciso falar umas duas ou três palavrinhas sobre os amigos mais presentes em minha vida hoje.

Preciso falar da garota linda que me faz lembrar, sem precisar dizer uma só palavra, que não é vergonha alguma estar sempre bem vestida e arrumada como se estivesse pronta para um evento. Aquela com quem eu convivo bastante há uns dois anos, mas mesmo assim ainda me deixa admirada com sua beleza e com o número de palavras que ela consegue falar por minuto. Fala tanto que me deixa tonta, às vezes. Ela fala muito! Muito sobre tudo e mais ainda sobre ela mesma. Mas quando é preciso me ouvir, ela ouve e presta tanta atenção que, tempos depois, lembra, com detalhes, de coisas que eu falei e nem eu mesma lembrava. É a prova viva de que nem sempre os muito falantes são maus ouvintes.

Vou falar com atraso do dia do amigo porque também não poderia deixar de falar do cara que assiste Jô Soares comigo on-line. Eu comentando daqui, ele comentando de lá, os dois falando mal da vida alheia, julgando deus e o mundo e rindo muito com as besteiras que sempre surgem quando dividimos nossas insônias via msn. O amigo a quem recorro quando quero saber algum detalhe sobre determinado filme ou ator. Aquele que faz poemas a jato em homenagem aos amigos e em homenagem às festas que os amigos dão.


Não importa que o dia do amigo tenha sido ontem, pois uma amiga que está sempre pronta a me acompanhar em qualquer aventura ou roubada merece ser lembrada todos os dias. E não pense que ela topa qualquer parada porque seja o tipo de garota doidona e super extrovertida. Nada disso. É bem na dela, uma amante de Drummond, um pouco tímida, que me acompanha na balada fashion, no jantarzinho tranqüilo ou naquele passeio de carro pra fumar e chorar as pitangas. Ela não tem nada de rata de praia, mas foi comigo para um programa de índio, numa pousadinha com sérias restrições orçamentárias, tornando-se assim uma das fadas madrinhas do meu encontro com o príncipe encantado. É aquela amiga que fala baixinho, suave, mas que durante minhas crises existenciais não hesita em falar firme e me fazer lembrar o quanto sou forte e tenho sorte na vida. É uma das pouquíssimas pessoas a quem empresto meus livros, pois é a que mais compartilha comigo meu amor pelas letras.
Tem também aquela que posso passar meses sem ver ou conversar, mas que quando encontro é tudo igual: o mesmo carinho, a mesma admiração mútua, a mesma cumplicidade, e aquela generosidade da parte dela em me dar bons conselhos profissionais e a satisfação genuína que demonstra ao me ver feliz. Uma amiga que trabalha demais, mas que quando consegue reservar um tempinho para mim, a dedicação dela àqueles momentos é total e o astral dela vai lá em cima.
Há mais amigos e amigas que passaram por minha vida e marcaram outros tempos. Há alguns nem tão íntimos assim, mas que admiro e com quem aprendo.
Mas, se alguns amigos são importantes, existe uma que é essencial.
É a única que sempre esteve comigo e sempre estará. Aquela que me acha bonita chorando, mas é a maior beneficiada quando estou feliz. Aquela a quem tive que aprender a aceitar e amar, mas a quem dou muitos puxões de orelha. Aquela que, às vezes, sente ganas de me sacudir e dizer "pára com isso", mas que comemora com grande entusiasmo cada pequena vitória minha. Aquela que nunca vai deixar de me acompanhar numa ida ao cinema e que sempre vai entender por que chorei naquele momento nada emotivo do filme. Aquela que, no espelho, retribui meus beijos e entende tudo que meus olhos estão dizendo. Aquela que me diz… "É muito bom ser você"!

Leia também: Se você acha que a educação é cara, tente a ignorância

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Permalink 734 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (0)
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Juliana Dacoregio
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