
Eu nunca fui precoce. Demorei a aprender a amarrar os tênis, a colocar meus próprios brincos, a entrar no mar, a largar a pranchinha na aula de natação e até hoje não sei mergulhar sem tapar o nariz (não adianta, eu já tentei, mas sempre acabo com aquela sensação horrível de ter o canal respiratório cheio d`água). Hoje tudo bem, sou feliz assim mergulhando com a mão no nariz, mesmo viu?
Mas quando se é criança tudo isso é um problema! Você se sente uma derrotada só porque não mergulha sem pôr a mão no nariz, ou porque não sabe dar uma "ponta"!
Por isso que pra mim, hoje com meus 20 e muitos anos, nadar até onde não dá pé é uma festa! Descer no tobo-água gigante é uma vitória! E mergulhei (tapando o nariz) lá de cima da chalana (é alto viu?) em Porto Seguro. Demorei uns 10 minutos pra pular, já queriam me jogar, mas eu pulei e ainda fui de novo! Delícia, delícia, delícia!
Divirto-me horrores com essas coisas: parque de diversões (montanha russa já tentei também, mas acho uma coisa muito violenta, o pescoço da gente fica solto, indo de um lado pro outro); parque aquático; tirolesa e todas essas aventuras infanto-juvenis. Eu poderia ter aceitado que sou daquelas que têm medo e que preferem ficar olhando. Mas eu não sou!
Eu não prefiro ficar olhando, eu quero fazer, quero ter a sensação, quero vencer meus medos e gritar pra todos aqueles amiguinhos que riam dos meus temores na infância: VIIUUUU, EU CONSEGUI!!! EU TAMBÉM VOU NOS BRINQUEDOS RADICAIS!!! Tá bom que com uns bons anos de atraso, mas eu fui, vi, vivi e venci! Mas mais do que gritar para os mini-malas do passado, eu faço isso é pra dizer pra Ju-criança, "ta vendo, lindinha, é muito legal… Viu que gostoso? Você não queria descer no toboágua?
Então, vamos, iiuuupiiii!!!!"
obs: Este texto tem a ver com o texto abaixo.
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