Bom a loucura de Jesus, claro que não poderia ser provada cientificamente. Não naquela época.
E eu tentando entender por que um professor de filosofia se declara cristão e católico.
Estava desconfiada que ele só quisesse provocar os alunos, incendiar o debate, ou chocar, ser diferente. Minha última suspeita se mostrou verdadeira quando ele afirmou que a religião estava muito esquecida nos meios filosóficos e que esse assunto deveria voltar à tona. "O filósofo tem que nadar contra a corrente de seu tempo", ele afirma. Bom, então é isso, creio que defender a religião foi a única maneira que ele encontrou de nadar contra a corrente de seu tempo!
Depois ele afirmou que Nietzsche nadou contra a corrente na sua época. Humm, entendi: o caro professor quer nadar contra a corrente também e nada criticando Nietzsche e exaltando o cristianismo. Mas nessa corrente aí eu já nadei, me afoguei, mas fui salva e sobrevivi.
Entendo que é importante haver pessoas que questionem o rumo das coisas e proponham novas discussões. Mas não procurei uma aula de filosofia pra ficar discutindo a salvação da alma. Ou para ouvir o professor dizendo que sem Deus não há por que discutir o sentido da vida! Como não?
Pode-se discutir o sentido da vida com Deus, sem Deus ou sem se decidir a respeito da existência ou não de um ser supremo! Pode-se até mesmo decidir que a vida não tem sentido e que é possível viver feliz assim.
Mas quando o cara falou que o cristianismo está além da psicologia e que a psicologia só quer enquadrar o sujeito para colocá-lo de volta na sociedade, igual a todo mundo, aí eu larguei pras cobras! Caí de pára-quedas na aula de um filósofo crente!
Não, não, não! Já passei bastante tempo discutindo e pensando sobre salvação e levando isso a sério. Não, obrigada. Prefiro ir para casa comer melão!
Ps- Aulas de filosofia devem estimular alguma parte do cérebro que ativem o apetite por frutas, porque ontem à noite, em outra dessas aulas, nos últimos minutos eu não via a hora de chegar em casa pra comer laranja lima!
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Juliana Dacoregio