Parece muito maduro e de uma inteligência acima da média não crer em Deus. Não crer na graça divina ou no Espírito Santo. Mas não crer, manter o controle sobre os pensamentos e racionalizar qualquer desejo por algo acima de nós é, na verdade, triste. Sim, é inevitável para alguns e acho que ainda é inevitável para mim também. É previsível NÃO CRER EM DEUS quando se é inteligente, tem um bom estudo, lê grandes pensadores, estuda filosofia, psicologia, história das religiões, telogia, humanismo (mesmo que como autodidata). É previsível, é óbvio, relativamente fácil, porque tudo aponta para a não existência de Ser Superior algum. Revolucionário é ser um estudioso das ciências humanas e sociais, ler grandes autores, compreender fenômenos da psiquê e ainda assim acreditar na existência de um Deus!!! Isso é absolutamente maluco! Seria essa a verdadeira heresia?
Por um bom tempo eu acreditei que 'Deus é para os fracos'. Ter uma religião, crer num ser superior, basear sua vida na premissa de que existe um Deus que ama, perdoa e dá forças era para mim algo risível. Uma muleta. Coisa de mente pequena. Fábula. Desejo de não ser mortal. E tantos outros argumentos e julgamentos que eu poderia citar, mas nem é preciso. Eles estão espalhados ao longo de vários textos nesse blog.
Não que minha vida estivesse maravilhosa enquanto eu ponderava racionalmente sobre a fé e chegava à conclusão de que ela era inócua e servia apenas como um artifício para que as pessoas não se sentissem tão perdidas nesse mundo desesperador. Não... Faz tempo que tenho caminhado cambaleante pela vida, faz tempo que tenho apanhado, faz tempo que não enxergo direito a luz do sol. E continuo não enxergando. Mas, de repente, eu SINTO meus olhos brilharem. Não é figura de linguagem. Eu consigo sentir mesmo quando eles brilham. Minha vida anda bastante escura, mas nesses segundos em que percebo o brilho dentro de mim a escuridão já não importa tanto. Quando você percebe isso, você franze os olhos, faz cara de 'hã?' e grita por dentro 'como assim?'. É exatamente isso: um grande 'COMO ASSIM???'. COMO ASSIM 'DEUS'? COMO ASSIM 'GRAÇA'? COMO ASSIM 'CURA'? COMO ASSIM 'ESPÍRITO SANTO'? Que contos de fadas malucos são esses?
Eu sei, 'não é preciso crer que há fadas num jardim para enxergar sua beleza'. Mas, de repente, OMFG!!! você se depara com fadas no jardim, com brilhos nos olhos, com sorrisos em meio à maior escuridão. Você se depara com esperança. Uma esperança sem motivo algum, afinal olhando para trás você enxerga o padrão de sua vida e sabe que, pela lógica, padrões tendem a se repetir ou piorar.
O mais maluco é que você luta contra. Ah, só Deus sabe (Deus? Deus sabe?) o quanto eu tenho lutado contra essa sensação de ser tomada por uma fé que por tanto tempo repudiei e que quando me perguntam se a tenho, eu ainda afirmo que não tenho. Não por orgulho, mas porque quando olho pra dentro de mim eu não enxergo mesmo fé alguma. E ainda assim, meus olhos brilham...
"A graça divina avança sorrateiramente, sem aviso, silenciando os céticos e desarmando os cínicos. Eles acham que têm a vida sob controle até que, de repente, um encontro com a pura graça os deixa sem fôlego."
(Philip Yancey - Alma Sobrevivente)
Não queremos fazer o papel de mulheres passivas em nenhuma área de nossas vidas, incluindo os relacionamentos. Dizemos que já não engolimos mais a ideia do príncipe encantado. Sabemos que assim como nós, os homens também são imperfeitos e não nos dão a garantia de uma vida segura, feliz e protegida. Só quem pode garantir isso somos nós mesmas, não restam dúvidas. Mas sempre há certa idealização quando se trata de encontrar o cara legal que se encaixe em nossos anseios.
Inevitavelmente, com o tempo aprendemos: idealizações sempre geram decepções. E é nessa de nos decepcionarmos que acabamos virando a mesa e paramos de ficar esperando. Resolvemos ir à caça.
Tudo bem, sou da opinião de que a mulher pode e deve tomar a iniciativa quando está a fim de um cara. Mas será que muitas vezes isso não é motivado por amargura pura e simples e acaba gerando ainda mais dor? Claro, não há como se proteger constantemente de desapontamentos. Caçadoras ou não, podemos quebrar a cara. O problema é quando entramos de cabeça nessa de tomar iniciativas, não porque realmente queremos escolher nossos parceiros sem ter que ficar à espera de um convite, mas para tapar o buraco da solidão ou para sermos “modernas”.
Não existem padrões. A mulher tem todo o direito de convidar um homem para sair, mesmo que queira apenas um lance de uma noite. Nossos hormônios também pedem por sexo e não apenas romance. Mas quando essa atitude é fruto de simples desespero e medo de ficar sozinha os resultados são desastrosos.
Quantas mulheres já não tomaram para si o papel de predadoras e foram para a cama, sozinhas, noite após noite, depois de várias conquistas, com um vazio enorme no peito? Querendo ser acariciadas, se decepcionando por não receberem uma ligação no dia seguinte... Não dá para ser assim. É preciso estar pronta para “agir como homem”, como muitos diriam. Decidiu ir atrás de sexo e não ficar sentada esperando? Ok. Mas banque sua decisão. Sim, talvez você encontre o homem de sua vida em uma dessas transas que a princípio são de uma noite só. Apesar de ainda existir preconceito por parte de alguns homens, a maioria já deixou para trás as ideias de que mulher que transa no primeiro encontro e toma a iniciativa não é confiável ou “não serve para casar”. Aliás, homem que pensa assim nem vale a pena mesmo, a não ser que você queira ser uma escrava do machismo para sempre.
Mesmo assim, se você quer sexo, quer escolher seus parceiros sem esperar convites, quer tomar à frente no jogo da conquista, esteja preparada. Deixe de lado o romantismo e guarde-o para quem realmente merecê-lo. Ficar se apaixonando a cada “pegada” não dá certo. E se você sabe que corre esse risco ou já aconteceu algumas vezes e você ficou a ver navios, largue mão de querer parecer moderna. Não existe isso de “mulher moderna”. Você é uma mulher e ponto. Não há nada de desabonador em ser seletiva e escolher apenas o que você acredita que pode ser um relacionamento de longo prazo.
Seja o que você for. Não se sinta na obrigação de caçar e transar sem compromisso. Pode ser bom? Claro que pode. Mas pode também causar abalos na sua autoestima? Com certeza! Então deixe de lado os padrões. Seja você mesma: talvez a gatinha manhosa que espera o macho fazer a corte, talvez a leoa que pega, mata e come. Ou, quem sabe, às vezes... uma alternância das duas. Por que não?

Oh, if I catch you
Existe um versículo bíblico que diz, “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm”. (I Coríntios 6,12) Ele é citado muitas vezes para novos convertidos quando eles começam os questionamentos sobre como e o quanto devem mudar suas vidas após aceitarem a Jesus. Aí começam as regras. Veladas, mas ainda assim regras. Os líderes e convertidos a mais tempo, aqueles que já, em tese, se separaram do que chamam de “mundo”, dizem ao novo cristão que ele pode tudo, mas que nem tudo é aprovado pelo Senhor. Será que esquecem que o trecho bíblico em questão, fala que nem todas as coisas “convêm”, ou seja, algumas atitudes não são convenientes. Não se fala em aprovação ou desaprovação. É uma frase muito sábia, na verdade, que pode guiar a conduta de qualquer pessoa independente de suas crenças. Podemos tudo, mas em tudo há consequências. Algumas maiores, algumas menores, algumas estragam uma vida para sempre, algumas afetam o ser humano na medida em que ele se sente culpado ou não. E esse é o problema maior de todos quando se começa a entregar-se ao Senhor, ou mesmo a participar dos rituais cristãos. A CULPA, uma culpa enorme que nem todo caps lock do mundo seria capaz de expressar. Por que esquecem a primeira parte do versículo? “Todas as coisas me são lícitas”. Por que tão pouca confiança no julgamento e discernimento daqueles que se entregam ou pensam em se entregar a Deus? Todo cristão versado na Bíblia, conhece a história de que é Deus que faz a obra. Mas, muitos parecem não confiar nesse Deus que dizem seguir, nessa palavra que dizem crer: a Palavra é anunciada pelo homem, mas é Deus quem faz a obra, é o Espírito Santo que convence da justiça e do juízo. Se é nisso que vocês acreditam, meus amigos, deixem o Senhor de vocês agir conforme ele bem entende. Vocês são muito pequenos para descobrir os desígnios de Deus. Aí é preciso uma pagã lembrar isso a vocês. Ééé... Deus usa mulas, não?...
Um amigo me mostrou esse vídeo na intenção de fazer uma piada. (Infelizmente, não estou conseguindo postar o vídeo, então clica no link e dá uma olhada) Sim, é esquisito mesmo: um cara numa igreja dançando bem loucão na hora de entregar o dízimo. Não repreendo meu amigo por achar graça, aliás, não repreendo ninguém. É engraçado!
Mas é preciso lembrar que isso é um costume normal dos africanos na forma de louvar a Deus. No Brasil isso também acontece. Já vi muitas danças, gritos de alegria, choros copiosos, risadas soltas, enfim, pessoas deixando-se levar por aquele momento que pra elas é tão importante. Como diz o ditado, "dance como se ninguém estivesse olhando"!
Já critiquei em alguns momentos. Mas dou a mão à palmatória: é lindo! Essas manifestações são das coisas mais belas que se pode ver ou viver dentro de um culto religioso (não importa se na igreja, numa vigília de oração sob as estrelas ou dentro do quarto ouvindo hinos de louvor). E isso não acontece apenas nas igrejas evangélicas. Também é absolutamente normal no candomblé e umbanda, nas missas de renovação carismática católicas, nas danças circulares ou meditativas, rituais xamânicos e também ocorria nas antigas cerimônias de sacerdotisas gregas, e uma infinidade de outras situações.
Não estou colocando em questão aqui se esses "transes" são espirituais, catarses coletivas ou auto-sugestão. Na verdade, o que acontece ali é um lance de liberar a mente e o corpo de todas as amarras, deixar que ele se expresse sem ficar racionalizando, despir-se de toda a vergonha. Nada muito diferente do que acontece com muita gente em shows de música dos seus artistas preferidos.
Sei que é uma forma meio hippie de ver a coisa, mas vai dizer que a dancinha do nosso amigo lá do vídeo não é pura psicodelia?

Juliana Dacoregio