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Saiu há pouco o Mozilla Firefox 3.5. Você pode clicar aqui para baixar ou, se já for usuário do navegador, clicar em Ajuda/Verificar atualizações para a atualização automática. Abaixo, um vídeo mostrando as novidades:

What's new in Firefox 3.5? [em inglês]

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Permalink30.06.09, 14:14:47, by Doni Email , Tecnologia , Deixe seu comentário

Isobel Powell

Quero que ouçam com atenção a canção abaixo, em especial a partir de 1 minuto e 29 segundos:

Baden Powell - Canto de Xangô

"Canto de Xangô" é parceria de Baden Powell com Vinícius de Moraes, e está no disco Os Afro-Sambas (1966) que tem também uma versão que Baden fez em 1990, ao vivo em Paris, se não me engano.

Agora, ouçam "October's Sky", quarta faixa do disco Amorino (2003), de Isobel Campbell:


Isobel Campbell - October's Sky

É mesmo IGUAL ou estou ficando louco? :D

Update: Seguindo uma sugestão do Fábio Shiraga, resolvi sobrepor as duas faixas. O resultado:


Isobel Campbell & Baden Powell - Outubro de Xangô

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Permalink22.06.09, 03:16:56, by Doni Email , Música , 3 comentários

Muricy Ramalho deixará saudade

Muricy Ramalho Desde ontem, Muricy Ramalho não é mais o técnico do São Paulo, e sinto-me triste, quase como que vivendo o luto pela partida de uma pessoa realmente próxima. E talvez isso não seja mesmo um exagero meu, afinal este senhor é parte da minha vida desde muito antes de dar ao glorioso São Paulo F.C. o Tri-Hexa Campeonato Brasileiro. Também não o conheci apenas em 1994, quando nos deu o título da Copa Conmebol, ainda como técnico interino e com um time de revelações capaz de resultados surpreendentes.

Na verdade, Muricy é um dos heróis fantásticos da Mitologia que embalou meus sonhos de infância, junto de Batman e de Superman; e também de Valdir Peres, Nelsinho, Paranhos, Arlindo e Gilberto Sorriso; Chicão (o Deus da Raça), Pedro Rocha (o 10 da Celeste Olímpica), Terto, Serginho e Zé Carlos. Ele era o meia-direita deste time que foi Campeão Paulista de 1975 e que fazia brilhar os olhos de meu pai, um homem que me ensinou o que é saudosismo e que se referia a estes heróis como quem fala de entidades místicas, maiores que a história, maiores que o tempo e que a própria vida.

E meu pai tinha um carinho especial por Muricy. Cresci ouvindo histórias sobre sua habilidade e velocidade, sobre a objetividade com que ia em direção ao gol sem pensar em quem estaria pela frente, sobre a força de seu chute e sua vontade de vencer. Bom humor não era mesmo uma característica sua, e naquela época era já um personagem folclórico. Grande aposta da imprensa paulista, teve a carreira bastante abreviada por problemas físicos e tornou-se técnico, menos de 10 anos após abandonar os campos, sendo auxiliar de Telê Santana.

Mas não é apenas por tê-lo como alguém tão próximo que sentirei falta de Muricy Ramalho. Na verdade, ele deixará saudades em todos os torcedores do São Paulo F.C. por uma série de outros motivos. Muricy, a despeito de todos os seus erros e acertos, é legítimo representante de uma estirpe quase extinta, de um tipo que quase não existe mais no futebol brasileiro: Muricy é um legítimo Boleiro. É claro que não estou falando do que hoje a imprensa costuma chamar de boleiro. Muricy está longe deste tipinho egocêntrico que ganha mais dinheiro do que é capaz de assimilar e que, só por jogar futebol, se utiliza de linguajar e comportamento próprios, pretensamente despojados, mas cuidadosamente construídos por assessores de imprensa.

Falo aqui de alguém que tem o futebol em seu sangue, que ama seu clube apaixonadamente e que tem neste esporte não só um instrumento de trabalho, mas a própria razão de viver. Muricy é um homem simples, gente como a gente, para quem viver é como correr atrás da bola neste grande gramado, fugindo de volantes brucutus e de juízes mal-intencionados, e acima de tudo um vencedor. E nem é por ser um vencedor que ele deveria continuar no São Paulo; e também não é por amar o Tricolor desde sempre.

O fato é que, enquanto Boleiro, Muricy era um dos únicos elos a garantir a ligação deste clube de glórias que fazia brilhar os olhos de meu pai com este outro, atual, que confunde modernidade e eficiência com uma irritante falta de punch que mascara os mesmos vícios de sempre, presentes em todas as diretorias do futebol nacional. É como se o São Paulo tivesse acreditado na história de que é o legítimo representante desta classe média tão paulistana e tão sem sal, e ficasse montado neste marketing que pode sim gerar orgulho em alguns, mas que aos poucos vai matando a paixão dos que são homens do povo, como Muricy é. Quando fala que "isso aqui é trabalho, meu" com seu sotaque, Muricy nos mostra que é como o torcedor do São Paulo de uma cidade feita de bairros e de gente que quase não existe mais. Esse é o jeito de falar das ruas onde crianças jogavam com bola de meia, é o sotaque carregado que faz os Cariocas rirem da gente mas que faz tão bem ouvir.

Exagero talvez, eu sei, mas vejo a demissão do Muricy da mesma maneira com que encaro antigas moradias de imigrantes dos bairros tradicionais dando lugar a prédios de horrível arquitetura neoclássica onde vão morar pessoas que devem ser tanto menos autênticas quanto forem "importantes". E é esta autenticidade que o São Paulo F.C. está perdendo agora, em nome dessa falta de paixão, dessa aparência sempre tão padronizada e engomadinha que se pretende moderna. Interessante que alguém com o perfil de Ricardo Gomes, vindo diretamente da França, tenha sido contratado, não? A tal República do Morumbi, tão PSDB, deve estar feliz da vida. Mas o verdadeiro são-paulino só pode lamentar, enquanto sonha acordado com um clube que talvez não exista mais agora, definitivamente.

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Permalink20.06.09, 14:35:09, by Doni Email , Futebol , 38 comentários


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