Mesóclise dominical
Agora há pouco, no MSN:
Camila diz:
Sexy mesmo é uma mesóclise
Manda uma mesóclise pra cima de mim q eu me derreto
Doni diz:
olha...
vc não deveria ter me contado isso
vou armado para nosso próximo encontro
com o pronome oblíquo átono, pronto pra ir no meio do seu verbo... HAHAHAHAHAHA
Camila diz:
hahahahaha
Só uma ressalva
Pô, átono?
Tônico não é assim mais másculo não?
Doni diz:
calma
passa a mão que fica tônico
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
(oh god)
Camila diz:
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Now we're talking!
Podcast: Especial Ronnie Von

A fase psicodélica e mais criativa do até então Príncipe da Jovem Guarda. São músicas dos discos "Ronnie Von" (1969), "A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Imperio de Nuncamais" (1970) e "Cavaleiro de Aruanda" (1972).
A lista de músicas:
1) Meu Novo Cantar [o manifesto da nova fase]
2) Espelhos Quebrados
3) Atlântida [versão de "Atlantis", do Donovan]
4) Cavaleiro de Aruanda [Um hino em homenagem ao Orixá Oxóssi]
5) Dindi [o clássico da Bossa Nova]
6) Rose Ann [uma declaração de amor e uma colagem de ritmos, incluindo a chanson]
7) Rock Pros Meus Nervos [com muita pegada Soul]
Magic Number
O De La Soul está de disco novo. Ouvi a respeito e bateu a nostalgia. Voltou para a "vitrola" a obra-prima do Hip-Hop Old school, "3 Feet High And Rising", que está completando 20 anos. Abaixo, a primeira porrada do disco:
Sim, eu já quis ser DJ.
Champ et Pêche, Campeche, Dindi
Em Praia do Campeche, Rua dos Surfistas, meu amigo Dauro Veras escreve que morou, entre os anos de 1998 e 1999, numa "pousadinha bem perto desse ponto da praia do Campeche". Ao ler seu texto, senti na hora a areia fina entre os dedos, o vento cortante no rosto e a água deliciosamente fria daquele mar. Como Saint-Exupéry, fiz ali algumas pausas de uma viagem que naqueles anos era dolorida e conflituosa (como sempre é em nossos 20 e poucos anos, acredito).
Nos dias de maio de 1998 eu estava vivendo nessa praia um caso de amor que, naquela época, eu supunha eterno. E o nome "Campeche" sempre me faz pensar em longos cabelos castanhos desgrenhados, numa boca de lábios finos e bem vermelhos, num corpo esguio e em risadas altas. Também me faz pensar no cheiro do sexo dela, que eu nunca esqueci, e em Dindi [youtube]. Deitado nessas areias, inspirado por um céu cheio de nuvens que passavam ligeiras, eu cantei para ela; e talvez exatamente por isso a relação não tenha durado muito além deste dia.
De qualquer forma, saber que meu amigo, na época recém-casado (sim, porque existem relações em que podemos dizer que cinco anos são apenas o começo), esteve vivendo ali um amor, como eu, me encheu de nostalgia. Eu tive minhas experiências depois, tão ou mais intensas que esta, e ele já está chegando aos dezesseis anos de casado. Fico pensando em como este planeta é pequeno; em como é engraçado que dois homens que seriam amigos muitos anos depois, um de São Paulo e o outro do Recife, estiveram talvez, por alguns momentos, na mesma faixa de areia, cada um vivendo sua história. E penso também que nunca mais, nunca mesmo, devo me render ao entusiasmo e cantar Dindi em público para uma moça. Afinal, parece não fazer bem para a relação...












