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Dark Night Of The Soul

Esta noite eu tive um sonho. Imaginei um projeto envolvendo Danger Mouse (para quem não conhece, metade do Gnarls Barkley e o melhor produtor da atualidade) e Sparklehorse. Os convidados são, entre outros, meu herói Black Francis, Julian Casablancas, Vic Chesnutt (que o Biajoni adora), The Flaming Lips (minha banda favorita), Nina Person (uma das mulheres da minha vida) e... David Lynch!

Aí acordei, e dei de cara com o cartaz abaixo:

Dark Night Of The Soul
[imagem: GvsB's]

Preciso dizer mais? O disco chega no verão (hemisfério norte) de 2009. Para saber mais, stereogum e the playlist.

Permalink31.03.09, 17:31:06, by Doni Email , Música , Deixe seu comentário

Alternativando #7

Tiago Andrade e Vinícius Schiavini trazem, em uma ótima edição do Alternativando, o blogueiro Marcos Donizetti, em um papo sobre super-heróis que casam, bandas que contam piadas aos fãs e garotas baixistas.

Nesta edição temos:
“With a Little Help From My Friends”, Beatles
“With a Little Help From My Friends”, Joe Cocker
“Brothers in Arms”, Dire Straits
“Tommy the Cat”, Primus
"Bad Reputation”, Joan Jett
“Brand New Cadillac”, Wayne Hancock

Clique aqui para conferir o papo nonsense repleto de cultura pop e bobagens! B)

Permalink27.03.09, 05:20:11, by Doni Email , Egotrip, Podcast , 1 comentário

Radiohead, a maior banda do mundo

Quando o relógio marcou 22:00, tudo mudou. Não havia mais a lama, a dor nas pernas ou a gripe; nem a irritação por ter ouvido Los Hermanos (ainda que de longe). Os acordes me levaram a um refúgio conhecido, e me vi novamente numa varanda que já não existe mais, bebendo com pessoas queridas e ignorando o frio da noite para poder olhar as estrelas e falar de amores perdidos e de planos para o futuro.

Lembrei-me de todas as vezes em que morri nos últimos quinze anos, de todas as vezes em que me vi desfeito e fragmentado, e de como fui salvo por alguns encontros. E Deus, eu sinto falta desses encontros. Sinto falta de viajar ouvindo a voz dela numa manhã ensolarada, mesmo lutando contra o sono. Sinto falta das gargalhadas e do Gim no café da manhã, e sinto falta da mistura maluca de vozes e sotaques do mundo todo. Sinto falta de ouvir "Exit Music (For A Film)" tantas e tantas vezes.

As pessoas que amo costumam estar longe, e hoje tive vontade de gritar para o irmão que está em Paris e para a moça do sorriso mais lindo do mundo, que está em Dubai, que um companheiro nosso estava ali, na minha frente: Thom Yorke.

Na verdade, faz tempo que ele e seu Radiohead estão comigo. "Creep" era a trilha que tocava enquanto subiam os créditos da minha adolescência, e as canções do álbum The Bends embalaram uma grande e destrutiva paixão. A obra-prima Ok Computer esteve comigo em altos e baixos, bem como as posteriores viagens experimentais da banda; e hoje essa presença simbólica e metafísica tornou-se real, palpável, durante duas horas e trinta minutos de um show perfeito.

Porque o Radiohead é feito de sincera intensidade. É progressivo sem ser chato, pop sem ser comercial, grandioso e ao mesmo tempo intimista; catártico e ao mesmo tempo reflexivo. O Radiohead é dualidade, é um embate ininterrupto entre raiva e sensibilidade. O Radiohead é a coragem de abandonar o caminho fácil de um modelo de sucesso em nome da experimentação ousada.

O que nós, felizardos, vimos hoje na Chácara do Jockey é a prova de que menos é mais. Você pode argumentar que aquele visual arrebatador não tem nada de "menos", e eu direi que o discurso é que é "contido", mas não limitado. Não existem notas nem palavras extras (diferente das composições chatas onde a técnica vence a inspiração), de forma que cada elemento da música está sempre carregado de emoção, de raiva, de amor, de alegria, de dor. Os temas tornam-se então universais em sua aparente simplicidade. De cabeça, acho que só em Neil Young encontro a mesma força.

Em cada canção, o que vejo é a entrega completa e uma ode apaixonada aos desajustados, aos pontos fora da curva normal. E mil vezes esse cantar intenso e estranho do que toda essa música idealizada por produtores marqueteiros. Alguém do meu lado, durante o show, disse a frase que resume tudo: "se isso não for Rock'n'Roll, eu não sei o que é". Concordo com ele, e digo de novo que queria ter as pessoas que amo curtindo comigo o setlist abaixo, inesquecível:

15 Step
There There
The National Anthem
All I Need
Pyramid Song
Karma Police
Nude
Weird Fishes/Arpeggi
The Gloaming
Talk Show Host
Optimistic
Faust Arp
Jigsaw Falling Into Place
Idioteque
Climbing Up The Walls
Exit Music (For A Film)
Bodysnatchers
Videotape
Paranoid Android
Fake Plastic Trees
Lucky
Reckoner
House of Cards
You and Whose Army
Everything In Its Right Place
Creep

****

Leia também o texto da semana em meu outro blogue: Avenida Angélica.

Permalink23.03.09, 02:02:21, by Doni Email , Egotrip, Música , 17 comentários

Watchmen: ótimo e desnecessário

Watchmen - O Filme

Se Alan Moore resolvesse, por um momento, flexibilizar seu boicote contra as obras cinematográficas baseadas em suas histórias, e assistisse a Watchmen (2009), muito provavelmente gostaria do trabalho cuidadoso e respeitoso do diretor Zack Snyder. Não ficaria encantado, é claro. Assistiria aos primeiros vinte minutos e iria para a cozinha fazer um sanduíche, mas não se sentiria ofendido como em tantas outras vezes.

Óbvio que existem mudanças marcantes de roteiro, não poderia ser diferente, mas no fim temos um filme absolutamente fiel ao que poderíamos chamar de "espírito" da obra original. O mundo está próximo de um catastrófico colapso e os super-heróis, os únicos capazes de lidar com a ameaça, estão absorvidos por dramas humanos, daqueles em que qualquer um é capaz de se reconhecer. São questões de uma normalidade deliciosa em alguns casos, mas que chegam a ser ofensivas para quem está acostumado a idealizar e admirar seres super poderosos. O Coruja, por exemplo, "falha" completamente ao conseguir levar a deliciosa Laurie Jupiter para a cama. Atire a primeira pedra o homem que, apaixonado, teve pela primeira vez a mulher amada em seus braços e não ficou nervoso. O contraponto está no semi-deus Dr. Manhattan e no fantástico Rorschach. O primeiro nos mostra o quanto foi importante para o Superman ter sido criado em uma fazenda do Kansas, já que de outra forma um super ser provavelmente perderia quase que completamente sua humanidade; e o segundo, bem, é o que de melhor existe no filme, além do traje (ou da falta dele) da nova mulher da minha vida, Malin Akerman. Falando em trajes, os produtores dos filmes do Batman poderiam aprender muito com a caracterização do Coruja, por incrível que pareça. Os movimentos do personagem ficaram muito melhores que os de Bruce Wayne vestindo aquela armadura. No mais, há uma tensão permanente entre esses dramas tão humanos de alguns e toda a grandiosidade ou intensidade de outros, retratada de maneira espetacular; sem falar da ultra-violência estilizada, que eu tanto gosto.

O problema é que nada disso é o bastante para fazer de Watchmen o filme grandioso que ele merecia ser. A obra cinematográfica fica situada numa zona intermediária extremamente incômoda, o que talvez até explique seus baixos resultados de bilheteria. Para quem não leu a revista ou não é fã de quadrinhos, a fidelidade do filme à obra original não diz absolutamente nada, e este espectador pode até achar o filme arrastado. Já para quem leu, o problema é ainda maior: não há momento no filme que supere a experiência que é ler o trabalho de Alan Moore. Há um momento marcante, o do exílio do Dr. Manhattan em Marte, quando passado, presente e futuro se confundem em seu pensamento, que exemplifica bem o que quero dizer. É o volume 3 (se não me engano) do Gibi, e o leitor se vê inserido num verdadeiro turbilhão de informação e emoções. É simplesmente lindo e arrebatador, e um dos melhores momentos dos quadrinhos em todos os tempos. O filme, nesta cena, a despeito de toda a grandiosidade dos efeitos, não consegue nem sequer chegar perto de tamanha intensidade.

Minha teoria para este fato é que o cinemão mata parte do diálogo fundamental que o leitor tem com os quadrinhos; um diálogo que é mesmo definidor da obra artística. Cada gota de tinta e cada letra no papel estão ali para permitir ao leitor uma viagem, munido da própria imaginação, das próprias emoções. Impossível transportar este efeito para outra mídia sem perder muito, já que a obra de arte também é sua forma. Fico pensando que tais adaptações são realmente desnecessárias. Deveriam ter deixado Watchmen em paz, como o ótimo Gibi que sempre foi. O fã não precisava do filme, cada um de nós tinha a própria história na cabeça. Questiono também a validade de todos esses filmes baseados em heróis dos quadrinhos; a não ser que, sei lá, Mario Puzo volte dos mortos e crie roteiros tão fantásticos quanto foi o de Superman (1978). Se é para continuar com isso, que pelo menos deixem as grandes obras de lado; que criem roteiros originais.

Outra coisa, tenho lido muito que a cena com a Cavalgada das Valquírias, de Wagner, é uma referência direta a Apocalypse Now (1979), meu filme favorito. Será que não passou pela cabeça desse pessoal que ambos os filmes podem ter a mesma referência original, e não que um homenageie o outro? Existem referências fora da cultura pop, acreditem.

****

Conheça meu outro blogue: Marcos Donizetti Weblog

Permalink21.03.09, 20:42:25, by Doni Email , Cinema , 5 comentários

Verei Los Hermanos amanhã...

... Nhé! Faço minhas as palavras do Forastieri:

Los Hermanos faz MPB supostamente intelectualizada, para universitários ensimesmados, sem alegria, humor ou hormônios, mal composta, cantada e tocada.

“Ana Júlia”, a “Camila” deles, traz a assinatura do produtor e mestre hitmaker Rick Bonadio, o que talvez explique a exceção. Bonadio depois chamaria os caras de “playboys da Barra da Tijuca”, o que talvez explique o visual desleixado/planejado.

É a banda menos rock'n'roll que eu consigo imaginar. Se bem que Marcelo Camelo, 30, voltou outro dia ao noticiário por namorar Mallu Magalhães, 16. Assumir o lado papa-feto até que é bem rocker da parte dele.

As entrevistas dos Hermanos são de cair para trás. Eles se posicionam infalivelmente do lado errado. Às vezes o tiro sai pela culatra.

[...] Os robôs que tocarão os teclados de “Robots” no show do Kraftwerk têm mais sangue nas veias que Los Hermanos.

- em Eu nunca ouvi um disco do Radiohead ou de Los Hermanos.

Permalink21.03.09, 15:44:55, by Doni Email , Música , 8 comentários

TIM - DESRESPEITO SEM FRONTEIRAS

O texto abaixo é o desabafo de uma amiga a respeito da história mais absurda que já ouvi sobre atendimento e relacionamento de uma empresa para com seus clientes [garanto que vale a leitura!], no caso a TIM. Achei que o mínimo a fazer era replicar o texto dela aqui, e convido todos a fazerem o mesmo. Os grifos são meus:

Eu mudei meu plano de 120 minutos para um plano de 40 minutos em janeiro, de forma a me organizar com minhas contas pois suspeitava que a TIM estava cobrando minutos acima do meu gasto real. Como a desculpa que me davam para os valores altíssimos de minha conta eram cobranças retroativas, me senti acuada em provar que não tinha um gasto daquele tamanho, então mudei meu plano.

Quando minha empresa me transferiu em janeiro para passar 1 mês em Salvador solicitei a uma atendente que habilitasse um pacote para efetuar ligações em roaming e ela, insistindo que não havia um pacote promocional para efetuar chamadas fora do estado, me vendeu um pacote para recebimento de chamadas em roaming: não haveria cobrança de roaming nem AD por chamada em 100 minutos de ligação, durante 30 dias. Com esse pacote habilitado e protocolo devidamente anotado, avisei todos os meus conhecidos de que não efetuaria ligações, e que em caso de emergência enviaria uma mensagem sms para que me ligassem no celular.

Minha primeira conta, com apenas 1 semana de deslocamento interestadual, já veio absurda. Constatei que não haviam habilitado o plano de recebimento de chamadas que havia feito, mas sim um plano de efetuar chamadas em roaming (aquele que eu havia pedido e a atendente me informou não existir). Sendo assim, solicitei revisão de conta referente aos 40 minutos de roaming e chamadas recebidas em minha primeira semana fora do estado.

A fatura subsequente continuava cobrando o pacote que não havia sido habilitado e cobrando todas as ligações recebidas em Salvador. Liguei novamente e expliquei o caso, e a atendente terminou a conversa dizendo que habilitaria o plano correto. Ora, eu já estava em São Paulo e não queria plano nenhum, queria uma revisão de conta com o plano correto. Ela me pediu 5 dias para avaliação e a TIM daria um retorno. O retorno foi rápido, constataram o problema e fariam o cancelamento do pacote que não pedi, mas não revisaram minha conta. Pedi a outro atendente a revisão, novamente pediram 5 dias e deixaram um recado em meu escritório dizendo que o problema havia sido solucionado. Fiquei feliz, liguei para confirmar e a atendente, trocando em miúdos, me disse que foi constatado o erro mas que a TIM não julgava a conta incorreta. Falei que era a 6a vez que ligava para tentar resolver o problema e que não era possível constatarem o problema e não revisarem a conta: isso não era resolvê-lo. A ligação caiu misteriosamente...

Hoje estive na rua boa parte do dia, correndo como louca para retornar à São Paulo com meus deveres cumpridos. De volta ao escritório havia duas ligações perdidas de um número estranho em meu celular, que obviamente não retornei por estar fora de minha área. Tinha um compromisso no fim do dia com meu chefe, e chegando ao hotel fui descansar esperando sua ligação para encontrá-lo. Quando acordei, horas depois, verifiquei várias mensagens em meu celular. Tentei retorná-las, mas voltavam com mensagem de erro. Então fui tentar efetuar ligações e minha primeira tentativa foi redirecionada para a TIM. E agora, meus caros, é que segue a grande pérola do dia, para a qual vou até mudar de parágrafo.

A atendente Alana pediu milhões de confirmações, inclusive sobre a data de vencimento da fatura. Informei que as faturas vencem no dia 15 de cada mês. Em seguida informou que foi verificado que meu uso de minutos está muito acima do pacote contratado. Para que vocês que me lêem tenham uma idéia, no 1o mês de plano de 40 minutos tive uma conta de R$180,00, e no último mês (cuja fatura vence no próximo domingo dia 15) a minha conta, pelos erros de ativação de pacotes da TIM, veio com o valor de R$350,00. Na mesma hora pensei nossa, lá vêm eles me oferecer um pacote maior.... Mas não. Me informaram que minha conta estava sendo bloqueada para efetuar E RECEBER chamadas, a menos que eu efetuasse o pagamento ADIANTADO da fatura com vencimento no próximo domingo. Assustadíssima, perguntei novamente o motivo do bloqueio pois não devo nem 1 centavo à TIM e minha próxima fatura não venceu, e tive a reconfirmação de que minha conta estava sendo bloqueada se eu não pagasse antecipadamente a fatura que vence daqui a 3 dias. Falei que achava um absurdo fazerem aquilo sem nem mesmo um aviso prévio, e ela me informou que houve tentativa de contato hoje pela manhã. Informei que estava em outro estado e não tinha como efetuar o pagamento, ela me retrucou que se eu efetuasse no dia do vencimento teria o número bloqueado até lá e a reativação só ocorreria 3 dias após a constatação do pagamento. Falei novamente sobre minha indignação diante de tal absurdo, ela perguntou apenas se eu tinha mais alguma dúvida. Então disse que faria o pagamento de minha fatura na data do vencimento e que após a reativação do meu celular na próxima quinta-feira eu teria o prazer de dar o primeiro telefonema para cancelar meu contrato com a TIM, e em seguida levaria o caso para o PROCON. Ela respondeu que a TIM agradecia o contato, e me desejou boa noite, e tu tu tu tu...

Ainda estou indignada. Estou numa cidade distante, meu único meio de comunicação é o celular. Não devo absolutamente nada à operadora, desligaram minha linha sem aviso prévio e ainda ouvi que deveria efetuar o pagamento antes da data do vencimento da fatura num tom ameaçador pelo justo motivo de que usei demais o celular. Isso é uma piada?

Tenho infinitas reclamações sobre o atendimento da TIM, sobre problemas de cobrança da operadora. Mas hoje não estou aqui simplesmente por estar chateada pelo mau atendimento. Nem por ter feito 6 ligações de uma hora cada nos últimos 15 dias para tentar resolver meu singelo problema do erro de ativação do pacote. Estou aqui por estar indignada, me sentindo desrespeitada como consumidora de uma maneira que jamais imaginei ser possível. Nunca ouvi um caso tão absurdo em termos de prestação de serviços quanto esse que estou narrando e, infelizmente, aconteceu comigo.

E estou aqui, rezando, para que esteja tudo bem com minha família e que não haja nenhum problema até minha volta.

Perplexidade é pouco para traduzir meu estado.

Protocolo do absurdo: 2009056503094

O texto original se chama TIM - O absurdo dos absurdos, e essa história deixou minha querida amiga tão indignada que ela prometeu pagar a portabilidade (taxa ou novo chip) a todos os amigos dela, clientes da TIM, interessados em mudar de operadora. Vejamos: a prestadora de serviços suspende o serviço que, segundo ela, está sendo muito utilizado (mesmo que esteja sendo paga por essa utilização) e diz que a cliente só poderá efetuar e RECEBER ligações SE PAGAR ANTECIPADAMENTE a conta. Amigos advogados, fora Procon, Anatel e que tais, o que se pode fazer numa situação dessas?

PS - Sou cliente TIM, aposto que vão desligar minha linha depois deste texto também, vai dizer?

PS2 - E depois vem nego dizer que somos um país capitalista. É.

UPDATE 1: Para saber sobre o andamento do caso, clique aqui.

UPDATE 2:

Imagino que você deva estar pensando que perdi tempo (e dinheiro), que “operadora de celular é tudo ruim” e que “sair da Tim tem tanto efeito quanto boicotar o McDonalds” (como diria o Exu Caveira Cover), mas eu ia me sentir um trouxa se continuasse cliente de uma empresa que me tratou do jeito que tratou. Se fosse só esse episódio da fidelização tudo bem, eles nem tinham obrigação de me dar desconto ou entregar tudo em tempo hábil, mas é que o conjunto de irritações que a Tim já me causou deixou a situação intolerável. E se minha saída não é significativa pra Tim, tem os meus reclames aqui no blog que de vez em quando acabam sendo ouvidos

- continue lendo O Primo não recomenda: TIM.

Permalink14.03.09, 13:25:58, by Doni Email , Economia , 15 comentários

Noite alta, céu risonho

"Noite Cheia de Estrelas" foi apresentada ao mundo em 1932, na voz de Vicente Celestino. A descobri mais de 50 anos depois, numa história do Maurício de Sousa. Rolo decidiu fazer uma surpresa para a Tina, mobilizando todo um bairro saudoso dos bons tempos das serenatas. Naquele dia eu decidi que deveria aprender a tocar violão (coisa que não aconteceu)...

Mas legal mesmo foi re-encontrar a música recentemente, relacionada a tantos momentos e sentimentos, ainda que eu esteja longe de ser aquele garoto que sonhava tocar para a mulher amada. Ou não.

Leia Noite alta, céu risonho, colaboração minha para o blogue do Marmota.

Permalink13.03.09, 00:58:25, by Doni Email , Egotrip, Blogosfera , 1 comentário

Uma campanha redondamente patética

Estou sem tempo para escrever mais a respeito. Fico por enquanto apenas com uma pergunta: quer dizer que a internet e toda a sua interação democrática é ótima quando a ideia é transformar em viral uma campanha absolutamente boba de um produto duvidoso, mas quando alguém ousa discordar, a censura volta a fazer todo o sentido? Me parece que nesse mundo cor-de-rosa de vocês só vale dizer o que os publicitários querem. Patético!

Para entender melhor, leia Redondo é Rir da Skol. Agora, algumas palavras do Ronald Rios sobre o "cala boca" que acaba de receber:

Pediram para a gente deletar nossa brincadeira. Uma brincadeira, é tudo. Não tenho nada contra os comediantes nem contra a Skol. Já vi o programa e shows de ambos - gosto do stand-up do Danilo e já convidei o Rafinha para participar de um programa meu. Bebo Skol desde, let’s say, 18 anos. Fiz uma piada com uma campanha que é tola. As piadas são sem graça, a idéia é idiota. Pegaram o espírito livre, pegaram a arte que pratico e defendo (stand up) e fizeram aquilo que os publicitários fazem como ninguém: transformam algo “legal e jovem” em algo sem personalidade e chato.

Já dizia o Frank Jorge: se tu não aguentas o calor, por que ficas na cozinha? Fez campanha que abre espaço para interagirem e só aceita se interagirem do SEU JEITO? Isso não é legal, nem jovem.

E naquelas… eu vi algumas pessoas falando: “Stand up é uma merda mesmo, olha isso!” quando viram esses vídeos. Então eu, como escritor e comediante stand up posso pedir para deletarem os vídeos do Rafinha e do Danilo do ar, pela agência ter feito um uso indevido da minha arte?

Continue lendo Explicando todo o caso da Skol em Badalhoca, e depois FREE RONALD RIOS. Minha resposta por enquanto é simples: tomar Itaipava.

Permalink10.03.09, 19:17:18, by Doni Email , Publicidade , 12 comentários

Notas, leituras e recomendações

- Sheila Alvarenga me convida a participar deste meme 666:

1 – Vá a sua pasta de fotos no computador.
2 – Vá ao sexto arquivo de fotos, procure a sexta foto.
3 – Coloque essa foto no blogue e escreva alguma coisa sobre ela.
4 – Convide 6 amigos para participarem e fazerem o mesmo.

A foto:

chairs in the field wallpaper

Sempre uso esta imagem como tela de fundo. Ela me faz pensar em diversas metáforas, dependendo do dia, mas acho que gosto mesmo é dos tons de cinza...

****

- Flertando com Jung, via Amálgama. Muito legal fazer essa leitura no EXATO momento em que também começo a flertar com Jung. Sincronicidade?
- Dollhouse: cada vez melhor, mas ninguém vai saber…, via Alexandre Maron.
- Uma nota, via O Hermenauta.
- Entrevista: O Drama de Tinoco, via Bruno Ribeiro.
- Watchmen ultraviolento não valoriza ambiguidade dos quadrinhos, via André Forastieri.
- O Twitter já era, mas cada vez gosto mais dele, via Bitaites.
- Uma leitura errada das coisas, via Rafael Galvão.

****

Já conhece o Marcos Donizetti Weblog?

Permalink08.03.09, 13:20:57, by Doni Email , Blogosfera , 3 comentários

Ponto Quarenta - Eu vou!

Ponto Quarenta - a polícia civil de São Paulo para leigos

E você, meliante?

Permalink01.03.09, 12:08:30, by Doni Email , Blogosfera, Livros , 3 comentários


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