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Freud em quadrinhos

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Permalink31.01.09, 04:12:28, by Doni Email , Quadrinhos, Psicologia , 3 comentários

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Permalink22.01.09, 17:56:17, by Doni Email , Blogosfera , Deixe seu comentário

Sobre Israel e os ataques em Gaza

Tomo a liberdade de reproduzir aqui um excelente texto que acabo de ler n'O Escriba. Trata-se da opinião do professor Marcelo Kischinhevsky sobre o conflito em Gaza, "como judeu, sinto vergonha":

Como judeu, sinto vergonha. Envergonha-me o uso de artilharia pesada contra alvos civis, como escolas, o campus da Universidade Islâmica de Gaza e instalações da Organização das Nações Unidas. Envergonha-me o cerco às fronteiras do território palestino, que remete aos piores momentos da história humana e evoca imagens do Gueto de Varsóvia. Envergonham-me as restrições ao trabalho da imprensa, impedida de trazer à luz do sol grande parte dos fatos de uma guerra que vem sendo travada, especialmente, no campo da (des)informação. E envergonha-me, sobretudo, ver Israel rebaixando-se à política do ódio praticada pelos terroristas que tanto deseja aniquilar.

Se há algo que não tolero – perdoem a figura de retórica – é a intolerância. O fanatismo de parte a parte nos levou a um conflito sangrento em que a primeira vítima acaba sendo a razão. Antes que seja acusado de antissionista, devo afirmar que não represento grupos de qualquer tipo. Falo aqui como cidadão do Brasil, país onde, afortunadamente, as diferenças de ordem religiosa são em geral respeitadas. Salvo ocasionais chutes em imagens de santas.

Para os ultraortodoxos, não poderia nem ser considerado judeu, pois minha mãe (maranhense de São Luís) converteu-se à fé judaica quando se casou com meu pai, filho de imigrantes da antiga Bessarábia e da Rússia. Como já demonstraram Hobsbawn e Ranger, tradições são invenções humanas. Muitas vezes, seus sentidos originais deslocam-se, transformam-se, deformam-se. A “transmissão” do judaísmo pelo ventre materno, muitos já nem lembram, foi uma estratégia de sobrevivência decidida pelos rabinos durante período de ocupação romana na Palestina, quando o estupro em massa era uma arma de guerra, visando à “romanização” dos territórios conquistados. Hoje, quem diria, virou instrumento de discriminação, usado por aqueles religiosos que condenam os casamentos entre judeus e não-judeus.

Falo, portanto, como judeu, fruto de uma tradição liberal e que busca a compreensão e a aceitação do Outro. Não que o Hamas seja um grupo aberto ao diálogo. Sabemos que não: quando Israel se retirou da Faixa de Gaza, o Hamas iniciou uma onda de assassinatos de líderes do Fatah, que desarticulou a ala moderada palestina no território. O Hamas prega publicamente a destruição do Estado de Israel. Lucra com o embargo a Gaza, administrando o contrabando, que abrange desde armas até itens de primeira necessidade, como remédios e comida. Esconde armas em escolas e mesquitas. Usa crianças como escudos humanos. Promove atentados suicidas, agora inclusive por meio de mulheres-bomba. Mas nem por isso devemos tomá-lo pela totalidade do povo palestino.

Assusta-me ouvir de judeus à direita e à esquerda que a guerra é “necessária” e que não se deve respeitar quem sonha com a nossa destruição. Estão cegos a ponto de não perceberem a generalização – palestinos = homens-bomba? É preciso lembrar que também judeus foram tachados de terroristas, pelos atentados a alvos britânicos, soberanos da região na época da partilha da Palestina.

A cotidiana chuva de foguetes sobre o lado israelense da fronteira é uma realidade que tem profundas repercussões econômicas, políticas e psicológicas, especialmente sobre as novas gerações já habituadas a correr para bunkers quando soam as sirenes. Mas estes atos de terrorismo, praticados por uma minoria armada, estão longe de justificar a agressão a todo um território, onde se refugiaram centenas de milhares de civis palestinos, expulsos de suas terras pela criação do Estado judeu e pelos sucessivos assentamentos em áreas tomadas durante conflitos militares.

Difícil engolir o discurso de que as imagens trazidas pelos poucos repórteres de agências internacionais de notícias presentes na região sejam fraudes, como sugeriu uma representante da comunidade judaica, que acusou esta semana a imprensa de cruzar a “linha da decência ao expor até nas primeiras páginas fotos de crianças mortas, crianças feridas e até mesmo fotos montadas”. Devemos creditar todas as tragédias relatadas durante a ofensiva à máquina de propaganda palestina? Onde foi parar a tradição humanista do judaísmo, da qual sempre me orgulhei?

A agressão de Israel só vai gerar mais agressões, fortalecendo o fanatismo e o ódio. Não se combate o terror com tanques em áreas urbanas, mas com inteligência. Israel tem direito a defender-se e lutar por sua existência como Nação. Isso só não deve ser pretexto para que os israelenses passem um cheque em branco nominal à ultradireita judaica, com sua agenda belicista e sua argumentação rasteira, de relações-públicas de quinta categoria.

Em nome da razão e de um futuro para o Oriente Médio, parem a guerra em Gaza. Já.

Pedi autorização ao Jorge Cordeiro para reproduzir o texto do amigo dele na íntegra porque concordo com diversos pontos do que ele escreveu. O fato é que é preciso levar este debate para um lugar acima das paixões que cegas que ele desperta.

Permalink20.01.09, 17:00:15, by Doni Email , Blogosfera, Política , 1 comentário

O filme da semana: Blow-Up

Motivos:

- Blow-up (1966) tem trilha sonora do gigante Herbie Hancock.
- O roteiro é baseado no fantástico "Las Babas del Diablo", de Julio Cortázar.
- Tem a musa maior de todos os tempos, Jane Birkin, e nem precisava de mais motivos...

Permalink15.01.09, 23:49:09, by Doni Email , Cinema , 2 comentários

33 anos, 33 canções...

... diga 33! Respire... Bem, ainda não tenho uma escavação no pulmão esquerdo nem o pulmão direito infiltrado, mas não dá para dizer que chego ileso aos 33 anos. O joelho começa a incomodar, bem como outras dores crônicas (físicas ou não). Tem também a hipertensão e a necessidade de uma dieta (decididamente não se come mais como aos 20 anos, sem trocadilhos). Mas o estranho de fazer aniversário depois de certa idade nem está nisso tudo, ou na necessidade dos óculos, ou nos fios grisalhos que começam a surgir no cabelo que ainda resta. Existem duas coisas com as quais ainda tenho que me acostumar, e são elas a tomada de noção da própria finitude e o fim das certezas.

Eu lido bem com isso durante quase todo o ano. Perceber-me limitado, saber que eu não sou invencível como pensava ser quando "jovem", foi um processo relativamente natural. O fim das certezas também foi ótimo, até me divirto ao lembrar de como antes eu tinha certezas sobre o futuro, sobre meus gostos, sobre meus valores e expectativas... É de fazer rir lembrar de como nos sentimos "prontos para a vida" no fim da adolescência. Não que estar certo e seguro sobre a vida não seja bom, mas é ilusório de um jeito que pode aprisionar e cegar. O tempo mostra que nosso poder e capacidade de controlar os próprios rumos são bastante limitados, e que a vida é muito mais incerta do que parece, e sinceramente isso não é ruim. Chega a ser reconfortante e libertador em vários momentos. Falo como alguém que começou com engenharia e administração e está hoje com a psicanálise, acho que dá para ter uma ideia do que quero dizer.

Mas o aniversário... No aniversário sou saudoso. Passo o dia com pessoas que já se foram e lugares que não existem mais, sem falar naqueles que poderiam ter sido, que vêm me visitar. E é o dia em que me reservo o direito de ficar introspectivo e amedrontado a respeito deste dígito a mais e da insegurança de meu caminho. A Dija me disse hoje que imagina "a depressão deste dia feliz", e ela mostra que me conhece bem, mas não é exatamente isso. Ainda que exista uma melancolia, penso no Dia de Reis como uma pequena parada para respirar fundo e refletir sobre quem sou; uma tomada de fôlego. E toda a reflexão fica melhor com as mensagens e telefonemas, com os e-mails carinhosos (o que recebi da leitora Camila é daqueles que fazem valer a pena essa coisa de escrever um blog), e surpresas. A Ana cantando "parabéns pra você" direto da Espanha foi de ganhar o dia!

Pensei em aproveitar a data para reunir 33 canções importantes em minha vida. Não são necessariamente "as preferidas", nem pensei demais a respeito. O esquema da lista foi "associação livre" mesmo. É a trilha sonora de amores, de viagens, de fases, de momentos com amigos e família, sem ordem. Lá vai:

Jeff Buckley: Grace

Deep Purple: Perfect Strangers
Soft Cell: Torch
Pixies: Where is My Mind?
The Flaming Lips: Fight Test

Galaxie 500: Fourth of July
Grant Lee Buffalo: Fuzzy
Pearl Jam: Black
Jane's Addiction: Mountain Song
David Bowie: Rebel Rebel
Mutantes: Eu ainda vou transar com você
Novos Baianos: Mistério do Planeta

David Bowie: Ziggy Stardust
The Who: Begind Blue Eyes

The Libertines: Music when the lights go out
The Korgis: Don't Look Back
Lou Reed: Berlin

The Rokes: Piangi Con Me
Modest Mouse: The World at Large
Brenda Lee: I left my heart in San Francisco
Sonic Youth: Diamond Sea
Radiohead: Exit Music (for a film)
The Animals: We've got to get out of this place

Neil Young: Harvest Moon
The Cardigans: Marvel Hill
Tommy James & The Shondells: Crimson & Clover
The Smiths: The Boy with the thorn in his side
The Stone Roses: I wanna be adored
Yes: Starship Trooper
Supertramp: From now on
Ramones: I wanna be your boyfriend
The Beatles: Happiness is a warm gun
Manic Street Preachers: A design for life

Permalink06.01.09, 12:10:16, by Doni Email , Egotrip, Música , 8 comentários

Desktop Ubuntu

Não há melhor sistema operativo...

A ideia eu tirei daqui. E o seu desktop, como é? Que sistema você prefere?

Permalink02.01.09, 08:02:18, by Doni Email , Egotrip, Tecnologia , 6 comentários


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