Tu te tornas eternamente responsável por me amar
O texto que você está procurando mudou de endereço. Leia Tu te tornas eternamente responsável por me amar no Marcos Donizetti Weblog.
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Deixo mais um pra você:
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Abs!
R: Amor tem mesmo que rimar com liberdade, não é não? rs
R: obrigado!
Elas me tiram o sono, sim. E tiram sono até de quem convive mais estreitamente comigo, porque às vezes atravesso horas só falando nos meus alunos...
Você vai ser um ótimo psicólogo e infelizmente não poderei me consultar contigo, porque somos amigos.
Mas já fico imensamente alegre por você estar trilhando seu caminho profissional da maneira mais certa e não da mais fácil.
Um abraço grande e daqui a um mês nos veremos!
Muito bom esse texto, Doni. Uma excelente reflexão para todos. Parabéns.
control c control v 2:
Você vai ser um ótimo psicólogo e infelizmente não poderei me consultar contigo, porque somos amigos.
Hahahahaha. Preguiça de responder de forma maior, mas a Lucia e a Luciana falaram bem o que eu achei do seu texto e da pena que é vc não poder atender amigos. rs
Sobre a frase "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas", acho um embuste péssimo e nonsense. Foi a única passagem do livro que não curti, mas, infelizmente, ele praticamente é lembrado até hoje SÓ por causa dela. :/
Podemos cativar pessoas inadvertidamente, e aí? Vamos sair por aí com uma bola de 100 quilos amarrada às pernas? Eu, hein?
R: não sei dizer se foi nisso que Saint Exupéry pensou quando escreveu a obra, mas a interpretação cai como uma luva para os neuróticos rs...
O maldito significante amor e seus malditos significados.
R: disse tudo.
eu queria escrever um comentário lindo e gigante falando da M que é essa história de "o feminino" e "o masculino" e de como esses estereótipos todos criam essas situações de que vc e a Luciana falaram, mas a ler não deixa.
Ótimo texto, Doni, ótimo texto. Eu tenho muito orgulho de ser sua amiga e colega de profissão!
R: aliás, foi um prazer te encontrar hoje e botar o papo em dia, com muitas risadas!
R: obrigado!
Só não concordo muito com a idéia de amor/doação pois pode embutir uma certa submissão (me dôo para vc, sou seu servo) ou chantagem (dôo para receber em troca). Prefiro a idéia de compartilhar.
Amor não precisa ser bilateral, um pode amar e fazer coisas pelo outro, mas deve ser suficientemente seguro para entender quando o amor não é correspondido e dar sem esperar receber. Mas essa é uma situação que não dura muito tempo, ou as duas pessoas se tornam amigas ou se afastam... ou então vira algo doentio.
R: ah, não, não há qualquer idéia de submissão nisso. Mas você está certo em usar o termo compartilhar, pq este doar-se está mais relacionado a mostrar-se, e neste sentido é mesmo "compartilhar quem eu sou, ciente do que tenho de melhor e pior". A submissão, bem como a chantagem, estão relacionadas a uma busca de controle sobre o outro que rima muito bem com o tipo de relacionamento que estou criticando.
Bacana, né?
Pra mim é um honra.
Abs!
R: para mim é uma grande honra também!
Enfim, o grande dilema é: sabemos tudo isso, racionalizamos, nos esforçamos e, ainda assim, mesmo conscientes, ainda nos pegamos agindo ou pensando de maneira totalmente contrária ao que sempre pregamos.
É difícil ser coerente...
Um beijo!
R: acho que o pulo do gato está exatamente nessa passagem da racionalização para a vivência. Aceitar uma forma mais livre de amar, ainda que pareça algo sensacional no discurso, significa contrariar uma série de expectativas e sentimentos que estão conosco desde a infância. Mas, amar por si só já é um ato de coragem, né? Então tentar enfrentar estes conceitos ultrapassados seja apenas mais uma batalha com prêmios interessantes para quem topar o risco...
R: só se me pagar um drink antes
Não sei se posso acrescentar muito dentro de minha visão sobre estes termos, e acho que suas colocações foram corretas demais. Pouco teria a dizer contra elas, mas posso tentar abordar este tema por outro lado.
Acho que esta causa de amor, paixão e possessão estão diretamente ligadas a nossa sociedade. Estamos em um mundo capitalista ao extremo, onde a posse e o sentimento de ter e de poder estão já colocados em todos os níveis sociais. Acredito que estes sentimentos chegaram ao amor, tornando o amor não mais um sentimento, mas sim uma posse.
Você tem hoje uma pessoa, tem o amor dela, eles são seus, totalmente seus. Isso retrata bem o caso de Santo André. O rapaz estava apaixonado? Não sei, mas ele acreditava piamente que tinha posse sobre a garota, que ela era dele, e que o amor dela somente poderia ser dele, e se não fosse, não seria de mais ninguém.
É como quando você tem um animal, um cachorro, um gato. Quando eles fazem algo errado você costuma reprimi-los de alguma maneira. Alguns batem no animal, outros gritam, outros tentam ensinar o certo.
O fato é que nos dois casos relatados acontece a mesma coisa, é um certo princípio de educar o outro. "Eu fiz isto porque ela fez algo errado, e ela é minha! Não pode! Tem que receber uma punição!", isto nada mais é do que a demonstração mais cruel do Possessivismo no qual a sociedade capitalista está construída.
Hoje você possui tudo, inclusive pessoas e sentimentos.
Eu realmente temo o nível no qual chegamos, mas temo ainda mais o nível que ainda não alcançamos...
R: Diego, minha leitura tem um viés mais psicanalítico, mas acho que você tem toda razão, sem dúvida, ao associar a questão com o capitalismo. Amor hoje é mercadoria, o sentimento num sentido mais amplo é mercadoria, e as pessoas realmente acreditam que podem comprá-lo. Se pensarmos, o contrato nupcial não é muito diferente da escritura de um imóvel, já parou para pensar nisso?
Como disse, não discordei igualmente disto, e reparei que você utilizou-se mais do lado freudiano da coisa para exemplificar bem suas idéias.
Particularmente, concordo totalmente com sua visão, tiraste as idéias de minha mente. E acho inclusive que neste caso a Psicologia e a Sociologia se unem de forma a explicar uma a outra.
Afinal, o ser humano é o que sente, o que pensa e o que consome.
E parabens pelo blog, esperarei por mais hedonismos por aqui hehehe
R: opa, valeu! E a grande verdade é que as ciências humanas são interdependentes, não?
R: eu imagino sinceramente o tipo de cobrança pela qual está passando... Bem, eu tenho comigo que como não dá MESMO para agradar aos outros, o melhor a fazer é ser o mais sincera possível consigo mesma. E reconhecer o fim de um amor (ainda que tudo esteja bem) é um baita ato de auto-conhecimento e coragem :-)
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