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Tu te tornas eternamente responsável por me amar

O texto que você está procurando mudou de endereço. Leia Tu te tornas eternamente responsável por me amar no Marcos Donizetti Weblog.

Permalink17.12.08, 00:22:21, by Doni Email , Comportamento, Psicologia , 16 comentários

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http://www.interney.net/blogs/htsrv/trackback.php/28169

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(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)

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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: ricardo penachi de camargo · http://penachi.mus.br

Eu sou um idiota quando o assunto é o que chamamos amor... Sempre acreditei na entrega, na ausência de expectativas, no incondicional e na independência. Esse é um caminho bom pra se chegar a uma prática do amor verdadeiro. Aquele que soma e divide. Aquele que serve e provê. O mesmo que não exige, mas aceita. O que gera crescimento para as partes e ao ambiente proporciona leveza, iluminação. Mas até hoje, e lá se vão quase 48, não consigo me deparar com uma garota que me entenda e/ou aceite em minha verdade puramente exposta... serei um sonhador, como dizia Lennon em relação à Paz?
Deixo mais um pra você:
http://penachi.blogspot.com/2008/12/um-tipo-de-poesia-pgina-78.html
Abs!

R: Amor tem mesmo que rimar com liberdade, não é não? rs

PermalinkPermalink 17.12.08 @ 09:19



Comentário de: Lucia Malla · http://interney.net/blogs/malla

Muito bom esse texto, Doni. Uma excelente reflexão para todos. Parabéns.

R: obrigado!

PermalinkPermalink 17.12.08 @ 10:33



Comentário de: Luciana · http://www.dialetica.org/agridoce

Obrigada por responder de forma tão embasada e detalhada minhas perguntas, Doni.

Elas me tiram o sono, sim. E tiram sono até de quem convive mais estreitamente comigo, porque às vezes atravesso horas só falando nos meus alunos...

Você vai ser um ótimo psicólogo e infelizmente não poderei me consultar contigo, porque somos amigos.

Mas já fico imensamente alegre por você estar trilhando seu caminho profissional da maneira mais certa e não da mais fácil.

Um abraço grande e daqui a um mês nos veremos! ;)

PermalinkPermalink 17.12.08 @ 13:06



Comentário de: Patrícia Carvoeiro · http://www.carvoeiro.com.br

control c control v 1:

Muito bom esse texto, Doni. Uma excelente reflexão para todos. Parabéns.

control c control v 2:

Você vai ser um ótimo psicólogo e infelizmente não poderei me consultar contigo, porque somos amigos.

Hahahahaha. Preguiça de responder de forma maior, mas a Lucia e a Luciana falaram bem o que eu achei do seu texto e da pena que é vc não poder atender amigos. rs

Sobre a frase "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas", acho um embuste péssimo e nonsense. Foi a única passagem do livro que não curti, mas, infelizmente, ele praticamente é lembrado até hoje SÓ por causa dela. :/
Podemos cativar pessoas inadvertidamente, e aí? Vamos sair por aí com uma bola de 100 quilos amarrada às pernas? Eu, hein?

R: não sei dizer se foi nisso que Saint Exupéry pensou quando escreveu a obra, mas a interpretação cai como uma luva para os neuróticos rs...

PermalinkPermalink 17.12.08 @ 13:30



Comentário de: Dija · http://margaridascantam.wordpress.com

O significante amor.
O maldito significante amor e seus malditos significados.

R: disse tudo.

PermalinkPermalink 17.12.08 @ 16:03



Comentário de: Carla · http://deusadomestica.com

Doni,

eu queria escrever um comentário lindo e gigante falando da M que é essa história de "o feminino" e "o masculino" e de como esses estereótipos todos criam essas situações de que vc e a Luciana falaram, mas a ler não deixa.

Ótimo texto, Doni, ótimo texto. Eu tenho muito orgulho de ser sua amiga e colega de profissão!

R: aliás, foi um prazer te encontrar hoje e botar o papo em dia, com muitas risadas!

PermalinkPermalink 17.12.08 @ 19:10



Comentário de: Marília · http://maroma.wordpress.com/

Excelente texto, Doni! ;)

R: obrigado!

PermalinkPermalink 17.12.08 @ 23:48



Comentário de: Roney Belhassof · http://memedecarbono.com.br

Cara! Ótimo! Vc conseguiu dizer o principal que há para se dizer de uma forma que (acho) quase todo mundo vai entender! Essa é a parte mais difícil, convencer as pessoas que o erro está nas bases do que chamamos de amor próprio, mas é orgulho...

Só não concordo muito com a idéia de amor/doação pois pode embutir uma certa submissão (me dôo para vc, sou seu servo) ou chantagem (dôo para receber em troca). Prefiro a idéia de compartilhar.

Amor não precisa ser bilateral, um pode amar e fazer coisas pelo outro, mas deve ser suficientemente seguro para entender quando o amor não é correspondido e dar sem esperar receber. Mas essa é uma situação que não dura muito tempo, ou as duas pessoas se tornam amigas ou se afastam... ou então vira algo doentio.

R: ah, não, não há qualquer idéia de submissão nisso. Mas você está certo em usar o termo compartilhar, pq este doar-se está mais relacionado a mostrar-se, e neste sentido é mesmo "compartilhar quem eu sou, ciente do que tenho de melhor e pior". A submissão, bem como a chantagem, estão relacionadas a uma busca de controle sobre o outro que rima muito bem com o tipo de relacionamento que estou criticando.

PermalinkPermalink 18.12.08 @ 09:27



Comentário de: Gustavo Gitti · http://nao2nao1.com.br

Doni, tem um cara que disse que meu blog é do mesmo naipe que o seu, que temos abordagens parecidas.

Bacana, né?

Pra mim é um honra.

Abs!

R: para mim é uma grande honra também!

PermalinkPermalink 18.12.08 @ 15:40



Comentário de: Simone Iwasso Email

Doni, seu texto me lembra "Fragmentos de um Discurso Amoroso", do Barthes. Você toca em tudo o que ele expõe lá ao desconstruir o ideal de amor romântico - conceito que persiste até hoje, com todas as neuroses que ele dá margem...

Enfim, o grande dilema é: sabemos tudo isso, racionalizamos, nos esforçamos e, ainda assim, mesmo conscientes, ainda nos pegamos agindo ou pensando de maneira totalmente contrária ao que sempre pregamos.

É difícil ser coerente...

Um beijo!

R: acho que o pulo do gato está exatamente nessa passagem da racionalização para a vivência. Aceitar uma forma mais livre de amar, ainda que pareça algo sensacional no discurso, significa contrariar uma série de expectativas e sentimentos que estão conosco desde a infância. Mas, amar por si só já é um ato de coragem, né? Então tentar enfrentar estes conceitos ultrapassados seja apenas mais uma batalha com prêmios interessantes para quem topar o risco...

PermalinkPermalink 18.12.08 @ 16:19



Comentário de: camila · http://naotenho.com

casa comigo?


R: só se me pagar um drink antes



PermalinkPermalink 18.12.08 @ 21:47



Comentário de: camila

combinado! qdo?

PermalinkPermalink 18.12.08 @ 22:36



Comentário de: claudia lyra · http://www.loucaporblog.wordpress.com

Doni, esse seu texto me emocionou. Que diferença brutal no tratamento entre uma 'garota apaixonada' e um 'garoto apaixonado'! Perfeito, perfeito!!!

PermalinkPermalink 21.12.08 @ 17:51



Comentário de: Diego Cabral da Camara · http://naotenho.com

Realmente sensacional ler este texto sobre o amor.
Não sei se posso acrescentar muito dentro de minha visão sobre estes termos, e acho que suas colocações foram corretas demais. Pouco teria a dizer contra elas, mas posso tentar abordar este tema por outro lado.

Acho que esta causa de amor, paixão e possessão estão diretamente ligadas a nossa sociedade. Estamos em um mundo capitalista ao extremo, onde a posse e o sentimento de ter e de poder estão já colocados em todos os níveis sociais. Acredito que estes sentimentos chegaram ao amor, tornando o amor não mais um sentimento, mas sim uma posse.

Você tem hoje uma pessoa, tem o amor dela, eles são seus, totalmente seus. Isso retrata bem o caso de Santo André. O rapaz estava apaixonado? Não sei, mas ele acreditava piamente que tinha posse sobre a garota, que ela era dele, e que o amor dela somente poderia ser dele, e se não fosse, não seria de mais ninguém.

É como quando você tem um animal, um cachorro, um gato. Quando eles fazem algo errado você costuma reprimi-los de alguma maneira. Alguns batem no animal, outros gritam, outros tentam ensinar o certo.
O fato é que nos dois casos relatados acontece a mesma coisa, é um certo princípio de educar o outro. "Eu fiz isto porque ela fez algo errado, e ela é minha! Não pode! Tem que receber uma punição!", isto nada mais é do que a demonstração mais cruel do Possessivismo no qual a sociedade capitalista está construída.

Hoje você possui tudo, inclusive pessoas e sentimentos.

Eu realmente temo o nível no qual chegamos, mas temo ainda mais o nível que ainda não alcançamos...

R: Diego, minha leitura tem um viés mais psicanalítico, mas acho que você tem toda razão, sem dúvida, ao associar a questão com o capitalismo. Amor hoje é mercadoria, o sentimento num sentido mais amplo é mercadoria, e as pessoas realmente acreditam que podem comprá-lo. Se pensarmos, o contrato nupcial não é muito diferente da escritura de um imóvel, já parou para pensar nisso?

PermalinkPermalink 22.12.08 @ 15:13



Comentário de: Diego Cabral da Camara · http://naotenho.com

Obviamente o é... é uma ligação que é estrita igualmente a posse.

Como disse, não discordei igualmente disto, e reparei que você utilizou-se mais do lado freudiano da coisa para exemplificar bem suas idéias.

Particularmente, concordo totalmente com sua visão, tiraste as idéias de minha mente. E acho inclusive que neste caso a Psicologia e a Sociologia se unem de forma a explicar uma a outra.

Afinal, o ser humano é o que sente, o que pensa e o que consome.

E parabens pelo blog, esperarei por mais hedonismos por aqui hehehe


R: opa, valeu! E a grande verdade é que as ciências humanas são interdependentes, não?

PermalinkPermalink 22.12.08 @ 19:28



Comentário de: Fofolete · http://fofoletejapa.wordpress.com

Depois de um relacionamento de 12 anos, 6 dos quais vivendo sob o mesmo teto, estou me separando. Vivo intensamente tudo o q vc escreveu (não só nesse texto, mas em outros tbém, em especial os q se referem à mulher de 30 anos!)... e como fui eu quem apontou o fim do casamento, tudo fica mais complicado ainda para mim. Eu sou a malvada da história. O ex era um bom marido e um bom pai, então é inadmissível q o meu amor por ele tenha acabado... aiai... como se amar dependesse da força de vontade...

R: eu imagino sinceramente o tipo de cobrança pela qual está passando... Bem, eu tenho comigo que como não dá MESMO para agradar aos outros, o melhor a fazer é ser o mais sincera possível consigo mesma. E reconhecer o fim de um amor (ainda que tudo esteja bem) é um baita ato de auto-conhecimento e coragem :-)

PermalinkPermalink 29.12.08 @ 11:53



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