hedonismos

Assine o RSS

O que é RSS?

bloglovin

Twitter TWITTER

TEXTOS

COMENTÁRIOS

Add to Google GOOGLE

E-MAIL

 PODCAST

iTunes


MSN Messenger

Windows Live Alerts

Clique na imagem acima e receba alertas de novos textos direto na janela do seu Windows Live Messenger


Contato

mande um e-mail

Tumblr

Assine o feed rss


Blogue Verbeat



Interney Blogs




Google Chrome Spread Firefox Affiliate Button

Sobre

O AUTOR

O BLOG

Y!Posts

Yahoo Posts

Meu Livro

clique aqui para comprar

Compre o livro Meias vermelhas & histórias inteiras clicando aqui, saiba o que já foi escrito sobre ele e entre na comunidade do livro no orkut.


Destaques






Notícias e buscas


Adicionar aos Favoritos BlogBlogs

Twingly BlogRank



Promoção

Gostou desse blog? Então divulgue-o!

Se você possui um site ou blog, cole este selo nele:

Interney Blogs - Hedonismos



Visite

Global Voices Online em Português - O mundo está falando. Você está ouvindo?



Licença

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



Sadismo e varejo

Ainda não estudei a fundo a Psicologia Institucional, mas estava hoje fazendo algumas reflexões, e achei que era por bem escrevê-las aqui. Instituições têm personalidade. A Universidade à qual estou vinculado, por exemplo, é neurótica obsessiva. Aliás, o interessante é que ela acaba por atrair alunos e professores com este "perfil". Hospitais psiquiátricos podem ser psicóticos (coisa que não acontece com o hospital em que trabalho, é claro), e assim por diante...

Hoje eu pensava sobre as grandes lojas populares de varejo do Brasil, e saquei que elas são sádicas. É engraçado porque nosso país é pródigo em pessoas que reclamam do capitalismo. Temos movimentos sociais a rodo, todos pregando em nome da foice e do martelo. Mas, a gente nem sabe o que é viver num país capitalista de verdade! O capitalismo-arte, o capitalismo-moleque, o capitalismo de amor ao lucro não existe por essas bandas. Se existisse, o consumidor-cliente seria encarado de forma muito mais soberana do que é. Mas aqui a questão é diferente, e se trata de controle.

A loja tem o poder, é dona da "falta" do cliente. Ela tem o produto. Como todo bom sádico, ela joga com este poder. Ao cliente é oferecido o privilégio de comprar ali, mas se e somente se a loja o considerar digno do crediário. A desculpa é compreensível num primeiro momento: a inadimplência. Mas, será mesmo que os riscos do não pagamento justificam o atual estado de coisas? Não se deixem enganar, o que está em jogo é a dominação. E a coisa beira absurdos: outro dia comprei um celular numa conhecida rede varejista que tem o nome inspirado num estado do nordeste, mas ao chegar em casa descobri que o aparelho tinha um sério defeito. Ao voltar até a loja e pedir meu dinheiro de volta a atendente simplesmente disse que o regulamento da loja não permitia. Ao pedir para falar com o gerente, ela disse que ele estava em reunião, sem previsão de terminar. Só fui atendido em meu desejo quando disse que esperaria o gerente nem que tivesse que ficar ali até morrer [coisa que anda acontecendo, não?]. Outro caso é de uma amiga, autônoma, que não foi bem orientada e tentou comprar um computador em outra dessas lojas com nomes que remetem ao nordeste. Apesar de até ganhar bem, ela não tinha dinheiro para comprar à vista naquele momento. Acreditam que a loja pediu um "fiador"? É um computador, não um apartamento!

São apenas dois exemplos de uma situação absurda e nonsense que está se repetindo, neste exato momento, por todo o país. Pessoas estão sendo humilhadas, submetendo-se ao desrespeito do outro, para obter o "direito de comprar". O engraçado é que o atendente sem educação e abusador só difere do pobre coitado que quer comprar pela posição em relação ao balcão de vendas, e isso é bem cruel.

Só seremos uma economia desenvolvida de verdade quando o cliente tiver o papel que é dele. A loja deve brigar para obter a compra, deve primar pelo suporte e assistência pré e pós venda. Enquanto houver essa luta em que o cidadão deve se mostrar digno de fazer uma compra, seremos apenas ridículos. E, apesar de não ser o caso de discutir isso neste post, esse estado de coisas é sintoma de toda nossa organização social (que é doente).

Permalink02.12.08, 19:40:48, by Doni Email , Comportamento, Economia, Psicologia , 18 comentários

Trackback:

http://www.interney.net/blogs/htsrv/trackback.php/27869

Posts similares:
Capitalismo x planeta
PARA NOAM CHOMSKY, SÓ HÁ CAPITALISMO NOS PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS
É consumismo, é obrigação, é capitalismo, mas é ótimo.

(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)

Atalho pra o formulário

Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Carol Linden · http://clindenblog.blogspot.com

Doni, eu trabalhei por 3 anos no varejo. Sim, tem muita coisa errada. Mas também tem muito picareta nesse mundo. Eu sei que parece loucura pedir fiador pra um computador, mas ao contrário do que acontece quando compramos um apartamento, não é rentável para o varejista buscar recuperar um produto não pago. Vira prejuízo mesmo e ninguém está aqui pra ter prejuízo.

R: Cada cliente humilhado de alguma forma, existem estudos a respeito, acaba fazendo o estabelecimento perder um mínimo de 8 novas vendas. Fico pensando em termos globais, se você não supõe que seu cliente seja um devedor logo de cara, irá realizar mais vendas. Um volume maior de vendas pode superar eventuais perdas com a inadimplência, afinal as %s de inadimplentes estão mais ligadas a condições gerais da economia do que a táticas do varejo para evitá-las. Resumindo, o devedor normalmente será devedor, não importa a situação. Enquanto isso, gente que paga, ou que quer uma oportunidade de pagar, é penalizada.

PermalinkPermalink 02.12.08 @ 22:01



Comentário de: Jujuba · http://naotenho.com

Adorei o post. Acho que é isso mesmo... se essas lojas são sádicas, penso que os consumidores são masoquistas e quem os fez assim? a sociedade, claro... tudo se encaixa como num ciclo perfeito.
Agora merecia um post só pra isso: "A Universidade à qual estou vinculado, por exemplo, é neurótica obsessiva." hahaha
Bjs

R: esse post será escrito só quando eu estiver fora dela hahaha

PermalinkPermalink 02.12.08 @ 22:12



Comentário de: Carol Linden · http://clindenblog.blogspot.com

Veja bem, como consumidora eu concordo contigo. Eu gostaria de ser mais respeitada quando vou fazer uma compra. Mas como quem esteve "do lado de lá", eu sei que a coisa também não é moleza. A quantidade de picareta é enorme. Vi lojas serem fechadas por terem 90% de inadimplência. 90%! Existem pessoas que vivem disso, de darem golpes desse tipo, que vivem de negativar e esperar "limpar" o CPF. É complicado pra empresa, que precisa pagar um exército de gente para colocar uma geladeira em nossa casa.

R: é fato que uma loja com estrutura menor talvez não tenha como lidar com a inadimplência. Talvez o "hábito" picareta deva ser coibido com legislação mais rígida, uma regulamentação, sei lá, é uma questão para se pensar. Mas o consumidor não pode ser obrigado a apresentar dados até íntimos além da conta para conseguir o tal do crediário.

PermalinkPermalink 02.12.08 @ 22:24



Comentário de: Carla · http://deusadomestica.com

Doni,
pediram a minha declaração de Imposto de Renda para comprar um chip de celular pré-pago.

Declaração de IR, num negócio que se eu não colocar mais grana, eles param de prestar o serviço? Fala sério...

Só consegui o chip quando ameacei chamar o procon. Definitivamente, o capitalismo não chegou no Brasil.

R: é exatamente deste tipo de abuso que estou falando!!! E aposto que você também percebeu um certo prazer na expressão do atendente ao dizer "mas moça, a regra é essa..."

PermalinkPermalink 02.12.08 @ 23:36



Comentário de: JrPunketone · http://naotenho.com

Sua reflexão é válida e concordo com ela. Mas vejamos este complemento, que a nossa amiga Jujuba deve ter esquecido de citar: este mesmo atendente/vendedor das lojas "com nome inspirado num estado do nordeste" (só para ficar no exemplo) é também consumidor-cliente numa outra situação e, antevejo, está na mesma posição social do que a maioria das pessoas que atende enquanto funcionário.
Portanto, esta atitude de venda não se justifica tão racionalmente assim, não entre as pessoas do vendedor e do consumidor. Temos que fazer esta associação pensando numa relação indireta: pontos mais altos da hierarquia empresarial x consumidor final. E estes 2 entes, grande parte das vezes, nunca se cruza. Afinal, são muitas as reuniões necessárias para definir como fazer o cliente-consumidor pensar que a culpa é do atendente-vendedor.
Valeu!

R: é um bom complemento! Na verdade, a relação de poder neste caso se dá mesmo não entre pessoas necessariamente, mas entre posições ocupadas num determinado momento. Não é o fulano que é atendente, mas o fulano ENQUANTO atendente quem age desta forma. Aliás, o humilhado aqui pode ser quem humilha lá. Hierarquia, como você mesmo diz, é a palavra aqui.

PermalinkPermalink 03.12.08 @ 09:11



Comentário de: Elder Tanaka · http://twitter.com/eldertanaka

A parte referente à personalidade das instituições você tirou do The Corporation? Adoro esse documentário. Se não viu, recomendo. Tem uma versão oficial dos produtores para download via torrent.

Quanto a sermos um país com "movimentos sociais a rodo", eu discordo. Luta de classes organizada e relevante, de fato, acho que só com o MST. Há tempos o sindicalismo já não tem mais a força de outrora.

R: Ainda não assisti a "The Corporation", infelizmente. Sou abrigado a discordar sobre a relevância do MST. Eu deveria ter colocado, se não coloquei, "movimentos sociais" assim, entre aspas, pq não os acho relevantes quase que na totalidade. Um enfoque ideológico ultrapassado e totalitário, gente que grita por democracia mas elogia Cuba, enfim... Assunto para novos posts hehehe

PermalinkPermalink 03.12.08 @ 10:07



Comentário de: Angela · http://naotenho.com

É engraçado... fico pensando muito nisso, até pela minha formação e família formada por empreendedores. Odeio ser mal atendida e já percebi como o cliente pode mostrar sua insatisfação: falar que vai denunciar ao Procon, e se for instituição financeira, ao BACEN. É horrível fazer ameaças, mas se temos direitos, temos órgãos que podem nos proteger de alguma forma, temos que usá-los para isso. Outra postura que dá certo é pedir para o cara que está atendendo escrever uma carta registrando aquela situação e assinar. E por último, fazer uma reclamação formal e nunca mais voltar no local em que se sentiu agredido. Ponderando, não acho que o cliente tenha sempre razão, mas respeito e boa comunicação são as chaves para resolver qualquer desses problemas.

R: A ameaça de ir ao Procon ou ao Bacen é um clássico, e até ameaçar com a Anatel no caso das operadoras costuma ajudar. Engraçado como temos uma visão parecida sobre essas questões. Quem diria que a FEA deixa marcas assim, não? hehehe

PermalinkPermalink 03.12.08 @ 10:26



Comentário de: Patrícia Carvoeiro · http://www.carvoeiro.com.br

"A Universidade à qual estou vinculado, por exemplo, é neurótica obsessiva. Aliás, o interessante é que ela acaba por atrair alunos e professores com este "perfil""
Hahahaha!
Só isso já me valeu o post. Depois de passar inúmeros anos nela (quase três anos num curso + dois em outro + o que acompanhei da faculdade do meu irmão entre 1995 e 2000), sei que esta definição é perfeita. =P

Sobre o post em si, não é incomum pra mim passar por situações parecidas e igualmente humilhantes. E também pediram fiador dias atrás, quando fui me informar sobre as condições em uma loja para comprar um notebook (e dos modelos mais simples, custava menos de 2 mil reais). Me senti como se estivesse prestes a comprar uma casa mesmo. Bizarro.

R: fiador para imóveis já é complicado, ainda que compreensível. Mas para bens de consumo não duráveis... Fiador de cu é rola! ;)

PermalinkPermalink 03.12.08 @ 21:00



Comentário de: Renata Fern · http://www.bemavontade.com

Hahaha... os consumidores sofrem! Isso é fato! E aqueles cadastros absurdos que temos que preencher em todo lugar? Cruzes! Só faltam pedir o título de eleitor também pra podermos comprar um mero celular!
O comércio é sádico! Mas a situação econômica da maiora dos brasileiros que é deplorável!


PermalinkPermalink 03.12.08 @ 21:22



Comentário de: Mariana · http://vutcha.blogspot.com

que bom que voltaram os posts!
Parece que estão fazendo um favor te vendendo algo!! Um absurdo!!
Nessa luta de operadoras de celulares por exemplo, fiquei HORAS para conseguir um chip, desbloquear o aparelho etc. E realmente parecia que estavam me fazendo UM FAVOR de fazer aquilo pra mim. É estranho mermo!

R: Bota estranho nisso...

PermalinkPermalink 04.12.08 @ 14:01



Comentário de: claudia lyra · http://www.loucaporblog.wordpress

Perfeito, Doni! Sua visão psicológica do comércio encaixa como uma luva em muitos pontos do Código de Defesa do Consumidor. E, como você bem destacou no texto, se nós consumidores não protestarmos, as grandes varejistas continuarão a fazer da gente gato e sapato.

R: O problema é que tá cheio de consumidor que gosta de ser gato e sapato hehehe

PermalinkPermalink 05.12.08 @ 15:09



Comentário de: Vinicius

"Não é demonstração de saúde ser bem ajustado a uma sociedade profundamente doente"

PermalinkPermalink 09.12.08 @ 14:43



Comentário de: Saulo

Apesar do protesto, duvido que alguma providência seja tomada no sentido de resolver esse problema.

Sinto como se nós, povo brasileiro, estivessemos fadados a engolir todo tipo abuso e a reclamar em vão.

Revolto-me simplesmente por ouvir tanta gente protestar e não fazer nada. Algo deveras paradoxal, uma vez que também estou protestando sem tomar providências.

Simpatizo com a sua situação, mas me atenho de protestar diante de tamanha sensação de incapacidade de resolver os problemas da nossa sociedade.

PermalinkPermalink 09.12.08 @ 17:20



Comentário de: empregoso · http://empregoso.wordpress.com/

Isso acontece por falta de concorrência, no meu ponto de vista. É difícil montar e manter empresa no Brasil, o que faz com que as poucas que existem não tenham tanta concorrência. Isso concentra o poder nessas poucas, o que pressiona tanto o mercado de trabalho quanto o consumidor final.

Resultado, ganhamos menos, pagamos mais caro e temos um tratamento pior.

PermalinkPermalink 09.12.08 @ 20:07



Comentário de: Ju Dacoregio

Muitos dos atendentes e funcionários das lojas onde se pode comprar em 500 parcelas são mesmo tão, ou mais, pobres-coitados que os clientes habitués de tais lojas. E um pobre-coitado quando tem um mínimo de poder faz questão de usá-lo da pior forma possível. É como se quisessem descontar em alguém toda a humilhação que vivem em suas vidas. Some-se a isso a falta de treinamento...

PermalinkPermalink 14.12.08 @ 07:33



Comentário de: Nogueira · http://www.mercadoseacao.blogspot.com

certo dia fui comprar um artico que custava R$4,99 dei uma nota de R$5,00 e a atendente me agradeceu como se estvesse terminado o serviço, questionei meu UM centavo ela e suas colegas cairam em risos. Como tratava-se de um teste não fiquei constrangido e nem deveria, fui logo em seguida perguntar ao gerente porque ele anunciou o produto a R$4,99 ao invéz de R$5,00 ele não soube o que responder.

Resumo, não temos preparo para viver numa democracia capitalista de forma a garantir os direitos como deveria, apenas manipulamos a massa.

R: hehehe essa é velha. A lorota de brincar com a percepção do cliente sobre o preço e ainda levar um centavo que faz a diferença em produtos vendidos em escala.

PermalinkPermalink 16.12.08 @ 00:02



Comentário de: Fofolete · http://fofoletejapa.wordpress.com

Bem, eu sou aquela cliente chata, q reclama qdo é mal atendida, qdo o produto é ruim, qdo o prazo não é cumprido, etc. etc. etc. E se as condições impostas pela loja não me agradam, dou meia volta e vou embora. Sempre há outra loja disposta a me atender. Em geral, sou tratada como uma reles cliente chata.. mas eu continuo reclamando, pq às vezes dá resultado. Não q a cultura de uma loja X possa ser modificada por essa via, mas em um caso específico os atendentes de uma loja de celulares q me enganaram e me maltrataram foram vaporizados. Os q ficaram, espero, vão pensar um pouquinho antes de gargalhar diante de um cliente indignado. Espero...

PermalinkPermalink 30.12.08 @ 12:17



Comentário de: Miguel Angelo · http://www.fleex.com.br

Maldito seja o jeitinho esperto do brasileiro... afinal das contas todo bom brasileiro é muito esperto né? Pois não há como ser diferente, se o cliente se acha esperto, então talvez o lojista também se ache, e o único jeito de sobreviver no meio dos espertalhões é ser esperto também né... não tem fim... nós brasileiros, temos tudo para dar uma grande nação... mas somos muito pobres de espírito (infelizmente)

PermalinkPermalink 17.01.09 @ 00:07



Trackback de: Fleex

Sadismo e varejo
Voc

PermalinkPermalink 17.01.09 @ 00:12



Deixe seu comentário:

Seu endereço de email não será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.


[ La Brute - Jogo Online em Flash Grátis ]