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Meus amigos do ótimo Reação Ambiental começaram a campanha Doe Sangue, com uma página extremamente informativa sobre este ato de cidadania. Confira!

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Falando em cidadania, ajude os desabrigados de Santa Catarina e os animais que também sofreram com as enchentes!

Permalink30.11.08, 14:32:19, by Doni Email , Blogosfera , 1 comentário

Reflexões acadêmicas

O conhecimento é mercadoria, como não poderia ser diferente no mundo em que vivemos. E há um grande problema nisso, já que enquanto mercadoria o conhecimento precisa também ter uma utilidade, real ou falsamente atribuída (afinal, a publicidade serve para isso). As faculdades não vendem formação, mas "preparação para o mercado", e quanto mais rápido for esse preparo, melhor, não importa o que é perdido no processo. Afinal, não existe vida nem identidade fora do mercado, não é verdade?

É muito comum em cursos de graduação, que deviam primar por uma formação generalista que prepare a pessoa para vôos maiores, questionamentos do tipo "porque estamos tendo esta matéria?" ou afirmações como "é absurdo, nunca vou usar isso, não preciso aprender" [essa é um clássico].

Estou falando nisso porque eu mesmo me peguei recentemente pensando nesta dicotomia conhecimento x carreira. Escolhi a Psicanálise para meu caminho acadêmico. Mais do que isso, é a influência maior da minha visão de homem, de mundo e da sociedade. E um mundo de possibilidades profissionais parecem estar surgindo a partir daí. Mas, meu projeto de TCC/TGI acabou se delineando em torno da Filosofia e da Sociologia. É um imenso prazer para mim, mas surgem então dúvidas sobre se isto seria vantajoso em termos de carreira acadêmica, se ajuda na hora de um mestrado, se há coerência etc, etc. Recebi duas respostas. A primeira, de Erich Fromm [e faz todo o sentido que sejam palavras dele] prefaciando o bom "Édipo: Mito e Complexo" (1969), de Patrick Mullahy:

"O tratamento psicanalítico do mito foi freqüentemente prejudicado por carência de suficientes conhecimentos de mitologia, teologia e filosofia. Inúmeros psicanalistas têm tentado analisar mitos e convenceram-se de que a ciência deles era tão cabal que não necessitavam mais do que um conhecimento superficial do mito, da teologia ou da filosofia, para poderem interpretá-los. Em absoluto contraste com a laboriosa tarefa de se conhecerem os mais íntimos detalhes da história da vida de um paciente, pensaram eles que um conhecimento superficial dos fenômenos culturais seria o bastante. Assim, as análises por eles elaboradas levam-nos, geralmente, a "provar" aquilo que, de qualquer modo, já esperavam encontrar. Mas os especialistas no campo da cultura que levantaram essa mesma objeção ao trabalho do psicanalista quase nunca lograram melhores resultados, no tocante ao emprego da teoria psicanalítica. Alguns conceitos muito convenientes [...] servem, com freqüência, para inculcar a impressão de profunda erudição, nos domínios da teoria psicanalítica. O inocente espectador fica impressionado, em ambos os casos. Admira o conhecimento de mitologia do analista e o conhecimento de Psicanálise do cientista social. Contudo, não distingue a soma de trabalho e cuidado sérios que é necessária para compreender um ou outro desses domínios."

A segunda, veio da professora que é minha grande incentivadora e modelo. Ao ser questionada sobre se era interessante fazer um TCC distante teoricamente de minha prática clínica ela sorriu simplesmente, e disse "mergulhe na Filosofia sem medo, isso te fará um psicanalista mais completo".

É interessante porque mesmo entre pessoas que admiro muito e professores vejo essa polarização, acompanhada de uma necessidade de pensar a ciência como carreira e só. Vejo pessoas pensando projetos de pesquisa como quem monta um currículo e nada mais. É mais importante encontrar sua identidade, uma carteirinha de um conselho regional qualquer, que te dê legitimidade e um lugar no mercado e entre "seus pares", do que aprender, construir, gerar e repercutir conhecimento.

Ser cientista é muito mais do que identificar-se com uma teoria ou como parte de uma turma. O requisito básico, mesmo para um wannabe como eu, que tem um longo caminho a trilhar, é a vontade de saber! Óbvio que quero aprender tudo possível sobre minha Psicanálise e poder ser chamado um dia de psicanalista. Mas, no processo, não posso fechar os olhos para essa curiosidade quase infantil que ainda sinto, de querer saber como as coisas são, de saber como as máquinas funcionam e tudo o que se encontra mascarado pelas ideologias nossas de todos os dias. Não há conhecimento que não seja de alguma forma multidisciplinar, e me impressiona como as pessoas se esquecem disso com facilidade, em nome de interesses extremamente diversos do saber.

Talvez seja uma utopia pensar assim. De qualquer forma, estou escrevendo isso aqui para não mais esquecer. Daqui a, sei lá, 50 anos, quero ser reconhecido como Doni, o curioso, e que isso me defina melhor do que a linha teórica que eventualmente acabarei seguindo...

Permalink26.11.08, 20:46:44, by Doni Email , Egotrip, Psicologia , 10 comentários

Sugestões para salvar o Campeonato Brasileiro


Fonte da Imagem: Site Oficial do São Paulo FC, autoria de Márcia Feitosa/VIPCOMM

Estou sem muito tempo para me dedicar ao blog, já que estou envolvido com as provas finais. Mas, como já é tradição nos finais de ano, começo aqui uma pequena série de textos sobre futebol, e mais especificamente sobre o São Paulo FC. Hoje, porém, o foco do assunto não é necessariamente o Tricolor Paulista e sua história de glórias, mas sim algumas sugestões simples para tornar o Campeonato Brasileiro (o melhor do mundo) um pouco mais competitivo. Vamos lá:

- O São Paulo só entra na disputa no segundo turno (antes, faz turnê pelo mundo);
- O São Paulo deve sempre jogar com 8 atletas na linha, para equilibrar as forças;
- Rogério Ceni só pode bater faltas e pênaltis de canhota.
- Nas bolas paradas, o batedor tricolor é obrigado a usar venda nos olhos.

As idéias acima estão na coluna de PH Bueno no Lance! de hoje, "A camisa 5-3-3 já virou retrô!". Acredito que são medidas de fácil execução, e que podem realmente tornar o nosso campeonato mais emocionante.

Permalink25.11.08, 18:15:31, by Doni Email , Futebol , 5 comentários

Notas, leituras e recomendações

Vetiver - Thing Of The Past Vetiver é uma banda de São Francisco, e este terceiro álbum dos caras, "Thing Of The Past", é uma das minhas descobertas da semana. Há tempos eu não considerava um disco perfeito, e aconteceu agora com esta seleção de versões de antigas e obscuras canções folk. A primeira faixa, "Houses", foi gravada originalmente por Elyse Weinberg, em 1968, e uma curiosidade é que a guitarra é do mestre Neil Young. Interessante encontrar este disco justamente num momento em que estou tão voltado para o passado. A versão vinil deste álbum acaba de entrar para minha lista de futuras compras.

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A matéria de capa da Época com os 80 blogs tem diversos acertos, é fato, mas dizer que alguns destes blogs que replicam os vídeos e piadinhas idiotas (que recebemos em nosso e-mail e apagamos) são imperdíveis beira o patético. A melhor frase a respeito é do Tuca, no twitter: "Na lista dos 50 melhores filmes, imagine termos O Poderoso Chefão ao lado de tosquices como American Pie. Com blogs, a Época foi por aí".

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Falando em Twitter, eu cansei. Minha média de postagens por lá anda em, sei lá, 4 por semana, e está caindo. Também cansei do blip.fm, do Facebook e de 98,48% da tal web 2.0. É fato que o Twitter pode ser um excelente e ágil canal de comunicação, de muita utilidade, e acho que por isso não sairei de lá definitivamente. Mas, na maior parte do tempo, mesmo as pessoas interessantes que freqüentam estes serviços não conseguem evitar que eles sejam palco para egos inflados compartilharem sua irrelevante mediocridade. É engraçado este mundo onde dizer que fez é mais importante do que realmente fazer, é sintoma de um narcisismo patológico e, aparentemente, contagiante. Os segundos que você usa para escrever que está saboreando seu biscoito de polvilho com tubaína seriam bem melhor aproveitados se você parasse de digitar e mastigasse mais devagar o seu biscoito, derrubando farelo na camisa, como deve ser! Compartilhar é bom? Óbvio! Mas o número de coisas em nossas vidas que realmente merecem ser compartilhadas é ínfimo! Estamos compartilhando nossas experiências e sensações antes mesmo de as vivenciarmos em sua totalidade, antes mesmo de atribuirmos a elas uma significação, e isso é ridículo. O que tenho sentido é uma cacofonia de vozes solitárias implorando para serem ouvidas. Neste "oba-oba" da visibilidade 2.0, o que eu enxergo mesmo é desespero...

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O melhor da blogosfera nos últimos tempos, sem sombra de dúvida, é a série de posts do Alex Castro sobre raça e racismo. São reflexões excelentes, muitas delas bem fundamentadas em estatísticas, que colocam realmente o dedo na ferida. Vivemos num país racista? Claro que sim, e disso eu já sabia. O interessante é que boa parte dos comentários feitos nos posts do Alex demonstra que também vivemos num país muito, mas muito hipócrita. É, eu já sabia disso também.

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Ah sim, as leituras da semana:

- Buffalo buffalo Buffalo buffalo buffalo buffalo buffalo buffalo, via Nightripping.
- Os podres valores que o vestibular ensina, via Alessandro Martins.
- Calvin e Jobs, via Depósito do Calvin.
- Como escrever uma boa dissertação, via 1001 gatos de Schrödinger.

Permalink23.11.08, 12:24:59, by Doni Email , Egotrip, Blogosfera, Música , 9 comentários

Dos pequenos grandes prazeres da vida

National Ledsonic 9000
National Ledsonic 9000

Desde muito cedo, sou apaixonado por música. Nunca bastou apenas ouvir ou sentir, eu precisava e preciso conhecer, estudar, entender a música. E gosto também de vê-la. Explico: as grandes paixões nos pegam por todos os sentidos. Ao pensar naquela amante inesquecível você vai lembrar do perfume que ela tinha, do sorriso, do cheiro dos cabelos e da temperatura da pele, sem falar da voz e do sabor do beijo dela. Em minha infância, meus primeiros contatos com o mundo da música foram experiências sensitivas completas assim. Era o som, mas era também o cheiro de história e manuseio das capas dos discos antigos; as voltas do prato e o colorido da arte dos selos centrais (aprendi a ler verificando o nome das músicas nestes selos).

E eu tinha uma vitrola só minha. E ela era azul. Eu ouvia nela um compacto de "O Mágico de Oz" umas vinte e cinco vezes por dia. Mas minha família era absurdamente pobre no início dos anos 80, e quando eu tinha 5 anos, meu pai precisou vender minha vitrola azul para o português dono de uma lanchonete em nossa rua, pois estava desempregado e a coisa estava feia. Foi minha primeira grande perda, eu acho. E o pior é que passei alguns anos indo a esta lanchonete, e ficava lá, tomando guaraná e olhando para minha ex-companheira abandonada num canto da prateleira (o português a desprezava, nem colocava uns fados para tocar, o insensível!).

The Dark Side Of The Moon
O vinil de "The Dark Side Of The Moon" fazendo amor com a agulha

Os anos se passaram, outros toca-discos vieram, e outras mídias também. Hoje eu tenho um HD com 15000 músicas e um iPod sem o qual não consigo sair de casa. Mas estava outro dia limpando e organizando minhas coisas e encontrei minha grande coleção de LPs e compactos. Senti falta do ritual de colocar um disco para tocar, me afundar na poltrona e ficar ali, ouvindo a música e deixando os pensamentos voarem, acompanhando o movimento hipnótico das 33 RPM. Aí tive uma idéia, seguida de um daqueles momentos que são um bom exemplo de como o novo pode conviver em perfeita harmonia com o passado nostálgico: anunciei no Twitter que estava querendo comprar um toca-discos, e perguntei se alguém tinha um para vender.

A resposta foi quase instantânea, e minha amiga Lucia Malla acaba de deixar aqui em casa essa maravilha das fotos acima. Acabo de me tornar o feliz proprietário de uma National Ledsonic 9000 em ótimo estado. Talvez o aparelho já tenha uns 30 anos de idade, e estou tratando de passar um verniz nele e de montar um arsenal de cápsulas e agulhas para que ele possa tocar meus discos raros durante pelo menos outros 30 anos. Sinceramente? Estou me sentindo hoje como se tivesse novamente 5 anos de idade e estivesse recuperando minha saudosa vitrola azul. Só preciso descobrir um jeito de sincronizar as coisas de forma que as faixas tocadas nela apareçam na Last.fm, tem como?

PS - Meu aniversário está chegando, e quem quiser me fazer um agrado pode me dar de presente esta edição especial em vinil duplo do meu disco favorito do Wilco, Sky Blue Sky. Alguém?

Permalink20.11.08, 17:06:11, by Doni Email , Egotrip , 10 comentários

Sinal fechado

"Impressionante como acabamos nos afastando depois da FEA". Esta amiga me disse isso ontem, via messenger, e me fez pensar numa série de coisas. Costumo sempre me lembrar do primeiro contato que tive com quem é importante em minha vida. Ficam gravados na memória os olhares, gestos, palavras e primeiras impressões... No caso dela não foi um encontro usual. Não fomos apresentados nem puxamos conversa um com o outro. Na verdade, ela me arrancou um sorriso quando a vi chegando na faculdade, numa manhã ensolarada. Estava grávida e vestia um belo vestido; e a cena parecia de cinema, ou de um vídeo clipe do Travis, e pensei que há tempos não via uma mulher tão bonita e feliz.

Só meses depois nos conhecemos de verdade, quando cursamos uma mesma disciplina, e ficamos amigos. Conheci o marido e o bebê (estive no aniversário dele), e ela talvez não saiba o quanto foi importante naqueles dias. Deve ter passado umas boas horas ouvindo minhas desventuras amorosas, sem falar do apoio que me deu quando percebi que definitivamente eu nunca seria Administrador ou Economista. Me apoiou quando decidi que abandonaria a faculdade para encontrar meu caminho, e acompanhou parte do processo em que me defini entre Jornalismo e Psicologia.

E aí não nos vimos mais, e confesso que não tinha notado. A vida nesta nossa "modernidade", numa cidade como São Paulo, nos coloca num vórtex de onde é difícil olhar para fora. É o tempo contado, as atividades, as cobranças e esta busca louca por algo que nem sabemos exatamente o que é. Quando vemos, as pessoas amadas viraram pontinhos verdes ou vermelhos na janela fria de um comunicador instantâneo. É patético: nossos amigos deixam de ter rosto e se tornam um avatar numa janela pop-up que sobe de vez em quando no canto direito da tela, e esta falsa presença nos dá uma falsa e ridícula sensação de proximidade.

Ontem, no fim desta conversa com minha amiga, combinamos um almoço na próxima semana. Fiquei feliz. Mas resolvi escrever este texto ao ouvir Paulinho da Viola (é aniversário dele) hoje pela manhã, nos versos de Sinal Fechado, e perceber o quanto uso este "pra semana...". Não quero mais marcar estes encontros que nunca chegam. Não quero mais me contentar com a frieza de uma tela. Temos tantas possibilidades instantâneas de contato e somos mais sozinhos do que nunca. Mais do que um paradoxo, é idiota. Espero sinceramente encontrar minha amiga na próxima semana, e dar nela um forte abraço, para mostrar que não quero deixar de tê-la na minha vida offline, que no fundo é a que realmente importa.

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Já que estamos falando em amizades e gravidez:

Angela, você é uma das três leitoras mais assíduas deste blog, e se fosse da psicologia diriam de ti que é das pessoas mais cheias de holding do mundo. Parabéns pelo menino que está a caminho!

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Jussara, este texto também é para você. Já separe as fotos do Chile, pois quero ver todas!

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Luciana, fiquei feliz da vida quando me mostrou seu novo projeto, e que tenha toda a felicidade do mundo na nova casa!

Permalink12.11.08, 16:13:38, by Doni Email , Egotrip , 9 comentários

Poker Club Brasil

Quem me conhece pessoalmente sabe que sou um típico "dobra-cuecas". Literalmente um rapaz certinho, ético, honesto, bondoso e preocupado com as grandes questões, tipo o efeito estufa e que tais. Voz monótona, camisa abotoada de forma impecável... Qualquer pai dos anos 50 me olharia e diria "este é para casar".

Mas existe o "Doni-Avatar" [na foto ao lado]. Este é sexy, é arrojado, desafiador e frio; um predador silencioso pronto para abater a presa e ficar com todas as suas fichas. Pois é, como dá para perceber pela foto, este Doni infinitamente mais legal só aparece quando jogo poker! Não sou de apostas, não gosto nem de loteria, mas não perco a chance de me divertir com meus amigos jogando este esporte que mistura matemática e psicologia, entre outras tantas "habilidades". Fico mais ou menos como o Pateta naquele desenho em que ele se transforma atrás do volante, só que muito mais agradável e interessante.

Essa introdução toda foi para dizer que você terá a oportunidade de conhecer um pouco deste meu lado mais divertido. É que eu e alguns amigos estaremos amanhã, sábado (08/11), 21 horas, disputando o Poker Club Brasil. Um torneio DE GRAÇA, totalmente online, em que os 10% melhores das eliminatórias disputadas nos próximos sábados farão uma grande final dia 29 de novembro, valendo US$1000,00 para o vencedor, US$250,00 para o segundo colocado e US$100,00 para o terceiro. Para participar, basta clicar aqui e seguir as instruções, depois é só estar conectado amanhã, 21 horas, e se divertir com a gente.

UPDATE IMPORTANTE: É necessário fazer o cadastro com antecedência. Não deixe para se cadastrar perto demais do horário da partida. Cadastre-se seguindo o passo-a-passo e apareça pouco antes das 21 horas, para "sentar na mesa".

Permalink07.11.08, 14:35:01, by Doni Email , Publicidade , 3 comentários


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