Ser normal é muito chato
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Trocar o prato
SKARIGATÔ: NET E PASTEL DE FEIRA
Coisas que me deixam feliz (porque trabalhar segunda-feira de madrugada é foda).
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(mas eu prefiro me ver depilada)
ilustra: http://antropofagia.tumblr.com/post/37196033/normalidade
R: Pablo, ilustra PERFEITAMENTE. Obrigado.
Ótimo texto, como sempre.. rs
Beijos!!!!
R: e eu ainda pedi pra não fazer essa metáfora! haha
Tu sabe que dependendo do dia eu comia um pastel de frango com catupiry numa ótima padaria que tem perto aqui de casa, antes de pegar o trem? (não como mais porque estou mais em casa escrevendo a tese)
E que, na última vez que estive no Rio, tive o PRAZER de comer pela primeira vez uma feijoada completíssima, daquelas que dão "fraqueza" depois de comer?
Embora não possa fazer isso todo o fim-de-semana, são coisas como essa que tornam a vida melhor (alguns diriam mais suportável).
R: Eu não poderia concordar mais, meu velho!
R: Não sei, Ramos, não curti muito o sexo na feijoada não.
Eu sou um ponto fora da curva faz tempo e vivo a procurar outros pontos também fora por aí. Os "anormais" se reconhecem e se entendem.
R: ah, mas eu não tenho nada contra a depilação. O problema mesmo é quando isso se torna regra. Que cada uma use sua virilha do jeito que se sentir mais confortável, né? Pelo direito de sermos "ponto fora da curva".
R: exatamente. E essa neurose acaba sempre servindo a alguém...
e concordo plenamente.
a normalidade é anormal
R: Obrigado, Robson. É legal fazermos essa reflexão.
A linha oposta muitas vezes exagera na fixação de regras de carater quase aristocrático. É divertido que um subcultura semimarginalizada como a minha se enrosque tanto em padrões de comportamento.
O mesmo acontece com alguns gays mais família, que querem copiar a normalidade heterossexual.
Ser normal às vezes é ser doente.
R: mas o fato é que estes padrões de comportamento que visam regular e delimitar cada ínfimo aspecto da vida das pessoas agem também sobre todas as subculturas. No fundo, há sempre um desejo nosso pela segurança da normalidade, não importa de que grupo você faça parte.
A mulher tinha que ser perfeita, não apenas depilada, mas alta, magra e loira.
Ele só come frutinha e verduras.
Antigamente eu diria que o cara era gay, hoje isso é chamado de normal?...kkkkkkk
R: vai por mim, os gays são menos frescos que esses metrossexuais hahaha
R: Rogério, seu comentário não poderia ter resumido melhor o que eu escrevi. E, já que você parece entender de psicologia, há um superego tirano envolvido nisso tudo!
R: "faz o que tu queres pois é tudo da lei" (desde que não prejudique terceiros)
Permita-me uma correção totalmente necessária...
Tostão jamais usou a 10 do Cruzeiro; ele sempre foi o camisa 9, assim como na seleção de 70!
Uma abraço!
Marcelo
R: Marcelo, é verdade, o 10 era Dirceu Lopes! Obrigado pela correção!
emfim, ficamos presos a o que a sociedade quer, naum o que queremos, hoje é quase obrigatório endereço eletrônico(e-mail),celular, telefone fixo, computador, e utensílios em geral...
O que acho é que ainda vivemos numa ditadura social, e não temos nossas próprias descisões, o que deviamos ter é liberdade(direito de achar o que pensa, não o que as "pessoas" gostam)
flw
R: essa lei era bem representativa disto que estamos falando, Bruno. A vontade de legislar sobre cada mínimo aspecto da vida cotidiana das pessoas. E o Brasil ainda vive esta crença de que tudo se resolve na canetada dos legisladores.
R: é que ser livre tem um grande problema, a gente se tornas responsável pelas próprias cagadas também. Fica sem ninguém para culpar...
Sempre há, de fato. Porém, há outro desejo de valor congelado e imóvel. Em ambos grupos, no meu caso, a segurança permanece. Eu noto que a contenda se coloca no padrão de simples aceitação, sem envolver riscos, como você bem colocou.
Acredito que apesar de todos os esforços libertários, em qualquer estrato social, a rigidez da imagem mítica familiar, religiosa e classista ainda permanece.
Veja, pela sua argumentação, ser esquisito não motivo para ser proibido ou contido, mas sim, nocivo a si ou outro, porém a idéia do "certo e errado" combatida por você na verdade são só desdobramentos de pensamentos alicerçados por valores sociais antigos, disfarçados de um natural bom gosto.
R: bela percepção crítica das coisas, Jean. Nem tenho muito a acrescentar. Essa rigidez que você cita é imposta pela cultura, desde muito cedo, e há muito tempo.
MAS, acho que pastel de manhã não combina!
R: Não precisa combinar. É o seu estômago hehehe O problema é quando você busca impor este "não combina" ao próximo, como regra social. Mas não acho que seja seu caso.
E eu AMEI estas palavras da Viva:
"Estas essas pessoas que têm regras muito rígidas de comportamento costumam ser muito mais infelizes, não? Afinal, o mundo não se comporta como elas esperam. Flexibilidade é a palavra."
Mas pra mim, o mais legal disso tudo é saber que você pensa de um jeito e o Gravataí de outro (no quesito depilação) e tá tudo bem. Vocês acabam é tirando sarro da situação. Gosto de saber resolver diferenças assim, com maturidade. =)
Óbvio que quando as diferenças são gritantes, melhor nem querer resolver. Ou quando alguma das partes é realmente inflexível. Enfim, agora - finalmente! - tô aprendendo a me respeitar e amar bem mais. Longa vida aos terapeutas, Doni! ;-)
R: é que, sejamos sinceros, eu e gravatai só teríamos problemas com depilação se estivéssemos transando com a mesma mulher ou dormindo juntos. E eu espero sinceramente que não aconteça hahaha
ps: Perai, nao entendi vc esta tendo problema com a depilaçao do gravatai?
R: A França é um país muito pouco desenvolvido em termos de gastronomia, como todos sabemos, e o Gravataí não depila. Está me irritando!
R: Poxa, a metáfora foi a primeira coisa que pensei. Bita, você precisa ter uma conta no twitter!
R: Opa! Te peguei!
Vamos dar a cara pra bater, ser diferentes, mas assumir nossos prazeres.
Se você gosta de comer pastel no café da manhã ok, vou continuar comendo minha pizza fria antes das 8h da matina. Te garanto que, mesmo que nossos estômagos de avestruz achem ruim, passaremos o dia um 'bucadim' mais felizes.
Curta sua feijoada 'gorda' que eu também vou cair de boca numa lasagna, mas na hora da depilação aí cada um vai para um lado, tá?
Sou uma moça tímida, não me depilo na frente dos outros ;-)
Adorei o texto!
Bjão,
GG
R: Fechado!
E o pior é que é bem assim mesmo,
mínimos detalhes em tudo o que a gente faz...até pra comer um pastel o cara não tem paz!
Sempre tem alguém pra comentar alguma coisa rsrsrs
R: pelo menos a gente acaba se divertido hehe
R: esse seu comentário poderia ser parte do texto!
R: obrigado. Ficarei feliz com as visitas (e também sou cheio de manias!)
R: pois é! Eu bebo álcool diariamente há mais de 30 anos e nunca me viciei!
Essa história de criticar quem comer o rabo do palmeirense na Feijoada e o pastel de mulher não depilada é um absurdo! Tudo isso, em pleno século da liberdade.
Pior é quem acredita nessa falsa ilusão de liberdade. Lembra de Blade Runner, quando a distopia era uma realidade negra, suja e deteriorada? Então, eles erraram feio. A Distopia é todo mundo feliz no Shopping Center. Ou não.
Infelizmente descobri esse blog e por conseguinte esse post apenas hoje e sei que estou muito atrasado, mas mesmo assim vou comentar.
Desde muito novo os pêlos femininos me fascinam, sempre adorei ver uma mulher peludinha, depois de viver na Europa aumentei ainda mais esse gosto, desejo, vontade, fetiche....sei la....
E nos últimos anos a ditadura da depilação muito tem me irritado, como alguém disse nada contra a pessoa se depilar, mas ai virar obigação é o fim da picada. Desinformação como não depilar é falta de higiene é triste de se ouvir e ouço com cada ver mais frequencia, infelizmente.
Resolvi começar um Blog e homenagear as mulheres de atitude que continuam sem se deixar levar por tendências (que passam).
Hoje com 40 dias estou surpreso com o número de acessos e como tem gente no mundo todo que aprecia uma mulher ao natural.
Ainda bem....
nem tudo está perdido....
Mauro S.
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