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Jamelão

O domingo de despedida do mestre Jamelão não podia passar em branco. A voz forte deste que foi o grande intérprete da Mangueira e do genial Lupicínio marcou os carnavais da minha infância, ainda que distantes da sapucaí, e achei que uma uma homenagem a ele aqui era mais do que necessária, mas não tive tempo nem palavras para escrever a respeito como ele merecia. Pensei então em retomar os convites a amigos blogueiros para escreverem aqui nos fins de semana, e chamei João Henrique, meu irmão, grande cronista da bela cidade histórica de Vassouras/RJ, tricolor, e conhecedor como poucos da alma carioca, para escrever duas linhas sobre Jamelão.

Mas, falhas da comunicação virtual, meu amigo não entendeu completamente o convite e postou em seu próprio blog, então cito aqui seu belo texto:

Quando garoto eu me via como torcedor da Beija-Flor. Não me faltavam motivos. Era ela, a escola de Nilópolis, a madrinha da Sai de Baixo, a escola de samba do meu bairro na Barra do Piraí natal. Bastou conhecer a estreitíssima ligação da Verde e Rosa com a música brasileira para eu embarcar no trem elétrico e deixar o meu coração na Estação Primeira. Amor à primeira audição de As Rosas Não Falam, é verdade. Mas Cartola não estava mais entre nós e nem era figurinha fácil nos rádios e TVs naqueles anos 1980. Logo, o amor pela Mangueira tem gratas contribuições de Carlos Cachaça, Dona Zica e Dona Neuma, Delegado e, claro, principalmente, Jamelão. No Rio é normal termos acesso aos sambas que disputam a primazia de ir para a avenida com a escola antes mesmo das escolhas. Várias vezes temi pela sorte da Verde e Rosa em composições sofríveis. Bastava o velho Jamelão emprestar a sua voz e pronto, o milagre estava feito. Nenhum samba ficava feio na voz do Mestre. Com um pouco de qualidade, virava clássico.

Continue lendo O Adeus à Voz Negra do Brasil.

Permalink16.06.08, 01:51:47, by Doni Email , Blogosfera, Música , 2 comentários

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Comentário de: tiina oiticica harris · http://attu.tyepapd.com/universo_anarquico/

Escrevi sobre o Jamelão com ajuda do G1. Aquela Mangueira de 1967 foi espetacular. Aliás, deve ser que sou saudosista. O desfile pré-Sambódromo era mais legal. O GRES Salgueiro descia e seguia na Praça Saenz Peña para o centro. Era demaish.

PermalinkPermalink 16.06.08 @ 04:21



Comentário de: Marília · http://maroma.wordpress.com/

Foi uma perda e tanto!

PermalinkPermalink 17.06.08 @ 00:08



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