Porque não vou ao show do Iron Maiden
Ah, o prazer de passar uma tarde de calor trancado no quarto! É fácil demais ser feliz com algumas revistas do Batman e os discos Seventh Son Of A Seventh Son, Powerslave e Somewhere In Time em cima da cama!
Em 1989 eu não precisava de muito mais que isso mesmo. Eu e todos os garotos do bairro éramos loucos por Iron Maiden, e quando não estávamos trancados nos quartos ouvindo o fantástico som dos caras, estávamos discutindo as letras (que passávamos dias tentando traduzir) e o visual dos shows da banda. Mas os anos foram passando, a adolescência se foi, e com ela ficaram esses ícones da New Wave Of British Heavy Metal. Chegou um dia em que as metáforas e todas aquelas citações épicas não eram mais suficientes para explicar a minha vida, e muito menos para serem a trilha sonora dela. Alguns sons me abriram a cabeça, e eu descobri a magia pulsante do Jazz, da MPB, do Soul e do Blues. Descobri também bandas que falavam de amor, de dor, e sobre o que era ter vinte e poucos anos. Enquanto isso, o Iron Maiden (e todo aquele Heavy Metal) trilhava seu caminho para tornar-se uma das bandas mais datadas de todos os tempos. O Iron Maiden é a Banda Lurdinha por excelência. Sobre isso, escrevi:
Fico preocupado quando vejo um garoto na rua com uma camisa do Iron Maiden, dizendo que aquilo sim era Metal, e que não se fazem mais músicos como antigamente. Conversa de avô! Eu chamo isso de culto ao Classic Rock. Trata-se de um culto ao passado, algo que bate diretamente contra o que era a filosofia original do Rock, a de ser um movimento libertário, de desafio ao stabilishment. Nada poderia ser mais alienante que viver voltado para o passado. Você deixa de viver seu momento na história, deixa de perceber e apreender o mundo que te cerca em nome de experiências que não experimentou e não experimentará nem de perto. É alienar-se de si mesmo!
O Iron Maiden de hoje é uma grande caricatura de si mesmo. Tudo bem, Bruce Dickinson veio ao país pilotando o avião da banda e isso é absurdamente legal, mas não é ridículo tanto falatório por uma banda que não lança um disco realmente relevante desde No Prayer For The Dying, em 1990? O fato de essa turnê ser anunciada como a turnê dos grandes clássicos dos anos 80 só prova isso. Eu adoraria ver esse show em 1985, mas não hoje! Eles mesmo mostram o quanto estão velhos, proibindo o credenciamento de profissionais da internet para a cobertura dos shows. Não há outro motivo para ir a um show assim que não a nostalgia, e eu acho muito pouco!
Mas o que me irrita mesmo são os fãs de Heavy Metal e seu conservadorismo. Não, não há nada de louvável em usar as mesmas camisetas pretas e o mesmo cabelo há 20 anos, meu senhor. O "metaleiro padrão" torce o nariz para qualquer mínima mudança nas bandas que gosta, seja nos acordes ou no penteado, e não há nada menos Rock'n Roll que isso! Qualquer som diferente é "música de viado", e música de macho mesmo é "Where Eagles Dare". Vejo meninos de 16 anos falando essas bobagens, e penso no quanto algo está errado quando jovens têm os mesmos ídolos dos seus pais, sem aceitarem nada que é novo e que poderia ser característico de sua própria geração. Conheça o som do passado, beba nas fontes dos clássicos do Metal e do Rock, mas vá atrás de músicas que sejam a trilha sonora da SUA história, e não de gerações que já se foram. Nem há nada errado em ser fã de uma banda velha, mas eu não pagaria para ir ao show de uma banda completamente datada!
O adolescente que ainda sou até falou alto desta vez, quase fui atrás de um ingresso para ver o show do Iron Maiden, mas fui ouvir umas bandas novas, que estão cantando o MEU tempo, e essa vontade passou. Guardei o dinheiro para shows mais legais...
Ilustrações do post: Iron Maiden Visions Of The Sponge, por Hans Claesson.
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auhuahuauhahuauhhuahua
R: Gostou de Rambo? Vi o filme ontem, ainda vou escrever a respeito...
R: puxa, obrigado por me corrigir... Um absurdo desses ia invalidar todos os meus argumentos! Já eu sou flexível em relação a erros, senão nem publicaria seu comentário... Sobre ser "roqueiro", eu sinceramente ouço muito Rock, só não saio dizendo por aí que só o que eu ouço é Rock.
R: saco, descobriu meu segredo! Eu sou o presidente do fã-clube do NXZero, mas não espalha, por favor!
R: e que isso sirva de lição para outros astros do Rock! Quem não me tratar com o devido respeito será destruído aqui no blog! hahaha
R: aí há uma questão de gostou pessoal meu, eu confesso. Acredito que a única fase relevante do Iron Maiden seja a "Bruce Dickinson", mas realmente "No Prayer For The Dying" não é um bom exemplo. Eu particularmente gosto muito dele, mas conversando com um amigo grande fã da banda hoje, chegamos à conclusão de que o último disco genial dos caras foi Seventh Son, de 1988.
2-discordo q amar bandas/artistas clássicos e históricos, seja se prender ao passado. qual a grande banda de rock dos últimos 10 anos? a maior atualmente é U2, vendendo horrores, fazendo um show antológico e memorável por onde passa. estamos falando de uma banda com quase 30 anos de história (também)
R: amar bandas clássicas e históricas não é se prender ao passado, eu amo várias delas. Amar APENAS bandas clássicas e históricas é que é, e infelizmente muitos fãs de metal fazem isso, mais do que fã de outros gêneros, segundo o instituto DataEu. Particularmente eu detesto o U2, e mais uma vez entro na discussão sobre discos relevantes (não há um bom disco deles há anos). A melhor banda de rock hoje? Difícil dizer, mas eu fico com Radiohead, Wilco e Arctic Monkeys. Aí cabe outra discussão: essas bandas são Rock? O que é Rock hoje?
3-vc foi muito feliz no q diz respeito aos garotos de 16 anos que nao se dão ao trabalho de conhecer outros gêneros musicais, outros artistas q destoem um pouco do heavy metal e nao aceitem a mínima mudança de gênero.
R: obrigado, meu post foi escrito pensando exatamente em cutucar essa galera!
no mais. ótimo texto.
um abraço.
Acho que o importante é manter a mente aberta pra todo som que nos dá prazer.
R: concordo com você. Aliás, quando falo em som "novo", falo também (e até mais) naquilo que a pessoa ainda não ouviu, e não necessariamente em bandas "modernas". Meu objetivo é mesmo criticar quem aplica este rótulo de maneira contrária: "as bandas de hoje são todas ruins", quando não é verdade. Como você disse, "música boa transcende o tempo". O problema, falando especificamente do Iron Maiden, é que eles não transcenderam o tempo. A grande fase da banda ficou nos anos 80, foi o que eu quis dizer com "datado". E não vejo sentido em ir a um show para vê-los. Mas claro que isso é uma decisão pessoal. O que me irrita mesmo é a alienação de quem vê nesse som do passado a única coisa que realmente importa. É anacrônico.
R: Concordo completamente com você! Existem pessoas que acreditam que de alguma forma ouvir ritmos que acreditam ser "de elite" dá a elas alguma legitimidade e status. "Olha como sou sofisticado, ouço Tom Jobim!" hehehe Esse pessoal merece também um post especial de crítica aqui no blog, obrigado pela idéia!
R: Você sabe que fez algo realmente bom se foi elogiado pelo Senhor Myagui...
R: É um ótimo critério! Agora, sobre ver alguém de 50 anos atrás, é uma situação caso a caso. A princípio, eu não veria um artista de 80 cantando músicas de 50 anos de idade, mas aí há um critério meu que não deixei tão claro assim no texto. Falei muito das músicas datadas, mas existem as músicas que sempre serão atuais. Essa característica rara, de imortalidade, seria o bastante para que eu fosse a um show. O problema é que não encontro isso no Iron Maiden e em boa parte dos "dinossauros do Rock".
R: Putz, é verdade!
R: meu problema não é com o MEU envelhecimento, mas com a música que envelhece. Boa música não envelhece, e não é o caso do Iron Maiden, que parece ter 120 anos. Eu sou um apaixonado pelo Rock, é o que mais ouço, mas se sentiria um avestruz com a cabeça na terra se só tivesse ouvido isso durante os últimos 20 anos. Aliás, manter-se preso ao que uma banda fez nos anos 80 e não olhar para o que acontece a sua volta é exatamente matar o espírito jovem, não acha? E eu não acho No prayer um disco ruim, Fear of the Dark é que é ruim de dar dó, e tudo o que veio depois vai pelo mesmo caminho, exceto alguns singles que foram relançados.
Enfim, mas o que acho que é válido do seu post é a mensagem de que existem sim bandas mais atuais que são muito boas e merecem ser escutadas..e não tou falando do NX Zero como mencionaram acima..rsrsr..é isso aí..valeu pela visita e volte sempre..eu pelo menos estou sempre por aqui e adoro.
Mais voce dizer que o Maiden não lança algo bom desde 1990 só pode ser brincadeira né?
Wildest Dreams, The Wicker Man, The reincarnation of benjamin breeg, e outras ai...
Eles mostraram que são bons o bastante pra não precisar se adaptar ao maldito e falido mercado fonográfico de hoje, justamente por isso estão fazendo uma turne nostalgica, por que não se pode ganhar dinheiro com algo que voce faz fora do padrão de merda de tudo o que aparece hoje...
E por isso admiro eles, por seguirem piamente o espírito de rock, e é isso ae...
Um grande abraço aos fãs de Maiden !!
R: É verdade, ninguém me ama. Quem eu penso que sou? Ora, pode-se criticar o gosto de qualquer pessoa. Vivem criticando o meu, por exemplo. A questão é: pq você liga? Se você se deu ao trabalho de comentar, é pq algo de interessante eu disse...
R: O legal é que pensam que se eu não ouço Heavy Metal, logo não ouço mais Rock. I've made my point! Up the Irons!
R: Se fosse em 1988, esse show, eu teria ido. Hoje não há o menor sentido. Eu não gosto mais do som PORQUE a música ficou datada. Aliás, não só a música como o jeito de vestir, o corte de cabelo e etc etc etc. Aliás, esse show em 1988 teria as mesmas músicas, não é estranho?
Outra coisa, até pode me xingar, mas tem que ter algumas regras:
1) nada de "você é bobo e feio pq não respeita nossos ídolos". Você pode ser mais criativo que isso, mesmo que cego de ódio.
2) Nome e e-mail pra contato (no mínimo!). Anonimato é coisa de covarde. Se você tem uma opinião, dê a cara pra bater.
engraçado que eu tive uma conversa parecida com o Brigatti, sábado retrasado. ele veio dizendo, na soma: "pra quê tanta função? puta banda datada! depois de criar a bse do metal na NWOBHM, o que foi que eles fizeram de relevante? pra mim o que faz uma grande banda é sua capacidade de se reinventar."
eu discordei até ele cansar. no seguinte argumento: a relevância do Maiden é a sua constância. sendo a mais popular banda de metal, e crescendo nesse item com o tempo, só aumenta a importância do Iron seguir fazendo seu metal clássico, firulado nas guitarras e fiel à tradição do gênero. sim, capacidade de se reinventar é um traço importante, mas veja o Metallica, pra usar um cachorro morto como exemplo. o Iron é essencial por manter-se fiel ao seu estilo e abrir, com ele, as portas do metal pra muita molecada. além disso, a excelência técnica e a historicidade são sempre motivos pra assistir ao show. (como poucos; digamos, Rush, Stones, quem mais?) o Maiden é a única banda de metal que lota _todos_ seus shows pelo mundo com antecedência. pô, se isso não for motivo pra falatório...!
outra que questiono aqui é a do "metaleiro padrão de 16 anos". não vejo nada de errado na visão curta e no "o resto é lixo"; pra um adolescente, gostar de um estilo rejeitado, maltratado e cercado de preconceitos (pelo "resto do mundo") é lutar por alguma identidade, dizer não pra todos os subprodutos culturais que nos cercam. isso, evidentemente, não exime de culpa aqueles que passam da adolescência e não abandonam a postura segregacionista. (e eles existem; num tempo livre, procura um blog chamado "metal inquisition" pra veres. propõem empalamento pra todo mundo que não seja "br00tal".) mas esse adolescente - deixa ele ser meio cego por um momento. o próprio aprofundamento no metal vai desconstruir o preconceito. se não ocorrer, aí a questão *não* é musical.
e, pra fechar... não vejo *nada* de errado em ouvir "sons do passado". pelo contrário. quem canta o "som do meu tempo" ou não fala de mim, ou fala com uma linguagem que não me agrada (na música ou na letra). não me vejo, nem vejo o que passo em qualquer banda recente (e sou curioso). procuro essa identificação em outras artes - cinema, literatura. na música, sigo o que o meu sistema límbico diz, ignorando data (se 50-60 do jazz, 70 do rock, 90 e pra frente do metal e da electronica). se a trilha sonora da minha história fosse feita por qualquer dessas bandas contemporâneas, chê, eu seria alguém absolutamente infeliz!
em tempo: não vou ao show, também. já assisti duas vezes e nessa faltou pila. droga!
abração!
R: antes de mais nada, que vontade de passar uma temporada aí no sul. Imagino as conversas que teríamos, bebendo todas, eu, você e o maluco do Brigatti. Sobre seu comentário, o melhor até agora, acho que constância não é absolutamente uma marca relevante de uma banda com tanto tempo de estrada. Nessa, estou com o Brigatti: sou pela reinvenção! Bandas com 30 anos de estrada que não se reinventaram geram caricaturas, começam a imitar aquilo que foram no início de carreira, ou a reproduzir o mesmo indefinidamente, em turnês caça-niqueis. As bandas que você citou fazem o mesmo, os Stones deveriam ter acabado em 1980, ou antes.
Sobre os adolescentes, concordo com seu ponto de vista. Talvez eu queira demais dos adolescentes. Aliás, quero que eles sejam o que nem eu era. É que essa adoração CEGA a uma banda do século passado... Juro que não consigo olhar pra isso sem achar que era a coisa mais conservadora do mundo. Estão caindo na conversa dos pais que dizem "o som de antes é que era bom, meu filho". Mas no fundo critico mesmo esses que você identificou como tendo um problema que não é "musical".
Sobre os sons do passado. O novo não precisa ser feito hoje. Acho importante que a pessoa conheça sim o som da sua geração, mas já é bom o bastante que ela ouça tudo, de todas as épocas, sem preconceito. Porra, algumas das minhas músicas mais queridas têm 60, 70 anos de idade. Mas as conheço porque me permiti conhecê-las. E é impressionante como vejo pessoas se fechando para o novo, assumindo uma atitude conservadora... e acho que fazer isso com a música é só um sintoma de fazer isso com a vida, entende? Esse pessoal nem dá a chande de seu sistema límbico dizer algo. Agora, uma reflexão... As vezes é importante sentir na pele um pouco da infelicidade de seu tempo...
vou dizer que, nos itens 2 e 3, percebi tuas intenções no post. mas se ficasse pelo "entender", não tinha conversa, né?
esse conservadorismo que tu apontas é terrível. é como se as pessoas se encastelassem num signo já digerido e o confundissem com a própria identidade. nesse caso, ser eclético é ser instável, fraco, etc. (aliás, odeio "eclético". porque preciso de um rótulo que diga que não gosto de apenas um tipo definido de música?) aliás, no Identidade do Z. Bauman, ele fala sobre como "é preciso" agarrar todas as definições que se encaixam e morrer abraçado à elas - porque o oposto é assumir a identidade líquida e mutante dos nossos tempos (o que é também um desafio).
sobre a reinvenção durante a trajetória, não discordo de ti. a prova é que essas bandas não lançam nada de "definitivo" ou "oooh" há bastante tempo. mas não consigo "diminuir" uma banda por manter-se fiel ao som que produz. acho que elas têm uma importância histórica que compensa. talvez seja benevolência demais minha...
e do testar a infelicidade do meu tempo, te digo que tentei: escutei todo o primeiro disco do Los Hermanos!
e que infeliz fui. mas eu fico sempre torcendo por algo contemporâneo e fresquinho que surja. baita papo! abraço!
R: Nem penso em diminuir tais bandas... Tendo discos delas, as adoro! Só acho tão anacrônico que a cada dinossauro do rock que apareça em terras brasileiras seja essa coisa toda... Ohhhh Stones! Ohhhhh Rush! Ohhhhhh Iron maiden! E eles chegaram com uma turnê chamada Back in Time ou coisa assim! Mas o que elas estão fazendo? Arte é reinvenção, arte é interpretar seu mundo, é dar voz à sua subjetividade, e ela é sempre mutável, porque muda o indivíduo e muda o mundo! Se a fórmula é repetida, algo está errado, ou o artista se acomodou com seu sucesso, entende? Marilyn Monroe tem importância histórica, eu suspiro ao ver alguns filmes dela (ok, boa atriz não era, mas era importante), mas nem por isso a comeria hoje... hahahaha Um cara me perguntou porque eu me dava ao trabalho de escrever para criticar. Para que seria se não para ouvir a opinião dos outros?
essa mania do "ooooh" é triste.
a) país que tá acostumado a receber os grandes shows só na velhice das bandas
b) mania da grán mídia de vender tudo como se fosse o maior espetáculo da terra, notícia = produto etc
c) absolutamente cansativo
concordo que já não há arte na reciclagem da fórmula de um Iron, um Stones (ou Slayer). havia lá no tempo da gênese criativa dessas bandas; o resto é reprodução da trilha aberta. mas a questão é - e se todos fossem ultracriativos, e não mantivessem uma linha de trabalho? além do caos, será que não é exigir demais do artista - que ele não apenas dê uma contribuição (à arte, o diferente criativo), mas muitas, e o tempo todo?
pô, sejam mais razoáveis!
R: é exatamente isso! Sobre ser mais razoável, eu sou! Não odeio essas bandas, e óbvio que entendo que nem sempre um artista consiga criar o novo ou fazer algo absurdamente relevante. Só não preciso ir aos shows dele hehehe Na verdade, o problema mesmo pra mim é soar datado, existem coisas que foram lançadas nos anos 60 que poderiam ter sido lançadas ontem, nem saberíamos a diferença. Mas Iron Maiden... Sempre parece 1986.
Acho que tudo que você falou está certo e as pessoas não devem se alienar ao passado, mas também acho que devemos ter chance de viver a energia do Iron com os grandes clássicos, já que não podemos viver antes.
Se você pode ouvir Aces High ao vivo em 1985 isso é realmente muito legal e nem valeria nada ir hoje... Eu, por outro lado, só pude vê-la ao vivo recentemente e não me arrependo de nada.
Quanto às bandas novas, tem muita coisa interessante por aí realmente.... Curto muito In Flames, Mastodon, Nevermore, etc...
R: Não vou não :-)
Tenho 30 anos e a epoca em que mais curti o iron foi entre 1991 a 1995.
R: Eu gostei mto entre 1988 e 1991.
R: hehehe Arte nunca é "só arte". Aliás, na definição de arte está uma representação da subjetividade tanto do artista quanto do "ouvinte". Uma obra sempre vai dialogar com aspectos da sua personalidade, experiência e sentimentos. A música, ou a arte, nunca te darão respostas para a vida (até pq, posso te contar, essas respostas não existem), mas dialogam com ela sim. Para alguns mais fortemente do que para outros...
Aliás....é até engraçado, mas este tópico também já está datado, foi feito quando o Iron Maiden veio tocar em Março de 2008, e eles virão novamente em Março de 2009 e ainda estamos dicutindo isso kkk
Parabéns pelo tópico !! Foi muito legal essa discussão.
Grande Abraço
R: não sou uma "assumidade" em música. Sou uma sumidade em música. E é Sr. Xiita para você haha Divirta-se no show, tio.
Quanto ao último parágrafo...
NXZero com certeza!!!
hehe =D
R: brave new world e dance of death são lixos. Sua banda acabou nos anos 80.
Algumas bandas atuais tbm cultuam uma cultura muito pobre...
mas.. é opinião
tá valendo...
abrass
o Maiden tem ótimos da nossa década, e qual é o problema de curtir bandas velhas?
Só provam que, o rock é um dos poucos que são velhos e ainda fazem sucesso. Eu admiro muito os clássicos, são fortes e fazem sucesso mesmo velhos. Rolling Stones por exemplo, e daí que os caras estão 'só o pó'? Eles ainda continuam sendo admiráveis. Os clássicos são os melhores, espero que meus netos daqui anos venham me visitar com camisetas do Iron Maiden, ou bandas que já terão batido as botas. Os clássicos são os melhores, nada supera!
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