Clube da Esquina
Citei o Clube da Esquina em um antigo texto sobre os 10 melhores discos da música brasileira:
Lô Borges tinha 17 anos quando cantou "Se eu morrer não chore não/ É só a lua/ É seu vestido cor de maravilha nua/ Ainda moro nesta mesma rua,/ Como vai você?/ Você vem, ou será que é tarde demais?", transformando Um Girassol da Cor do Seu Cabelo num dos momentos mais românticos e delirantes da música feita no Brasil em todos os tempos. Conheci o Clube da Esquina (1972) há bem pouco tempo, mas talvez seja o disco que mais ouvi. É uma mistura perfeita de Beatles, de jazz, de progressivo, de política; de América e de Minas Gerais; de amor e de filosofia. Sempre que o ouço me imagino sentado em uma varanda, numa tarde ensolarada daquelas que só existem no interior. Mas não se deixem enganar, é um disco que esconde, de forma singela, a universalidade da vida (mais mineiro impossível). SEMPRE choro ao ouvir Cais: "Para quem quer se soltar invento o cais/ Invento mais que a solidão me dá/ Invento lua nova a clarear/ Invento o amor e sei a dor de me lançar/ Eu queria ser feliz/ Invento o mar/ Invento em mim o sonhador".
Ontem o Marcos VP dedicou ao filho Léo o belo post Os 35 anos do Clube, sobre a história deste disco fundamental, e eu não podia deixar de recomendar sua leitura aqui. Aliás, acaba de ser lançada uma edição especial, comemorativa, contendo Clube da Esquina e Clube da Esquina 2. Alguém aí pensando em me dar um presente de natal?
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Comentários, Trackbacks:
A música do Lo Broges eu conhecia, mas o clube não!
R: é um bom momento então de conhecer o restante do disco. Você vai gostar muito...
R: impressionante minha cara-de-pau, né?
bjos
Forte abraço.
VP
rádios e etcs,só mesmo um trabalho
maravilhoso como esse para resgatar
uma música que preste.
Infelismente não houve um crescimento á altura na música brasileira, apareceram alguns é verdade, mas em compensacão há
uma "involucão", um tal de bundinha,tiros,polícia,drogas,invadindo de forma irresponvável, repleto de terceiras intenções, enfim, lixo completo,Há tanta coisa
boa prá se ouvir,músicas e artistas que já fizeram nome, mas
que desaparecem no imediatismo do
lixo que faz dinheiro,travestido
de importante (não sei prá quem)
e que perverte as novas gerações
cada vez mais sem rosto.
Atualmente se faz música através da política.
Como a nossa política está um lixo, não poderiam as músicas estarem diferentes.....(Infelizmente).
R: taí uma analogia interessante entre a música e a política... Sabe que eu não acho a música atual um lixo e devo até escrever um post sobre isso. O que acontece hoje é que é mais difícil encontrar a "boa música" na mídia.
R: Que grande notícia! Já está na minha lista de desejos...
Doni, deixo votos de Feliz Natal e um Ano Novo de muito sucesso com seu livro e na sua vida. Que venham outros livros.
Beijos
R: Obrigado Erika, um grande beijo pra ti!
feliz natal
R: será a trilha sonora aqui em casa também!
R: seguem suas carreiras-solo.
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