Carruagens de Fogo...
... ou Você vai bater a cara na parede, Charlie Brown!

Tive um sonho realmente estranho. Havia esta pista de corrida escondida em algum lugar da Zona Oeste de São Paulo. A noite estava agradável, céu repleto de estrelas; músicas e risos enchiam o ar. Haveria então uma seletiva para os jogos Pan-americanos de 2007, valendo vaga para a equipe de velocistas que vai representar o Brasil. Até aí nada demais, não fosse o fato de que em meu sonho eu era um dos competidores.
Mas estranhos mesmo eram os tais competidores. Competiam comigo uma versão rejuvenescida do Mazzaropi, um Chico Science Peruano que não parava de cantar “un hombre robado nunca se equivoca” enquanto fazia o moonwalk, e uma das criaturas mais estranhas que já vi: uma mistura de Mr. Hyde com Sidney Magal. Era assustador.
A platéia era composta de lindas mocinhas vestidas de caipira, com vestidinhos coloridos, curtos e rodados, acompanhadas de lutadores de Vale Tudo carecas e tatuados, vestindo camisetas pretas coladas e jeans apertados. Era ainda mais assustador.
Nos longos segundos que antecediam o tiro de largada, neste momento em que o atleta se vê solitário como nunca, eu só pensava na oportunidade que teria de mostrar ao mundo que, a despeito de meus 31 anos, eu ainda poderia correr os 100 metros rasos no Pan 2007. Era o resgate da minha dignidade perdida durante os anos em que estive afastado das pistas.
Dada a largada, o jovem Mazzaropi começou a dar cambalhotas e o Chico Science Peruano continuou o moonwalk pela pista, agora cantando “una cerveja antes del almuerzo es bueno para pensar mejor”. Meu único adversário mesmo era o Mr. Hyde Magal.
Foi uma disputa digna de figurar em relatos mitológicos. Mr. Hyde Magal e eu disputávamos cada metro da pista como quem corre da polícia, mas nos metros finais eu percebi que estava conseguindo manter um corpo (provavelmente era a minha barriga) de vantagem sobre meu adversário. A vitória estava próxima e tudo o que fiz então foi fechar os olhos.
Era o êxtase que por vezes domina o atleta e o conecta ao mundo dos deuses. Eu estava pisando em nuvens, correndo em direção ao sol. Só pensava na admiração que despertaria naquela platéia, nas mocinhas vestidas de caipira que pulariam em meu pescoço, entre beijos e gritos de “meu herói!”, e nem percebi que um muro da altura da muralha da China crescia exatamente na linha de chegada. A batida foi como uma explosão. Um baque surdo. Meu rosto ficou “impresso” no material duro da parede de pedra maciça, e tudo ficou escuro.
Acabo de acordar em uma cama de hospital, e tudo que ouço é a voz do meu pai, ainda distante e baixa como um sussurro, dizendo “nunca mais aposte uma corrida se estiver bêbado, seu idiota!”. Vocês não imaginam o quanto minha testa está doendo!
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Espero que vc esteja melhor, seu idiota... rsrsrsrs... brincadeira, ou não!!!! hehehehehe
Sabe que eu tive um sonho parecido? Mas eu não lembro de alguns detalhes pq eu tava rindo. =PPP
oÔ ta melhor pelo menos?
Nada como correr bebado incluindo cambalhotas e paredes...
é um psico velocista bebado mesmo
Acho que é melhor vc participar da seletiva para halterocopismo. E só. Ai sim, o Brasilzão terá chance de medalhas.
Falando nisso, se quer saber notícias repletas de beleza esportiva e patriotísmo:
http://averdadedopan2007.blogspot.com/
Abs!
T§
Deve ser por isso que meus reflexos ficam tão lentos quando bebo, heheheh
Melhoras para você, meu caro cara.
Abraços do Verde.
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