hedonismos

Assine o RSS

O que é RSS?

bloglovin

Twitter TWITTER

TEXTOS

COMENTÁRIOS

Add to Google GOOGLE

E-MAIL

 PODCAST

iTunes


MSN Messenger

Windows Live Alerts

Clique na imagem acima e receba alertas de novos textos direto na janela do seu Windows Live Messenger


Contato

mande um e-mail

Tumblr

Assine o feed rss


Blogue Verbeat



Interney Blogs




Google Chrome Spread Firefox Affiliate Button

Sobre

O AUTOR

O BLOG

Y!Posts

Yahoo Posts

Meu Livro

clique aqui para comprar

Compre o livro Meias vermelhas & histórias inteiras clicando aqui, saiba o que já foi escrito sobre ele e entre na comunidade do livro no orkut.


Destaques






Notícias e buscas


Adicionar aos Favoritos BlogBlogs

Twingly BlogRank



Promoção

Gostou desse blog? Então divulgue-o!

Se você possui um site ou blog, cole este selo nele:

Interney Blogs - Hedonismos



Visite

Global Voices Online em Português - O mundo está falando. Você está ouvindo?



Licença

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



Porque não vou a shows de "dinossauros" do Rock

Quando escrevi sobre o Jethro Tull eu disse que não ia a shows de "dinossauros", e o leitor Mário Marinato pediu que eu me explicasse, perguntando se eu deixaria passar shows de nomes como Rolling Stones, Elton John, Iron Maiden, Eric Clapton e Mark Knopfler. Já que muitas pessoas sempre me perguntam sobre isso, resolvi explicar:

Imagine-se fazendo compras no supermercado, distraidamente. Você vê aquela maçã vermelhinha e, ao tentar pegá-la, percebe que sua mão a disputa com outra mão, que surpreendentemente não é estranha a você. Ao levantar os olhos você a vê: Lurdinha, o seu grande amor da adolescência. Trata-se da mulher que, 20 ou mais anos passados, te ensinou tudo sobre as delícias do amor e os prazeres do sexo. Você sente então aquele frio na barriga, intensificado por um papo que rola descontraído e por uma proposta tentadora: ela diz estar solteira novamente e te convida para um encontro do tipo Lurdinha Revisited, prometendo ser a mesma mulher de antes, talvez melhorada, e que vocês irão reviver todos aqueles indizíveis prazeres de antes.

A verdade? Tal encontro pode até ser bem sucedido, sempre é possível. Mas você irá topar e depois perceber que tudo ficou com cheiro de coisa requentada. A mulher nua que dorme ao seu lado é maravilhosa, mas não é aquela que um dia te fez "pagar mico" fazendo uma serenata. Você percebe que tinha as melhores lembranças possíveis daquele amor, lembranças que te faziam suspirar; mas agora sente apenas o gosto amargo de um encontro que não deu certo, e nem poderia. Ora, mudou Lurdinha e mudou você. Novos amores, novos interesses e experiências, outras vidas. Você não é mais aquele, não mais se apaixonaria por ela, e percebe que só topou o encontro para alimentar um sentimento de nostalgia. Óbvio que você não deveria esquecê-la, e nem conseguiria, mas era melhor ter deixado tudo no campo das boas lembranças.

Bem, o Roger Waters é uma Lurdinha para mim, assim como o Aerosmith e o Rush e tantos outros; todos Lurdinhas! Amo o Classic Rock e o Rock Progressivo, sou apaixonado pelo Glam Rock dos anos 70 e pela British Invasion dos anos 60, só para citar alguns exemplos. Bandas como Yes, The Animals, Pink Floyd, The Who e Led Zeppelin são fundamentais para qualquer ser humano que se disponha a gostar de música. Mas ir a shows deles? Não, obrigado, pois isso seria um duplo engano. O artista, que salvo exceções (David Bowie, por exemplo), não fez nada de relevante nos últimos 30 anos, se alimenta da tietagem dos fãs e se engana revivendo, ao menos por instantes, as glórias do passado. O fã se engana ainda mais, pois vai em busca de um artista que não existe mais, querendo experimentar sensações que só seriam possíveis em 1972.

Fico preocupado quando vejo um garoto na rua com uma camisa do Iron Maiden, dizendo que aquilo sim era Metal, e que não se fazem mais músicos como antigamente. Conversa de avô! Eu chamo isso de culto ao Classic Rock. Trata-se de um culto ao passado, algo que bate diretamente contra o que era a filosofia original do Rock, a de ser um movimento libertário, de desafio ao stabilishment. Nada poderia ser mais alienante que viver voltado para o passado. Você deixa de viver seu momento na história, deixa de perceber e apreender o mundo que te cerca em nome de experiências que não experimentou e não experimentará nem de perto. É alienar-se de si mesmo!

Conheça os clássicos, ouça muito Deep Purple e AC/DC, assista Escola de Rock e vá atrás de todas as referências que aparecem no filme, mas deixe de ser preguiçoso e vá também atrás do novo. Ouça web rádios, entre em sites especializados na nova música e compre discos de gente que você ainda não conhece. Vá a shows que podem te surpreender (aconteceu comigo e o Flaming Lips). Nessa hora fico orgulhoso do meu pai, um fã do Elvis que não tira do player do carro o maravilhoso disco novo do Wilco. É assim que se faz.

Permalink11.04.07, 23:10:36, by Doni Email , Egotrip, Música , 16 comentários

Trackback:

http://www.interney.net/blogs/htsrv/trackback.php/3413

Posts similares:
Porque não vou ao show do Iron Maiden
Jethro Tull
Seven Ages of Rock

(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)

Atalho pra o formulário

Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Robson Virtual · http://metabronca.blogspot.com

Não abandono os clássicos, apesar de procurar por sons novos. O que me dá a base do futuro é o passado. Em qualquer área.

R: Robson, eu concordo com você... O problema é quando a pessoa vive voltada para o passado, como eu disse.

PermalinkPermalink 11.04.07 @ 23:34



Comentário de: Tata Email · http://acaoedivagacao.blogspot.com

Analogia perfeita! Eu também tenho vários Lurdinhos. Muito embora tenha ido ver o New Order e não tenha me arrependido por nem um centavo gasto no ingresso.

Contudo, senti mais prazer vendo Strokes, Franz Ferdinand, We Are Scientists, Bravery e por aí vai...

Um beijo, Doni.

PermalinkPermalink 11.04.07 @ 23:38



Comentário de: Luciana · http://www.interney.net/blogs/cintaliga

Lurdinha com L... ;)
Doni, a musa do "óasis de Copacabana" também tem que ser com L, viu? :)

PermalinkPermalink 12.04.07 @ 01:41



Comentário de: Mário Marinato Email · http://www.osarcofago.blogspot.com.

Boa explicação, Doni. Aproveitei pra continuar a conversa lá no Sarcófago. Dê só uma olhada.

PermalinkPermalink 12.04.07 @ 02:07



Comentário de: Erika Email · http://oncoto.erikamurari.com.br

Doni vc explicou perfeitamente, inclusive tirando daqui dos meus dedos as palavras da minha boca. rsrs

Exatamente o que eu penso. Qdo ví Rollings Stones em 98 no Rio, nunca tinha ido a um show deles.. e foram eles mesmos lá.. agora, qdo o Supertramp fez um show.. não faz muito tempo, aqui em BH, nem quis ir.. como vc disse.. quem ia fazer a voz dos que não estavam mais lá? Fala sério...

Quem viu, qdo existia o origianl, viu.. quem não viu, só verá repaginação, e com papel reciclado.. rsrs

Beijocas

PermalinkPermalink 12.04.07 @ 07:45



Comentário de: xoutoo Email

Concordo com todas as suas vírgulas.
É triste ouvir de jovem a frase: “Não se faz música como antigamente”.
É triste pensar que não há qualidade nas novas músicas.

PermalinkPermalink 12.04.07 @ 11:00



Comentário de: Bender Email · http://www.benderblog.com

Já fui em dois shows do Deep Purple e um do Whitesnake. Não me arrependo de nenhum, apesar de saber que não é mais a mesma banda.

Doni, acho que tu é um romântico. Não concordo contigo, apesar de concordar com o argumento.

R: já fui a alguns bons shows de bandas antigas também... Só aconteceu que não sinto mais essa "necessidade de ao menos ter visto uma vez meu ídolo", entende?

PermalinkPermalink 12.04.07 @ 11:22



Comentário de: Renata Email · http://www.acontecedentro.blogspot.com

Valeu pela mensagem lá no blog.
Passei pra dizer que as coisas estão se ajeitando em casa. Outra hora passo com mais calma. Bjs

PermalinkPermalink 12.04.07 @ 12:49



Comentário de: pedro Email

gostei do texto, sou muito fã do pink floyd(to ouvindo agora), do led, do who, do clash, velvet underground. mas se eu tivesse a oportunidade de assisti-los agora eu iria, nunca tive a oportunidade de assisti-los no passado, em seus auges, mas perder a oportunidade de assisti-los uma vez pelo menos, não perco. também acho q uma nova experiência não diminui a experiência passada, por isso não concordo com vc se arrependo de ter comido a Lurdinha mais uma vez. É uma experiência diferente somente.

PermalinkPermalink 12.04.07 @ 14:57



Comentário de: Maíra Email · http://naotenho

Ah, vc já tinha me dito tudo isso antes, mas eu resolvi ler pq vc me pediu ;)

eu gosto de coisas velhas, de novas, de meio velha meio nova, de meio nova meio velha, vou a todos os shows novos e velhos, dinossaurozinhos, dinossaurosão (?), lagartos e camaleões e é isso ae \o/

:*

R: hahaha Eu que sou esse meio novo meio velho lagarto camaleão adorei a sua resposta!

PermalinkPermalink 12.04.07 @ 19:17



Comentário de: Catita Email

E se a gente se apaixona pela 'Lurdinha' mais tarde, depois que ela deixou de ser a mais gostosa? Sentimentos verdadeiros perduram, e eu daria meus pezinhos para ver o Genesis com Peter Gabriel, já que não tinha nascido quando isso era possível. É das bandas que mais ouço há tempos, com todo orgulho. ;)

PermalinkPermalink 13.04.07 @ 14:01



Comentário de: Biajoni Email · http://www.verbeat.org/blogs/biajoni

vc não contou com um fator fundamental... o fator CONTAR PARA OS NETOS.
sim, sim, quando a gente tem filhos pensa muito nisso.
:>)

PermalinkPermalink 13.04.07 @ 15:25



Comentário de: Fernando Email · http://site.com

Cara, concordo em partes, mas só digo uma coisa... Aerosmith destruiu!

PermalinkPermalink 17.04.07 @ 15:41



Comentário de: Magnus Email

Grande, concordo com muitos pontos do seu texto, mas o Jethro Tull não é uma "Lurdinha". É um grupo que se reinventou várias vezes durante essas últimas décadas, apesar de sempre fiel ao estilo "Ian Anderson". Quem foi ao show ontem (21/04) pode comprovar o que estou escrevendo, ouvimos a velha Aqualung (1971) de uma forma surpreendentemente original. Diria que ir a esse show foi como encontrar a filha da Lurdinha no supermercado, imagina como foi a noite...

Abraços.

PermalinkPermalink 22.04.07 @ 21:39



Comentário de: Renato · http://naotenho.com

É... esse ponto de vista pode ter lá sua validade. Até compreendo, mas acho que ele acaba limitando um pouco a vida.

Aplicado isso a tudo, seria nunca mais ir a um show de música clássica porque quem está na batuta não é o Mozart... ou nunca mais ir assistir ao Oscar Peterson porque ele agora toca num quarteto e não mais no seu famoso trio.

Pra mim, isso soa como condenar o passado a um museu, ao invés de trazê-lo para o presente e deixá-lo vivo, entre nós. Paulinho da Viola tem uma bela frase sobre isso: "eu não vivo no passado; o passado é que vive através de mim".

R: é um bom comentário... Mas eu concordo sim com a idéia de que não devemos deixar o passado "esquecido". Minha crítica é a quem valoriza o passado apenas, dizendo "só no meu tempo é que era bom" hehe

PermalinkPermalink 11.12.07 @ 13:07



Comentário de: Ubirajara Antunes de Oliveira · http://birantunes.com

Nunca ví um argumento tão tacanha como esse. É o equivalente a vc dizer: Nunca mais vou transar com a minha mulher ou namorada porque nunca vai ser como na primeira vez.

PermalinkPermalink 25.12.07 @ 17:10



Deixe seu comentário:

Seu endereço de email não será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.


[ La Brute - Jogo Online em Flash Grátis ]