Flor do dia: Resedá

A primeira vez que ouvi alguém falar “resedá” foi quando o cantor Zé Renato cantou Amigo é Casa. Autor da tocante letra, Hermínio Bello de Carvalho adora plantas e palavras incomuns. Não deu outra: a mesma música que traz “gelosia”, “platibandas” e “arrebóis” entoa também a beleza de um jardim em flor. “E há que fincar muito jequitibá/ E vigas de jatobá/ E adubar o jardim/ E contar muita flor, touceiras de resedá”, diz um trecho da poesia.
O resedá (Lagerstroemia indica) é uma árvore originária da Índia e da Austrália, que alcança até 8 metros de comprimento e se enche de flores brancas, rosas, púrpuras ou vermelhas, de agosto a novembro. Foi introduzida no Brasil na arborização de vias públicas e, desde então, pode ser facilmente encontrada no cerrado. Seu nome popular faz alusão a suas propriedades medicinais: “re-sedare” quer dizer “acalma, seda, cura doenças”.
Não sei se Hermínio sabia disso ao escrever a letra, mas eu fico imaginando que amigo é uma casa grande, com um enorme e calmante jardim, e é como se um sol me esquentasse por dentro.
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