Flor do dia: Quaresmeira

Talvez porque eu não entenda patavina de plantas de grande porte, talvez porque ela exuberante e popular em São Paulo, a quaresmeira (Tibouchina granulosa) é minha árvore preferida. Moro em frente a uma praça cheia delas, que, nesta época do ano, fica praticamente rosa-lilás. Mas aí que fui assuntar e descobri que a moça é brasileira e raçuda, guenta até chão batido sem um pingo de nutriente.
Tenho uma em casa que ainda não dá flores porque mal saiu da infância. Passei os últimos anos zelando para que ela encorpasse o bastante para ter uma boa copa quando estiver pronta para sua primeira vez. A gente tem de ser delicada nessas horas, não pode se afobar. Mas como a cidade está nesse espetáculo lilás, aqui vai uma quaresmeira pouco maior do que a minha, mas já experimentada nas artes de florescer.
PS: Bem que a gente podia transformar a floração das quaresmeiras em um evento, como fazem os japoneses com as cerejeiras, não?
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Mas é justamente essa a graça da coisa, né, Alice: ver o que poucos vêem, não?








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