Flor do dia: Rhynchostylis coelestis

Quando comprei essa Rhynchostylis coelestis (lê-se “rincostáiles celestis”), ela veio com doze botõezinhos do tamanho da unha do meu mindinho. No afã de arranjar um bom lugar para ela na minha concorrida varanda, a tragédia aconteceu e eu quebrei a haste floral. Restaram dois botões miraculosamente intactos, que logo abriram. E foi tudo.
Passaram-se dois anos dessa história e, desde aquela florada, a orquídea foi minguando, minguando. Essa espécie dá trabalho para iniciantes porque as raízes gostam de ficar expostas e não enterradas no substrato. Com isso, essa orquídea exige alta umidade do ar. Já ouvi orquidófilo dizer que borrifa a sua Rhynchostylis a cada duas horas, só pra bichinha não desidratar!
Como eu não tenho nem de longe tanta disposição, doei a Rinco pra um senhor que mora pertinho do trabalho. Numa casinha simples, daqueles simpáticos sobradinhos asfixiados pelos prédios, ele cultiva uma maravilha de jardim. As primas da Rinco estão lá, serpentinando ao redor de uma árvore, com raízes da grossura de um dedo. Ele tem uma cadela boxer que zela pela segurança das plantas e recebe diariamente a visita de bandos de passarinhos.
Bati na porta do seu Minolo com duas plantas na mão — a Rinco e a Vanda sanderiana que você verá no próximo post, onde continua essa história. ;)
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