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Flor do dia: Brassocattleya veludosa

Brassocattleya veludosa

Tem planta que é de uma pontualidade tão britânica que até me impressiona. Essa Brassocattleya veludosa, por exemplo, dá flores duas vezes por ano, sempre na mesma data. Em 2009, a primeira florada foi dia 14 de junho. No ano seguinte, deu flores em 4 de janeiro e 14 de junho. Com um histórico desses, claro que eu abri a janela hoje cedo e fui conferir se a moça continuava tão pontual. Batata. Ainda que dois botões estejam na metade do caminho pra virar flor, o primeiro da turma foi acordando os outros e puxando o trio.

Essa é uma orquídea híbrida, criada pelo homem através da junção de uma Cattleya velutina com uma Brassia nodosa. As estrias que você vê na pétala central (chamada de labelo) são idênticas às da mamãe velutina, repara só. E da Brassia ela ganhou as outras pétalas delicadas, que dão ao botão uma aparência de modelo, tão fininhos e compridos eles se formam.

Essa é uma orquídea de folhas duras, finas e compridas, que "anda" no vaso. Como ela floresce a cada seis meses, seu ciclo é bem rapidinho: depois que as flores caem, ela tira um cochilo por um mês, dá aquela espreguiçada e solta novas raízes. Logo o vaso fica parecendo pequeno para ela, que estica as raízes como aranhas, buscando espaço. Ao mesmo tempo, um broto novo desponta pertinho do último caule, justo o que deu flor. Ele tem mais alguns meses para crescer e amadurecer até ter tamanho suficiente para dar sua própria florada. Os caules dão flor só uma vez, então, a planta precisa produzir novos caules, que vão nascendo na frente do anterior. Quando você olha a base desses caules, repara que a orquídea vem fazendo um desenho horizontal, "caminhando" sobre o substrato. Os botânicos chama esse tipo de crescimento de simpodial, o oposto do que acontece com as Phalaenopsis, por exemplo, que crescem pra cima, ou com os Cymbidium, que se esticam pra todos os lados ao mesmo tempo.

Isso tudo pra dizer que você deve esperar a florada acabar e a planta lançar novas raízes para, só então, pensar em mudá-la de vaso. Se ela estiver muito imperialista, uma boa saída é descartar os caules mais antigos já ressecados e reposicionar a planta com a "traseira" encostadinha no fundo do vaso, para que ela tenha espaço na frente pra crescer. Modelos são assim, querem passarela grande e muitos flashes.


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Comentário de: Neusicleia Email
Oi Carol,até agora estou pensando nas probabilidades de ter uma ,aquela do nome esquisito den........e por ai vai,lº por falta de espaço,e até achar um lugar q venda mudas viçosas vai levar um tempinho rsrsrs mas assim q conseguir eu posto umas fotinhas lá no face.
Até mais..............bjossssssss

Hehe, é um Dendrobium, Neusicleia. Se quiser, posso te passar o contato de alguns orquidários que vendem pela internet: a planta chega desenvasada, pelo correio. É rápido e seguro, mas você terá de replantar assim que ela chegar aí.
PermalinkPermalink 05.02.11 @ 12:55


Comentário de: Mauro Rosim Email
Hey, Carol, demorei pra passar aqui, mas tinha que ver a sua veludosa. Eu estava curioso, pois você havia me dito que o labelo era igualzinho ao da mamãe velutina. Eu achava, pelo que conheço da Brassavola, que a veludosa ia ter um labelo muuuuito, mas muuuito mais cheio de pintas e riscos do que o da velutina. A Brassavola causa esse efeito, sabe? Encher de catapora, os filhos dela... mas, olha só, não é que ficou bem leve e parecido com o labelo da mamã mesmo? Gostei!

Não te disse? É cara de uma, focinho da outra, Mauro!
PermalinkPermalink 09.02.11 @ 22:08


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