Flores de 3 cores numa árvore só!

Foi num agosto que fui apresentada a uma pequena árvore carregada de flores… de três cores! Eu andava pela cidade e encontrava a danada por todo o canto, soltando um perfume parecido com o das gardênias e damas-da-noite. E como curiosidade é coisa que dá coceira, não sosseguei até descobrir que se tratava de um manacá-de-cheiro (Brunfelsia uniflora), arvoreta típica da Mata Atlântica, prima do manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis), que dá flores em duas cores, mas não tem perfume.
O segredo das flores tricolores do manacá-de-cheiro é simples. Assim que a floração começa, entre o fim do inverno e o começo da primavera, as flores são roxo-azuladas. Em dois, três dias, começam a envelhecer e desbotar, passando para um tom lilás pálido. Aí, em mais um dia, ficam brancas, murcham e caem. Como a árvore não dá todas as flores ao mesmo tempo, é possível encontrar num mesmo pé flores roxas, lilases e brancas!
Ao contrário do manacá-da-serra, que vira um “arvrão” de mais de 10 metros, o manacá-de-cheiro não passa de 2,5 m. Pode ser cultivado em vaso, a sol pleno, numa mistura de uma parte de terra vegetal para uma de composto orgânico. A terra deve ser mantida úmida, nunca encharcada. E, se quiser uma plantinha mais feliz, adube com NPK 10-10-10 a cada três meses, seguindo as orientações do rótulo do produto.
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Imagino que sim, Laura, porque ele é bem menor do que o Manacá da serra








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