Será que eu consigo largar a carne?
Virar vegetariana não foi uma coisa programada na minha vida. É verdade que desde criança sentia um certo embrulho no estômago ao ver os pratos da ceia de Natal, mas nunca tive grandes dilemas em comer um bife, uma posta ou um medalhão.
Ainda que carnes fizessem parte da minha alimentação, não as consumia com frequência. Passava bem uma refeição sem nenhum tipo de proteína animal. Isso me fez acreditar que me sairia bem no desafio proposto, há dois anos, pela revista Bons Fluidos, o de ser vegetariana por um mês. Ledo engano.
A angústia de não saber o que comer me atingiu já na primeira semana de experiência. Teria de passar só à base de saladas? Não que eu tenha alguma dificuldade em comer um pé inteiro de alface sozinha, mas isso seria o suficiente para me manter nutrida? E acharia o que colocar no prato em qualquer restaurante ou teria de procurar algum lugar especializado para almoçar durante a semana?
No próximo post, vou falar sobre as quatro regras de ouro para quem quer experimentar como é ser vegetariano.
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Faz tempo que eu não vinha aqui no laranjinha.
Então não fique mais tanto tempo sem dar as caras, Emilio! Apareça aqui no laranjinha sempre!
Consegui me manter por um ano, mas enquanto estava num ambiente em que podia compartilhar do mesmo anseio com as pessoas. Com isso acabei me fechando um pouco (o que é ruim, mas acaba sendo inevitável) e me relacionando mais com pessoas que pensavam como eu.
Comparecia sempre aos eventos da SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira) e a SPA (Sociedade de Proteção aos Animais).
O problema é que pra mim, sempre fez falta, como um vício mesmo. E quando mudei de ambiente (voltei pra SP, morei sozinho etc.), acabei cedendo por não encontrar muita alternativa e incentivo.
Engraçado que quem ingressa nessa nova forma de vida e não se sente 100% satisfeito apenas com legumes, grãos e verduras, acaba substituindo a carne por massa. E nessa época, diferente do que as pessoas pensam, acabei até engordando
Mas não me tornei vegetariano, na época, a toa ou por "embalo". Fiz isso por ter consciência dos problemas que isso pode trazer para o meu corpo e para o meio ambiente, sem falar nos animais, que têm o mesmo direito de viver nesse planeta, como nós. Mas como disse acima, é como o cigarro, bebida (mals que eu não sofro
)... a pessoa sabe que faz mal mas o vício está tão enraizado em sua cultura que acaba sendo muito difícil lutar contra ele.Falou e disse, Evandro. E bem lembrado: nem sempre virar vegetariano emagrece, e é como lutar contra um vício mesmo. Obrigada pela visita, apareça mais vezes!
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