Na torcida inimiga
— Filha, você ainda está com aquela coisa da carne?
— Tô, mãe. Ainda sou vegetariana.
— Ah...
— Por quê?
— É que eu fiz umas brajolas para te levar. Lembra, filha, aqueles bifes a rolê que você adorava? Que vivia pedindo para eu fazer?
— Sei.
— Aqueles bifes cheirosos, que você ainda fazia questão que eu enchesse com bacon, lembra?
— Hã-hã.
— Que eu passava a tarde toda enchendo para você e depois tirando a linha, para eles não se desembrulharem enquanto cozinhavam...
— Para, mãe! Isso é golpe baixo! Por que você está me dizendo isso?
— É que eu anotei aqui no meu calendário que hoje faz um ano que você parou de comer carne.
— Sério? Pra quê?
— Ah, filha, é que eu me importo muito com suas conquistas.
— Faz de conta que eu caio nessa.
— Ok, eu e sua irmã fizemos uma aposta de que você não aguentaria um ano. Quer dizer, ela apostou um mês, mas como eu sei que você é cabeça-dura, chutei um ano.
— Sabia! E se ferraram, porque eu continuo tão vegetariana quanto no dia 2 de abril de 2008, lálálálálááááá!
— Não seja infantil, Carolina.
— EU? Vocês duas jogam baixo nas minhas costas, tramam contra meus esforços, boicotam a natureza e ainda tenho de ouvir que eu sou criança?!?
— Vai dizer que não ficou com água na boca?
— Sacanagem, mãe!
— Eu só penso no seu bem, filha! Vai acabar com anemia desse jeito!
— Olha aqui, dona Maria: eu nunca estive tão saudável em toda minha vida. Me sinto disposta, estou com todos os exames de sangue em dia e minha digestão nunca foi tão maravilhosa, tá?
— Você morre de saudades, né?
— Morro.
— Eu sabia. Mas não vai comer mais, né? Hoje, por exemplo, é um bom dia para se comer um bife a rolê da mamãe.
— Não.
— Droga, perdi mesmo a aposta...
PS: Post em homenagem à Denise Rangel, que vai experimentar 30 dias como vegetariana. Está no quarto dia e quase pulou no pescoço de um aluno. Dê, há vida após o bife, eu juro!
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beijo, menina!
Estou na torcida para que você consiga de um jeito que lhe faça bem, sem sofrer. Sucesso!
A gente se estrumbica, mas se diverte, Emilio!
E no seio da minha família!
Que ideia boa, Garfield!
Será? Vou investigar se meu irmão ou meus primos estão envolvidos nessa jogatina.
meu pai ontem viu uma reportagem que o consumo mundial de carne está diminuindo... Eeeba
Essa é mesmo para comemorar!
Hahahahahaha, isso foi SUPER mãe, Nine!
Opa, valeu, Ingrith!
Mais um da torcida inimiga, hehehe...
Eu também não sabia, até começar. E ainda não sei se consigo continuar. É tipo AA, sabe? Um dia de cada vez, hehe.
Puxa, que cara legal, você! Vamos fazer assim: eu te protejo dos doces e sobremesas e você, das carnes. Feito?
Eu te entendo perfeitamente, Junior. Por isso, não faço militância. Sou uma vegetariana bem quietinha até que que alguém comece a me amolar dizendo coisas do tipo "mas como você não come carne? acha que um bife a menos no mundo vai fazer diferença?" e por aí vai...
Mães podem ser muito chantagistas, né?
Eu aqui no RS à merce de uma churrascada todo final de semana não teria forças para aderir ao prato verde puro e simples.
Sorte! Que a força esteja com você!
he,he,he
Acho que já virei jedi, Ana, hehehe...
Força!
Ainda bem que já passei dessa fase, Paula, porque, tem toda razão, o primeiro mês é dureza...
Louca de saudades de sair para dançar, Rô. Vamos marcar?
Eu também, loirinha! Quando você vem pra cá?
Quanta gentileza! E isso porque nem falei que minha mãe cozinha super bem.
Somos um experimento das vacas, então? Quem mais poderia arquitetar um plano tão maquiavélico desses senão prováveis bifes?
Quêquieu tenho de dizer pra minha pra fazer ela virar também, Ingrid? Tem que ter um segredo...








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