O camundongo valente
Despereaux Tilling subverte a lei dos camundongos logo ao nascer: ao contrário de seus irmãos, vem ao mundo com os olhos abertos. Sem demonstrar nenhum interesse por procurar migalhas ou se esconder nas sombras, suas “transgressões” seguem desconcertando sua família até que ele se apaixona por uma princesa humana — um crime imperdoável aos olhos dos roedores. Banido de sua família por seu próprio pai, ele é condenado a viver nas trevas do calabouço, onde um rato e uma garotinha burra conspiram contra a vida da princesa.
Da mesma autora do premiado A Extraordinária Jornada de Edward Tulane, A História de Despereaux tem as marcas que caracterizam o trabalho de Kate DiCamillo: uma trama simples focada em heróis comuns, narrada por um texto delicado, que mais parece um sussurro. Li os dois livros sem perceber, de um só fôlego, quando minha intenção era apenas folheá-los: Edward Tulane, em pé, numa livraria, e Despereaux, assim que o recebi da assessoria de imprensa. É como se causassem uma hipnose.
Agora, vejo que o filme O Corajoso Ratinho Despereaux pouco se parece com o camundongo (ca-mun-don-go e não ratinho, como a escritora faz questão de destacar no livro!) que encontrei no livro. Já esperava por isso: é preciso ter muita coragem para levar às telas um personagem tão melancólico quando o robozinho de Wall-E. Se ainda não viu a animação, vale a pena conhecer o livro antes.
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Nome Próprio, de Murilo Salles
Feliz Ano do Rato!
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É lindo, Renivaldo, tenho certeza de que você vai gostar!
pS.sua coluna na" Bons" miou?
E leia para a Vic, ela também vai a-mar! A autora faz umas pausas na narração para falar diretamente com o leitor, um recurso pouco usado hoje em literatura infantil e que deixa o texto cheio de charme... A Voadeira não voará mais, Nine. Ainda estou elaborando o luto da coluna para conseguir escrever um texto de despedida...
Ah, Nine, mas a revista é tão boa, não faça isso, não, flor! Ai, fiquei até com remorso de contar... Mas agradeço o carinho, Nine, você é demais!
E é uma pena sobre a Voadeira...
Hehe, eu também sou "chata" assim, Emilio. O Voadeira acabou, mas eu continuarei botando as asinhas de fora, me aguarde!
Como é que os caras foram errar uma coisa dessas, né, Kalunga? Até parece que o diretor do longa não leu o livro antes!
Adoreiiii, uma ótima dica.
Não li o livro ainda, mas tenho vontade.
Valeu
Parece tão clichê, mas... o livro é bem melhor, Bruna.








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