O Guindaste enverdeceu
Cinco anos atrás, se alguém dissesse que ia de bike para o trabalho, enfrentando o trânsito insano de São Paulo munido apenas de selim e capacete, seria tratado como um suicida, quando não alguém já morto, “coitado, tão jovem...”. Nos supermercados, apenas uma meia dúzia de freaks levava sacola retornável para carregar as compras e um número ainda menor fechava a torneira para escovar os dentes. Você só se preocuparia em agir assim se fosse ativista do Greenpeace — e olhe lá.
Seria exagero dizer que essas ações hoje fazem parte do cotidiano das pessoas. Muita gente ainda acredita que água doce é infinita, petróleo dá em árvore e o ar tem propriedades auto-limpantes — “sério que a chuva não limpa a poluição?”. A despeito de tanta ignorância, é preciso admitir que até o mais bronco dos seres humanos tem pudores de jogar lixo na rua ou misturar latinhas de alumínio a restos de comida.
Enquanto termos como “sustentabilidade” ou “reciclagem” avançam lentamente da teoria para a disseminação de práticas, na internet, a coisa anda a milhares de gigas por segundo. Neste mês, mais uma adesão aos pioneiros da blogosfera verde: o site da H2Oh!. A marca de bebidas lança uma ecopágina, reunindo três blogueiros experts no assunto — Daniel Chagas Martins, Jorge Henrique Cordeiro e Rodrigo Barba —, alem desta palpiteira profissional que vos tecla.
Alimentamos o site na surdina, então, já tem bastante coisa para fuçar. E, a partir de amanhã, os textos passarão a ser inéditos. Pode me fazer uma visita que acabei de assar um bolo e estou terminando de passar um cafezinho para acompanhar nossa prosa!
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A comemoração
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Obrigada pela força, Nine! Sempre companheira!
Mas, sabe... Essas iniciativas me animam e me desanimam. Porque refrigerante, pra mim, é um treco altamente desnecessário, é daquelas coisas que eu fico pensando que só existe pra gastar recursos. (Tô falando aqui disso, mas tem muitas outras inutilidades que ainda fazem parte do meu dia-a-dia, né? Refri não é uma delas, mas há outras...) Eu acho legal que eles dêem espaço pra se falar do meio ambiente e, ao mesmo tempo, fico me perguntando: o que eles fazem de verdade pelo meio ambiente, considerando que o produto que eles vendem é um bem desnecessário (pra não falar pouco saudável), utiliza recursos naturais valiosos (a água, por exemplo) e ainda vem em uma embalagem descartável de plástico. Uia.
Que pentelha, né? Até porque, como eu disse, também não sou nenhum exemplo a ser seguido, portanto isso não é uma crítica, é uma reflexão mesmo.
Pronto, desabafei.
Acho que esse é o primeiro passo, Silvia. Muitos outros virão, até porque o capitalismo não dá trégua e logo as empresas que não enverdecerem perderão consumidores. É uma questão de tempo.
:-)
Deu vontade mesmo.
Ai, até em mim!
Bem que podia, né?
Disponha, Nine!








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