A leitura que transforma*
Foi estimulada por um professor de antropologia que a empregada doméstica Baby Halder começou a escrever sobre sua vida. “Nunca faltei um dia sequer à escola e as pessoas não imaginavam que freqüentemente ia até lá sem ter comido coisa alguma”, conta, em um dos trechos.
A vida de Baby foi pontuada por passagens amargas: foi abandonada pela mãe aos quatro anos; aos 12, obrigada a se casar com um homem agressivo e bem mais velho, do qual se separou mais tarde, carregando o fardo de ser mãe solteira num país conservador. Hoje, Baby é considerada um dos nomes mais promissores da literatura indiana.
Relato direto e pungente da pobreza e da tirania de uma sociedade onde mulheres não têm voz, Uma Vida Menos Ordinária é uma prova do poder transformador da leitura.
*Versão sem cortes de resenha publicada na revista Nova Escola deste mês.
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Hehehe, ponto para a globalização, Emilio.
Abs.
Ah, Ana, faltou deixar o nome do filme! É muito feio deixar jornalista curiosa, hahahahaha!
Basta trocar algumas palavras da letra e adaptar à realidade de cada país e esse trecho da música torna-se absolutamente verdadeiro. Em qualquer lugar pobre e/ou violento do mundo, há inúmeras pessoas talentosas que precisam apeans de oportunidades para demonstrar o seu talento. Eu sei que essa última frase parece um clichê retirado daqueles horrosos e-mails com Powerpoint, mas não não tive inspiração para criar uma frase melhor, rsrsrs.
Hahahahaha, mas é verdade, Junior, nada como uma oportunidade!
Por acaso estou lendo uma biografia de uma mulher que também é bem guerreia. Chama-se Infiel, é a vida de Ayann Hirsi Ale, uma mulher que desafiou o islã. Ela teve seu sexo multilado, e obrigada a se casar com um desconhecido. Inconformada foge e passa a viver exilada. Hoje ela é deputada na Holanda e condenada a morte pelos radicais islâmicos.
Vale muito a pena.
Oba, adoro uma boa indicação!








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