Banner do Barão de Itararé





A leitura que transforma*

Foi estimulada por um professor de antropologia que a empregada doméstica Baby Halder começou a escrever sobre sua vida. “Nunca faltei um dia sequer à escola e as pessoas não imaginavam que freqüentemente ia até lá sem ter comido coisa alguma”, conta, em um dos trechos.

A vida de Baby foi pontuada por passagens amargas: foi abandonada pela mãe aos quatro anos; aos 12, obrigada a se casar com um homem agressivo e bem mais velho, do qual se separou mais tarde, carregando o fardo de ser mãe solteira num país conservador. Hoje, Baby é considerada um dos nomes mais promissores da literatura indiana.

Relato direto e pungente da pobreza e da tirania de uma sociedade onde mulheres não têm voz, Uma Vida Menos Ordinária é uma prova do poder transformador da leitura.

*Versão sem cortes de resenha publicada na revista Nova Escola deste mês.

Categoria: Livros


Posts similares:
Com açúcar e com afeto*
Por aqui tudo bem, baby
Ilustre desconhecido*

(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes e são publicados aqui automaticamente sem intermédio de um censor ou editor. O autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)

Comentário de: Emilio Email · http://estou-sem.blogspot.com
Pra vc ver, eu nem sabia que existia uma literatura indiana (que chegasse até nós aqui).

Hehehe, ponto para a globalização, Emilio.
PermalinkPermalink 19.11.08 @ 00:40


Comentário de: ana maria Email
A produção cultural indiana quase sempre provém de mãos masculinas, donde o livro deve ser muito interessante. Assisti, a tempos atrás, um filme (direção masculina) que abordava uma relação homo entre duas mulheres, por conta de extrema solidão e isolamento no qual viviam. Maravilhoso, feito com muita sensibilidade e bom gosto, sem ser vulgar. Um pequeno retrato do mundo no qual as mulheres indiana vivem confinadas.
Abs.

Ah, Ana, faltou deixar o nome do filme! É muito feio deixar jornalista curiosa, hahahahaha!
PermalinkPermalink 19.11.08 @ 11:55


Comentário de: Junior Email
Em uma música do Rappa, chamada "Brixton, Bronx ou Baixada", o Marcelo Yuka escreveu: "é só regar os lírios do gueto que o Beethoven negro vem prá se mostrar".
Basta trocar algumas palavras da letra e adaptar à realidade de cada país e esse trecho da música torna-se absolutamente verdadeiro. Em qualquer lugar pobre e/ou violento do mundo, há inúmeras pessoas talentosas que precisam apeans de oportunidades para demonstrar o seu talento. Eu sei que essa última frase parece um clichê retirado daqueles horrosos e-mails com Powerpoint, mas não não tive inspiração para criar uma frase melhor, rsrsrs.

Hahahahaha, mas é verdade, Junior, nada como uma oportunidade!
PermalinkPermalink 19.11.08 @ 16:09


Comentário de: Danielle Email
Carol,
Por acaso estou lendo uma biografia de uma mulher que também é bem guerreia. Chama-se Infiel, é a vida de Ayann Hirsi Ale, uma mulher que desafiou o islã. Ela teve seu sexo multilado, e obrigada a se casar com um desconhecido. Inconformada foge e passa a viver exilada. Hoje ela é deputada na Holanda e condenada a morte pelos radicais islâmicos.
Vale muito a pena.

Oba, adoro uma boa indicação!
PermalinkPermalink 19.11.08 @ 22:30


Deixe seu comentário:

Seu endereço de email não será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.

Tags XHTML permitidas: <p, ul, ol, li, dl, dt, dd, address, blockquote, ins, del, span, bdo, br, em, strong, dfn, code, samp, kdb, var, cite, abbr, acronym, q, sub, sup, tt, i, b, big, small>
(Quebras de linha se tornam <br />)
(Set cookies for name, email and url)
(Allow users to contact you through a message form (your email will NOT be displayed.))

Post anterior: Os posts que não vingaram

Próximo post: Catchup e Mostarda

 

O que é Carol Costa?
Busca







Receba por e-mail
 


Guindaste no
Twitter




Translations by
Maubuch

 

[ La Brute - Jogo Online em Flash Grátis ]
PageRank