No tempo da delicadeza*
É como uma suave renda que Carolina Moreyra tece a trama sutil de O Guarda-Chuva do Vovô. Acamado, vovô não come bolo de chocolate, nunca abre a janela do quarto, não quer saber de barulho nem de correria no jardim. E não gosta que mexam em seu guarda-chuva. “Corri para o quarto, mas o vovô não tinha chegado. Perguntei por ele e a vovó sorriu. E seus olhos ficaram pequenininhos.” Se isso não for poesia, não sei o que é.
*Versão sem cortes de resenha publicada na revista Nova Escola.
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