Apague seu rastro ambiental*
Foi uma mãe de Connecticut, Marion Donovan, quem criou o que hoje representa o terceiro item mais comum nos aterros sanitários norte-americanos. Cansada de limpar as roupas sujas de seus bebês, ela costurou em algodão um bom pedaço do plástico da cortina do banheiro. Nascia o protótipo da fralda descartável.
Prática e barata, ela se popularizou rapidamente, a despeito de seu nefasto impacto ambiental — 68 anos depois, ainda é possível encontrar a fralda original de Marion em algum aterro de Connecticut. Ela está lá e ainda estará pelos próximos 432 anos, depois de ter consumido petróleo e madeira e ter gerado dezenas de substâncias tóxicas em sua produção.
É partindo de objetos prosaicos como fraldas descartáveis que John e Teresa Kerry escreveram
Antes que a Terra Acabe. No livro, eles abordam os principais problemas ambientais e o que é possível fazer para frear a devastação em curso. Um alerta para que todos nós pensemos sobre a pegada ambiental que estamos deixando no planeta.
*Versão sem cortes de resenha para a revista Nova Escola.
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Tomara que a gente consiga prolongar a vida aqui neste planetinha azul por muito mais tempo, né, Ricardo? Tomara...
Você tocou no ponto crucial da coisa, Ana. Porque não dá mesmo para sermos radicais: mesmo que seja para o bem do planeta, ser radical mais afasta que aproxima as pessoas da causa Verde. O jeito é começar pelos hábitos que são mais fáceis de mudar e requerem uma logística menos complicada: pensar duas vezes antes de conumir, reutilizar embalagens, reciclar... São medidas simples e de altíssimo impacto ambiental!
Ah, Ana, eu não tenho filhos, mas super te entendo. A gente fica Verde onde dá, né?
Ai, não sei se estou preparada para isso ainda, Mauricéia... Deve ser dureza esfregar na mão uma fralda suja. Isso sem falar no tanto de água que será usada no processo. Acho que o caminho é a indústria das fraldas descartáveis descobrir um material biodegradável que possa substituir o plástico, não acha?
Justamente! Já eu, acho que não serei mãe...
Dois, Emilio. É um dos motivos de eu não querer filhos.
Gentem, como eu sou ingênua... (Esse "mais grosso" foi duro, hein? Hahahahahahaha!)








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