Conectados*
“Tenho 15 anos, deveria estar na escola, ou perdendo a virgindade, enchendo a cara, andando de skate, ou sejá lá o que fazem os garotos da minha idade”, lamenta-se Johnny Online. Mas o jovem e sua amiga Kestrella não podem fazer nada disso porque foram atacados pelo vírus Sinistro, que incorpora aparatos tecnológicos aos corpos das pessoas. A garota tem um celular fundido a sua mão direita e Johnny, bem, ele não tem rosto – onde deveriam estar olhos, boca e nariz, o adolescente tem uma tela de cristal líquido, onde seus pensamentos de pixels aparecem em forma de letras, sons e imagens.
Perseguidos pela Polícia Genética, os híbridos lutam para serem reconhecidos e respeitados num mundo pós-ciberespaço. Narrada por um vaivém de vozes, Híbridos tem todos os ingredientes de um best-seller: perseguições, suspense, fantasia, seres surreais, linguagem rápida.
Com tanto apelo à juventude, é bem provável que acabe indo parar em um download ilegal pela internet.
*Versão sem cortes de resenha publicada neste mês pela revista Nova Escola.
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Pois é, Emilio. Confesso que, a princípio, li bem a contragosto, achei que era uma abordagem meio bobinha da coisa. Mas a narrativa é envolvente e tem pinta de ficção científica, gênero que eu adoro








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