A caixa
Eis uma confissão ecologicamente incorreta: eu adoro embalagens. Tento evitar ao máximo embrulhar coisas para presente ou mesmo trazer para casa os abomináveis saquinhos de supermercado, mas não consigo controlar minha compulsão por caixas. Eu gosto de sentir o estalar de vincos dobrados pela primeira vez. Adoro ouvir o barulho do estilete cortando a fita plástica. Acho um barato descobrir as engenhosas dobras que fizeram simples folhas de papel assumirem os mais inusitados formatos. E sou louca por cheiro de papelão novo.
Tenho dezenas de caixas em casa, o que me rendeu o apelido de “tralhenta”. Caixinhas pequenas guardam bijuterias, miçangas e sachês. Caixas estreitas e compridas dão boas divisórias para pincéis, lápis e canetas. Caixas grandes e rasas ajudam a organizar a bagunça dentro de gavetas, as quadradas e fundas reúnem meus rolos de papel e as redondas viram lindos cachepôs.
Não há nada que um tecido floridinho e um laço de cetim não sejam capazes de fazer para que uma boa caixa volte à vida — e não acabe seu curto ciclo de vida apodrecendo num lixão.
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Eu também não ligo de ter caixinhas secretas dentro de mim. Desde que esteja tudo etiquetado e sem poeira, hehe... Estou louca para ver essa caixinha que você pintou, Nine! Será que esta semana dá certo de a gente se ver?
O meu não pode aumentar mais, não, Carlos, senão, não cabe mais nada aqui em casa...
Bj
Hahahaha, que ótima lembrança, Andréia! Não vou sossegar enquanto não tiver uma caixinha pequenininha onde caiba apenas uma ervilha!
E gatos! Não se esqueça das minhas crianças!
bjs
Hmmm, eu me sinto, sim, Ana, porque não tenho mais lugar para pôr tantas caixas e não consigo me desfazer delas de jeito nenhum!
Adoro caixas e latinhas, tudo meu é dividido nelas, e não jogo fora, sempre reformo. Ah e o apelido de 'tralhenta' eu ganhei numa versão mais carioca: Dona Buginganga =)
Beijos.
Dona Bugiganga é mais simpático, convenhamos...
Eu também adoro! Deviam vender plástico-bolha em farmácia, né, Junior? Curaria muito estressado...
Eu costumo guardar tralha demais em caixas de menos, como se todo o meu quarto fosse uma enorme caixa com a etiqueta "coisas do Michel" colada do lado de fora.
Hahahaha, é um vaso sem furo, para pôr dentro o prato e o vaso com furo (e a planta)! Michel, você é impagável!
E não adianta, os que vem em caixas amarradas com fitas são muito mais charmosos. Adoro!
Duas, Bia. E também já gastei mais na caixa do que no presente, só para dar aquela personalizada com fitas, laçarotes e papel de presente.
Bjs.
Pois é, Ana! Enquanto isso, vou colocando uma dentro da outra, para ver se ganho mais espaço...
Pior é que eu também detesto! Única exceção para as caixas...
Aí aparece o mesmo problema que você tinha com as agendas, na infância. Morro de dó de usar as caixas e estragar! :o)
Beijo
Sério? Das caixas, não tenho dó, não, Tita! Olha só que coisa, né?








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