A cigarra cheia de ci*
Guimarães Rosa (1908-1967) sabia brincar com as palavras como poucos. Em suas obras-primas como Grande Sertão: Veredas ou Corpo de Baile, é possível atestar a habilidade que ele tinha para construir aliterações e neologismos. Em Zôo, o escritor Luiz Raul Machado reúne frases e poemas sobre animais que estavam dispersos na obra de Guimarães.
Até adultos se deleitam com pérolas como “Um leão ruge a plenos trovões”, “A zebra se coça contra uma árvore, tão de leve, que nem uma listra se apaga”, “Um pingüim: em pé, em paz, em pose” e “O caramujo no seu ujo, e o caranguejo, ejo”. O resultado, habilmente traduzido em um livro-objeto pelo ilustrador Roger Mello, não poderia ser mais feliz.
*Versão sem cortes de resenha para a edição de setembro da revista Nova Escola.
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Muito legal.
É do Guimarães Rosa também, Emilio! Bom, né?









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