Dez infantis para qualquer idade
Quanto mais o mercado editorial se sofistica, mas sem sentido fica a classificação dos livros em “infantis” ou “juvenis”. Aproveitando a semana da Bienal, aqui vão dez ótimas leituras para crianças e adultos.
A Árvore Generosa
Shel Silverstein, ed. Cosac Naify
Linda história sobre o amor de uma árvore por um menino. O traço simples do autor — um artista plástico bem premiado — dá um tom leve e divertido à trama cheia de lirismo.
The Arrival
Shaun Tan, ed. Arthur A. Levine Books
Não, você não leu errado: eu estou MESMO indicando um livro em inglês. Mas só o título precisa de tradução, uma vez que se trata de um livro-conceito, sem palavras. É um dos trabalhos mais belos que já vi na literatura infantil.
O Homem que Amava Caixas
Stephen Michael King, ed. Brinque-Book
Outra obra premiadíssima, trata da história de um pai que não consegue dizer para seu filho o quanto o ama. Então, resolve fazê-lo de uma maneira bem incomum.
Livro das Perguntas
Pablo Neruda e Isidro Ferrer, ed. Cosac Naify
Qualquer coisa que eu diga vai ser redundância do que já escrevi. É dos poucos infantis que eu recomendaria muito mais para adultos do que para crianças. Se bem que elas andam tão espertinhas hoje em dia, né?
O Matador
Wander Piroli, ed. Leitura
Ótima iniciação para quem não conhece o texto deste ótimo mineiro, que rompeu barreiras na literatura infantil. Difícil qualquer um que tenha subido em árvores não se identificar com o doído personagem principal.
Modelo Vivo, Natureza Morta
Gonzalo Cárcamo, Ed. Paulus
Também sem palavras, é meu livro preferido desse brilhante aquarelista. Adoro a história paralela que se desenrola na lateral das páginas. É para deixar irritados pequenos e grandes militantes da natureza.
Olivia
Ian Falconer, ed. Globo
Só Deus sabe porque a editora ainda não publicou os outros números da série, que só cresce nos Estados Unidos. Lá, a hilária porquinha é tema de calendários, cartões e outros acessórios colecionáveis.
O Pequeno Nicolau
Sempé e Goscinny, ed. Martins Fontes
Um clássico com a leveza que só os franceses têm. Eu amo a naturalidade que Goscinny consegue dar às falas das crianças. E o que dizer dos desenhos de Sempé? Leia toda a série.
Princesas Esquecidas ou Desconhecidas
Philippe Lechermeier e Rébecca Dautremer, ed. Salamandra
Dificilmente um livro infantil consegue aliar um texto criativo e inteligente com ilustrações sofisticadas e graciosas. Ainda que o texto não seja mérito dela, Rébecca é O Cara. Dá vontade de arrancar as páginas e emoldurá-las.
A Senhora Méier e o Melro
Wolf Erlbruch, ed. Companhia das Letrinhas
A cena da Senhora Méier sentada sobre um galho, tentando ensinar o filhote de melro a voar tem um lugar especial na minha memória. Se gostar, compre tudo o que encontrar pela frente do Wolf. Não à toa ele ganhou o Oscar de ilustração infantil.
PS: Ainda esta semana, os dez juvenis para qualquer idade e os dez ilustradores infantis que você não pode perder.
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Para encantar a criança que há em você*
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Eu só sou um leitor hoje graças aos quadrinhos, porque se dependesse daqueles livros...
Tocou num assunto importante, Emilio. Também li muuuuuuita porcaria na escola. Felizmente, encontrei professores que conheciam boas obras além dos onipresentes (e ótimos, claro) Ziraldo, Ana Maria Machado e Ruth Rocha... Dei sorte.
Você vai se esbaldar, Lu!
Essa moçada está cada vez mais precoce, Ingrith! Depois me conta se ela gostou?
Beijos encantados e felizes!
Na mesma linha, tem A Velhinha que Dava Nome às Coisas, Mauriceia. Já leu? É quase um livro irmão do Homem que Amava Caixas.
Nine, escreva para o Marcelo, do Cidadão Vet. Ele é ótimo!
Estou linkando vc no meu blog para q outras pessoas tb possam vir no seu (elas podem, nao podem?) e quem sabe vc linka o meu tb?
Bjos! Cuide-se!!!
Hahahaha, elas podem, claro! Obrigada!
Ôba! Depois me diz qual você gostou mais?
Me conta depois de qual deles você mais gostou, Amarilis?
Passei aqui pra reclamar! O Carol! Cadê você? Tenho uma receita ótima de bolo de gelatina pra você levar nos vizinhos!
Mamãe manda avisar que tem uma de bolo de abobrinha com chocolate que derrete qualquer vegetariano!
Beijocas
Cadê o bolo de gelatina??? Justo agora que estou escrevendo sobre Comidinhas, preciso de muitas receitas. Manda, Lú!
Olha só, acabo de comentar na sua coluna em um post sobre biblioteca e percebo que não li nenhum desses livros que vc citou.
hora de voltar as prateleiras!
Boa diversão, Bia!
Favor acessar o Voadeira. JÁ!
rsrsrsrs
Beijocas
Êba!!!
Hehehe, essa Nine é maluquinha...
Acho que as duas cosias, Renivaldo: a molecada já não gosta mais de filminhos com gente cantando (nem de livros escritos em linguagem tatibitati) e os adultos estão cada vez mais criançudos, vide esta blogueira que vos escreve!
Que delícia! Tem uma porção, Jheny: já conhece a porquinha Olivia?
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