Papelão
– Você está fuçando na minha lixeira?!?
– Ah, er... oi! Tudo bem?
– O que você está escondendo aí atrás?
– Não é nada... São só uns papéis.
– Que papéis? Ei, essas coisas são minhas!
– Você tinha jogado no lixo. Achei que não ia usar mais...
– Mas é o MEU lixo!
– Desculpe. Eu vi todas essas folhas brancas e não resisti. Tem umas cem, sabia? Dá para todos nós imprimirmos por umas duas semanas...
– Benzinho, sei que você é nova por aqui, então vou te contar uma coisa: a empresa já tem um programa de reciclagem. Não precisa ficar remexendo no lixo dos outros.
– Não precisaria mesmo, se você usasse os dois lados do papel. Ou você não sabia que as folhas só devem ir para a reciclagem depois de totalmente usadas? Puxa, e pensar que você trabalha aqui há tanto tempo...
– Eu não vou ficar usando papel sujo para imprimir documentos!
– Sujo? Eles parecem bem branquinhos.
– Mas já foram usados! Como vou entregar uma folha assim para a chefia?
– Não precisa. Basta colocar ao lado da impressora. Tá vendo aquela pilha ali? Quando precisar imprimir em papel “limpo”, tem outra pilha do lado.
– Eu não fiz faculdade para virar catadora de lixo!
– É por isso que eu estou mexendo na sua lixeira. Mas, se isso for um incômodo, você mesma pode separar os papéis usados e me dar quando tiver bastante.
– Sei. SE eu lembrar, eu faço.
– Tudo bem. Quando você esquecer, eu faço por nós duas.
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No mínimo ela liga a mangueira pra molhar as plantas e larga aberta porque 'água é pra isso mesmo'.
Beijoca.
Bem por aí, Aline. Tenho pensado muito em como ser verde sem encher o saco de ninguém. Era um bolo tão grande de papel branco que não consegui não fazer nada. Mas ter sido pêga no flagra fez com que eu me sentisse uma espiã, uma ladra ou coisa assim. No fim das contas, acho que não se pode confiar em alguém que milita em silêncio.
Hehehe, de fato, ela não gostou nada. Mas se conteve: fez uma careta e me deu as costas.
Sabia que podia ser realidade e não ficção seu texto. E sabia também que a "espiã" cata-lixo poderia muito bem ser você. :-D
Eu tenho uma grande irritação com email impresso. Eu fico semanas com folhas de papel impressas de um só lado esperando uma oportunidade de imprimir no outro lado, mas sou um péssimo impressor. Quase nunca imprimo nada. O jeito é usar o verso para colocar meus lápis em atividade. ;-)
Hahaha, Nelson, acontece a mesma coisa comigo! Eu trago pilhas e mais pilhas de papel usado para casa, mas mesmo aqui quase não imprimo! Preciso arranjar um jeito de usá-las, porque não tenho coragem de mandar para a reciclagem quando ainda estão com um lado sem uso...
Infelizmente, Emilio. Infelizmente...
Faz muito bem, Nine. Mas, mesmo assim, eu procuro militar bem quietinha. Nada do que eu possa dizer será mais eficiente do que meu exemplo.
Sou um pato treinado, pensa o quê?
Dureza, né?
Se tem gente que não faz deveria ao menos ser grata com quem se disponibiliza a preservar o meio ambiente.
Gente folgada do caramba!!
Hahaha, bateu revolta, Tita?
Reparou como é dificíl mudar velhos hábitos!
É uma dureza, Ana! E quando passo em frente a uma casa e tem uma senhora lavando a calçada com mangueira? Quero morrer! Comquipode, né?
Afemaria! Quando a gente pensa que a coisa chegou no fundo do poço...
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