O erro
– Aqui é o almoxarifado?
– É.
– Puxa, que difícil de encontrar! Ninguém sabia me dizer onde ficava...
– É que as pessoas não costumam muito vir aqui. Elas fazem os pedidos por e-mail.
– Hmm, eu sei. Mas eu não tenho e-mail da empresa, nem chapa, nem login, nem o caralhaquatro que vocês querem que conste do pedido.
– Você é funcionária?
– Sou, mas não sou registrada.
– Então, não posso te ajudar. Vou precisar de tudo aquilo para tirar o pedido.
– Nunca imaginei que seria assim tão difícil conseguir um vidrinho de liquid paper...
– De quê?
– Liquid paper.
– ...
– Corretivo? Branquinho?
– Pra quê você quer isso?
– Para apagar uns erros que fiz no layout de uma página da revista. Eu gosto de desenhá-las pessoalmente antes de passar para a diagramação, sabe?
– É pegadinha, né?
– ?
– Pra quê corretivo se você pode dar Control Z e apagar o que fez?
– Quanto anos você tem?
– Dezoito.
– Veja bem, meu jovem padawan. Quando a Galáxia ainda não estava sob o império do Lado Negro da Força, as pessoas usavam uns bastões de madeira para se comunicar por escrito. Elas faziam riscos num negócio chamado fo-lha-de-pa-pel, uma coisa meio rudimentar que nem chip tinha. E, quando erravam algum risco, usavam uma barra de látex para fazer correções. Aí, inventaram um troço de plástico oco que solta tinta, o que foi muito bom para as árvores, mas péssimo para as pessoas, porque não dava para apagar os erros. Então, criaram um líquido branco que, passado sobre o risco, fica da cor do papel e oculta o erro. E você ainda pode escrever por cima da rasura, olha só que coisa mais mudérna! Essa verdadeira inovação recebeu o nome de...
– Tecla delete. Fica no lado direito do seu teclado, bem no alto. Passar bem.
PS: Este post foi escrito em homenagem ao Nelson, que também é fã dessa coisa arcaica chamada lápis.
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E olha que lambuzei muita prova com esse treco branco, tinha uns genéricos que demoravam uma eternidade pra secar, e eu, na pressa da prova, escrevia por cima com o negócio meio molhado mesmo. Ficava uma maravilha aquele treco, hauhauhau.
Espero que tenha melhorado da gripe, Carol.
Ficava uma peloteira danada quando a gente escrevia antes de secar direito... Tô melhor, sim, Emilio, obrigada!
Sou só fã dessa coisa arcaica e insubstituível chamada lápis não, sou fã do seu diálogo também. Acho que já falei isso aqui nesse cantinho dos comentaristas.
Obrigado pela homenagem, mesmo me chamando de velho. :-D Quem ainda usa lápis para escrever? Só quem é contemporâneo deles. :-P
Tô só brincando heim!
Então somos dois velhinhos, Nelson. Porque eu amo lápis, borracha, apontador, folha de almaço... Obrigada pelo elogio!
Nem me fale, Má. Ao menos, não foi em público.
Pobre caneta, Nine! Ela ainda está na UTI?
Eu ainda uso corretivo e não sabia q ele estava tão "fora de moda" rs
Pois é, menina! Apontador, então, nem se fala, é coisa de museu!
Quem diria, hein! O pior de tudo é que essas coisas podem bem acontecer, mesmo... outro dia fiz um pedido de grafite aqui e demorou dois (2!) meses para chegar. Se eu soubesse, ia até a kalinga aqui do lado e pegava valinho... coisa mais difícil...
Beijos, Carol, melhoras!
Afe, vai ver, resolveram criar o grafite, esperar que ele ficasse grande o bastante para desmamar e deixá-lo crescer forte e saudável antes de levá-lo até você. Pior é que, daqui a pouco, ninguém mais vai escrever à mão. Eu mesma já estou desacostumando!
Já pensou? e ainda vai ter de ensiná-los que "não" não leva "u" nem "m"...
POr incrível que pareça eu nem lembrava mais como fazer uma letra bonita, redondinha...
Beijos
Adoro o seu blog.
Menina, nem eu! E olha que sou jornalista, preciso tomar notas de entrevistas e tudo. Mas fui mandar uma carta para minha irmã e quase escrevo tudo em letra de forma, mesmo, de tão feia que estava minha letra cursiva! Que dó, né? (Ei, obrigada por esse "adoro"!)
Abs.
Ai, Ana, não fale assim que eu choro! Eu ainda tenho guardados meus diários de adolescente, acredita? Não consigo jogá-los fora de jeito nenhum...
Um exemplo: elementry penguin , singing Hare Krishna, climbing up The Eiffel Tower.
Sitting in a corn flake, waiting for the van to come ..........justlikeapigsintheskyandtothedeepoftheuniverse'soceans.doyouagree?(JL & McC).
Ai, Ricardo, dá para apertar a tecla SAP?
Eu sou muito antiga, adoro papel. Quando tenho que estudar (desculpa se insisto nesse assunto, mas é soh o que eu faço ultimamente)eu imprimo os textos que consegui na internet e grifo tudo com a lapiseira...
Saudade...
Bjo
E cheiro de papel, então? Não tem nada mais gostoso do que cheiro de bloco de papel, basta dar uma folheada para sentir. É, eu também sou antiga, Tati...
E, fala a verdade, quem nunca ouviu que Liquid Paper dá uma ondinha?
(obs: que raiva este formulário não aceitar meu endereço .com.br! Custa caro!)
Juuuuura?!? Essa é nova para mim. Chá de liquid paper apaga a memória? (Que formulário cretino! Vou pôr aqui, só de birra, ó: http://aperteoalt.com.br)
Você passa o Li-qui-d Pa-per, e ele fica aspero, em relevo, então é só pegar a parte de baixo(bundinha)dele, e esfregar em cima, pronto, fica lisinho.
Se isso não for novidade Carol, ao menos minta dizendo que achou um máximo!hehe
Guindejinhos!
Wow, isso é que é dica quente! Liquid paper detonado!
Viva o lápis, caneta, borracha, erros de português e aquela letra feia!!
Abração.
Ana
Amém, Ana! (Especialmente pra essa coisa de letra feia... a minha é pavorosa!)
Os textos de diálogo são os melhores!
Obrigada, Ká, mas o mérito não é meu, é do espertinho do rapaz do almoxarifado!
Ai, mimeógrafo, que saudades! Minhas primeiras alucinações de infância!
Então fiquei pensando, como poderei estar lá, sem ir para lá.
E tive uma idéia!
Por favor alguma alma caridosa que irá participar da copa, imprima e leve meu rosto coladinho em uma cartolina redonda, daquelas que parecem ser um rostinho de verdade, ou ao menos meu nome.
Guindejos
Hahahahahahaha, achei que você ia pedir pra gente gravar ou fazer uma Copa em vídeoconferência...
Fala sério. Esse mocinho do almoxarifado, com certeza, tentaria o suicídio. Ia se "deletar".
RSrsr
Isso é relíquia, menina! Tem que tratar com todo o carinho do mundo. E ainda faz aquele tléc, tléc gostosinho, música para os ouvidos dessa jornalista aqui!
Ô se tem! Café e broinha de milho, acabou de sair do forno!
Você falou de apontador. Essa é a pior parte da prática de usar lápis. Não existem apontadores decentes. Esses pequenininhos não fazem ponta direito. Eu tenho um sonho de comprar um daqueles de mesa, elétrico. Mas pasme, custam cento e tantos reais, o mesmo preço de alguns PDAs que fazem mil coisas.
Mas um dia ainda terei um apontador elétrico de mesa. ;-)
Bjs,
Rapaz, eu não sabia que um apontador elétrico custava assim tão caro! Tinha a maior pinta de ser um daqueles cacarecos chineses que custam uma merreca! Que puxa... Mas eu adoro apontar lápis com estilete, então, não tenho do que reclamar.
Carol, sabe que eu já quis ser jornalista, até prestei vestiba mas não passei, aí a vontade meio que passou... Agora em Janeiro, vou tentar de novo, mas para Museologia!!! Amo as coisas que tu escreve, dou gargalhadas sozinha, e reflito muito também (quando o assunto exige). Mas confesso que gosto mais dos devaneios intergalácticos!!! Beijo no coração!
Borracha de tutti-fruti foi golpe baixo, Nine! Eu adorava o cheirinho delas! Meu tênis Bubblergumy cheirava assim... Quanto a ser jornalista, tea sempre em tempo, uai!









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