Blam!
– Me deixa em paz!
Blam. Nhéc.
– Pára já com isso!
– Sai do meu quarto, sua louca!!!
Blam. Nhéc.
– NÃO GRITE COM A SUA MÃE!
– EU GRITO SE EU QUISEEEER!!! EU NÃO TE AGUENTO MAIS!!!
Blam.
É só eu deitar na cama para que minha mente seja tomada por impulsos assassinos. O show começa sempre por volta da meia-noite, e só acaba depois de três portas batidas. É um padrão. Eu contei.
“Eu vou embora dessa casa”, bradou a adolescente, minutos antes da terceira batida de porta. Santodeus, quem está impedindo a menina? Será que ela precisa de ajuda para colocar a trouxinha no cabo de vassoura? Pelo menos, serei mais útil lá em cima do que deitada na cama, tentando, em vão, pegar no sono.
As discussões da síndica (sín-di-ca, comquipode?) com a filha adolescente sempre abordam temas nobres. Sexta passada, os decibéis aumentaram no andar de cima porque a menina não lavou a louça. Nem Monty Python faria melhor:
– Você não lavou a louca!
– E daí?
– E daí o quê?
– E daí que eu não lavei?
– Era pra você lavar!
– Não era!
– Era!
– NÃO ERA!!!
– PÁRE DE GRITAR, NÓS TEMOS VIZINHOS!
Eu costumo me emocionar com essa última frase. Afinal, é sempre bom checar se a platéia está confortável e se consegue acompanhar bem a trama.
Como não vou pro céu, estou estudando uma abordagem direta do caso. Uma opção é chamar cinqüenta amigos e, quando a briga estiver no auge, gritar: “Pula! Pula! Pula!”. Ou escrever “I see death people” numa bexiga com hélio e ir subindo o balão até que ele possa ser visto claramente pelas animadas moradoras do andar de cima.
Já tentei cutucar o teto com uma vassoura, mas o resultado foi que elas aumentaram ainda mais o volume. Faltou só descer uma das duas e me pedir para parar com o barulho porque elas não estavam conseguindo ouvir seus insultos.
BLAM.
PS: Hoje começa a segunda Experiência Bons Fluidos, desta vez, sobre o mundo do circo. Confira a palhaçada por lá!
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Hahahahahaha, adorei as sugestões, Nine! Mas, por via das dúvidas, acho que vou pegar o telefone do seu terapeuta... Se elas não forem, vou eu!
Criei um blog para o Quinta da Canta e tomei a liberdade de colocar o seu na minha lista de link.
Ia me esquecendo. O endereço do blog é:
notasdoquintadacanta.blogspot.com
Bjs.
SL
Ai, que delícia seu blog, Sergio! Não vejo a hora de comer no Quinta de novo... E obrigada pelo link do Guindaste!
SL
Hehe, e como! Ainda bem que o Quinta não entrou nessa onda de quanto mais rápido, melhor!
Nem me fale! Estou fazendo uma fezinha pra ver se elas se mudam, porque o prédio todo odeia a síndica que tem e não consegue depô-la.
Estou de volta!
Nada me deixa mais feliz do que morar em casa. Os vizinhos não me incomodam, eu não incomodo eles (eu acho). Devido aos meus horários um pouco, digamos, extensos, mal os vejo. O que na minha concepção é ótimo, porque não há nada mais desagradável do que você conhecer uma pessoa, gostar dela e não ter tempo para dar a atenção adequada. Pelo menos não padeço dessa angústia.
Mas concordo com a Nine, dá o cartão do terapeuta. MAs gostei da idéia do "pula,pula", mas cuidado, vai que ela se anima e joga a mãe? Cruzes...
Beijocas e bom dia a todos
Ô, Lú, não esnoba! Eu sou uma piracicabana doída de saudades de ter quintal... Pérai, a filha jogar a mãe émais vantagem que a mãe jogar a filha, não? Eu sou má.
Boa, Emilio! Vou começar a cobrar ingresso.
Rsrsrsr
Fui testemunha da aula de sapateado que a síndica mais a filha adolescente fazem.
Vou fazer um cartãozinho Cá, aí vc coloca delicadamente por debaixo da porta delas, ok?
Fechado! Mas quero comissão, hein?
Hehehe, valeu, Ulisses!
"Mr. Paul Korusa ,we just can believe in flying sources or not ?
Mr. Paul : We just can't believe in anything about that we've heard it. Now , excuseme but I need to go my way " .zzzzzzzzzzzzzzaaaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrrrppppppppp, to the deep of the universe ( J. Hendrix )
Santodeus, Ricardo, o que você andou bebendo?!?
Uhm... acho que já tenho mais um assunto a tratar com meu terapeuta!
_
Hahaha, genial a sua mãe, Renato!
A briga só começa quando a divida não é paga. Falando nisso vou no 307 pegar minhas roupas(Gulp!). haha
Por aqui também, Tiago, mas sempre peço para minhas vizinhas de andar, que são umas fofas. É para elas que vão os primeiros pedaços de bolo, tão logo saem do forno.
Comprei até pantufa pra minha vizinha, e nada de acabar com o "toc, toc" de madrugada, além dos acessos de faxineira as 2h da manhã. Fala sério!!! Mas essa semana parece que meus problemas acabaram... Graças ao bom Pai, eles se mudaram!!! (uhuuuu)
Beijo pra ti! Bom findi!
Sabe que essa história de pantufa é uma boa? Vou tentar, quem sabe, né?
Hahahahaha, o "iééééééé" é imprescindível!
É pra ler de trás pra frente ou algo assim, Ricardo? Boiei legal...
Jisuis, Ricardo, eu tenho medo de você...
Siiim, meus amigos. A menina de quinze anos se mandou pro outro lado do país, sozinha. Como?? Não sei. Mas foi.
Mas voltou agora... alguns quilos mais gordinha e com uma mecha loira na franja (!).
Não sei se Manaus fez bem a ela...
Essa menina é maluquinha, hein? Fazer a trouxinha (em toalha quadriculada de vermelho e branco, que fique claro) sempre foi meu desejo secreto de infância... Mas eu nunca levei adiante, claro, como que eu ia ficar longe da comida deliciosa da minha mãe? Do tetê antes de dormir? Do meu naninho? Aí, eu mudava de idéia rapidinho e ia brincar com meus pôneis.








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