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Como ficar verde em 30 Dias - 3*

MUDANÇA 7: Reutilizar água da máquina de lavar
A escassez de água potável já é uma realidade para 1,7 bilhão de pessoas no mundo. Na realização das tarefas cotidianas, cada um de nós gastamos 300 litros de água por dia – só num ciclo normal da máquina de lavar, vão 145 litros. Trata-se de um volume descomunal se levarmos em consideração que a água doce, que abastece da torneira à privada, representa menos de 2,5% de toda a água do planeta. Já pensou se falta quando você está com o cabelo cheio de xampu?
Grau de dificuldade: Médio, mas é preciso ficar pajeando a máquina de lavar.
O que aprendi: Dá para aproveitar a água de dois enxágües. O primeiro, com sabão, serve para lavar o chão e o banheiro. Para aproveitar o segundo enxágüe nas plantas, é preciso abolir o amaciante. Fora aquele cheirinho gostoso, senti pouca diferença nas roupas.
Isso eu faria diferente: Compraria mais baldes para captar a água da máquina. Eles enchem muito rápido.

MUDANÇA 8: Consumir menos
Miudezas de lojas de R$ 1,99, artigos de papelaria, guloseimas, roupas, acessórios, brinquedinhos tecnológicos: não importa o que está em exposição, a verdade é que vitrines são mesmo uma tentação. Muitas vezes saí de casa sem a menor intenção de consumir e acabei com o nariz grudado no vidro de uma loja. Consumir menos está intimamente ligado a desperdiçar menos e produzir uma quantidade menor de lixo. O impacto no meio ambiente – e na sua conta bancária – é imediato.
Grau de dificuldade: Médio, mas mais fácil para quem está numa fase duranga.
O que aprendi: Os marqueteiros são mesmo bons nessa coisa de despertar desejos...
Isso eu faria diferente: Se ir ao shopping para você é cair em desgraça financeira, deixe os cartões de crédito e débito em casa e saia com uma folha de cheque.

MUDANÇA 9: Não comer carne
Maiores responsáveis pelo desmatamento de florestas e regiões de mata nativa, as áreas de pasto vêm crescendo no mundo todo. Nas granjas, os dejetos das aves contaminam o solo e as águas com altos níveis de nitrogênio, fósforo, zinco e cobre. Quanto aos peixes e frutos do mar, o problema é outro: a pesca predatória, a poluição e as mudanças climáticas vêm destruindo sua capacidade de renovação. O Programa da Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente calcula que, nos próximos 30 ou 40 anos, a fauna marinha esteja praticamente extinta.
Grau de dificuldade: Difícil, ainda mais para carnívoros assumidos como eu.
O que aprendi: Na primeira semana, suava frio cada vez que passava perto de uma grelha. Descobri que a culinária indiana é rica em pratos com legumes e vegetais e mesmo os restaurantes que não são vegetarianos fazem bons pratos sem carne — basta pedir com jeitinho.
Isso eu faria diferente: Faria a mudança gradativamente e tomaria suplemento de vitamina B12: encontrada apenas nas carnes vermelhas, ela impede a anemia.

MUDANÇA 10: Deixar o carro em casa
A proposta era simplesmente não tirar o carro de casa, mas eu tinha de inventar moda e fui logo me atirando na rua em cima de uma montain bike emprestada, de marchas meio emperradas. A cada quarteirão, um novo motivo para entrar em pânico: uma hora é a subida íngreme, na outra, um carro que dá uma fechada brusca, um ônibus que buzina, um cachorro que late. Depois da segunda vez, me senti expert no assunto e já sabia até subir na guia sem descer da bicicleta.
Grau de dificuldade: Difícil para quem vive longe do trabalho – ou em um bairro cheios de ladeiras.
O que aprendi: São Paulo é mesmo cruel com os ciclistas: os motoristas não nos respeitam quando estamos na rua, os pedestres olham feio quando subimos na calçada. Andar a pé, de ônibus ou de carona é uma boa saída para quem não quer pedalar.
Isso eu faria diferente: Usaria uma bicicleta mais adequada ao transporte urbano e não uma montain bike, que se sai melhor em trilhas de terra. E faria um condicionamento físico mínimo uma semana antes, porque empurrar a magrela na ladeira é vexame.

*Última parte da versão original do texto publicado este mês na Bons Fluidos, com base no blog Experiência Bons Fluidos, mantido por 60 dias no site da revista. Leia as outras partes aqui e aqui.



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Comentário de: nine Email
OI Carol!Fiz essa experiencia de sair sem cartao de crédito e débito esse mes,nem talao de cheques,so moneys!Achei dificilimo,mas muito bom para o bolso.Nao comprei nem um livro(so reli os meus),so ontem 1 com din para a Vic(ah,de novo,nada de Adriana falcao,na saraiva do shopping paulista..),nem roupas ,so comida,contas e cinemas ,ah!ta bom,bar e restau...nao ser consumista é terrivel ,até as vendedoras ficam feito diabinhos:_ parcela no cartao!
Parece até criança,que acha que mesmo sem dinheiro,é so usar o visa!bjs

É sofrido, né? Porque tudo à nossa volta estimula o consumo: é shopping, loja, banca, restaurante, cinema, teatro, show... (Compra Luna Clara & Apolo Onze via net, Nine, é mais tranquilo, chega na sua casa rapidinho e ainda conta pontos pro Guindaste!).
PermalinkPermalink 30.06.08 @ 16:45


Comentário de: Aloisio Milani Email · http://aloisiomilani.wordpress.com
Carol, esses dias estava conversando com um amigo meu sobre sustentabilidade. O papo surgiu após ver o vídeo "A história das coisas". A tese mais alarmante é que, se defendermos a igualdade do mesmo nível de consumo para todos na Terra, iríamos precisar de mais seis planetas para dar conta da demanda. E ficamos pensando que no futuro próximo, o Brasil terá que entrar na onda da legislação sobre a vida das pessoas, ou estamos fadados à destruição. Haverá necessidade de tanques de compostagem nos condomínios, pq os aterros não terão mais capacidade. Haverá mais poluição mantendo um carro antigo ou comprando um novo que demanda mais produção de aço, energia e fibras sintéricas? Enfim, mil coisas. Bem legais suas propostas por aqui. Bom para lembrar que esse futuro já está aqui no nosso nariz!

Tanques de compostagem em condomínios? Ai, jisuis, será que até lá já aprendi a domesticar as drosófilas?
PermalinkPermalink 30.06.08 @ 20:24


Comentário de: Emilio Email · http://estou-sem.blogspot.com
Me desculpe, Carol, mas da minha carninha eu não abro mão.

Sinceramente eu acho que sem carne, não vale a pena viver neste planetinha. ;)

Hehe, eu entendo perfeitamente, Emilio!
PermalinkPermalink 30.06.08 @ 21:58


Comentário de: ana maria Email
O grande lance será transformar as experiências em hábitos, em grande escala, o que acho muito difícil porque hábitos são arraigados demais, especialmente os predadores, pra abrirmos mão, assim, sem mais... só quando a água (poluída) bater no traseiro, aí vamos aprender a nadar, senão..´
Às vezes tenho a impressão de que Marte fomos nós, ontem...
Bjs.

Nossa, nunca pensei nisso, Ana, mas faz todo sentido. Que medo da gente!
PermalinkPermalink 03.07.08 @ 14:07


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