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Idéias frescas da melhor qualidade

“Antigamente, as sardinhas britavam com a maior facilidade em árvores, as sardinheiras.” O que dizer de um livro que começa assim? Eu adoro o non sense. E amo ainda mais quando um autor se atreve a usá-lo na literatura infantil, como faz Delphine Perret em O Povo das Sardinhas. As ilustrações são simples, mas o argumento é divertidíssimo e o acabamento, genial: o pequeno livro vem com uma segunda capa retirável, “enlatado à mão no ateliê da Cosac Naify”. Ainda traz os dizeres “consumir de preferência: numa poltrona”.

Non sense também é o hilário Voa, Passarinho!, de John Yeoman e Quentin Blake, cuja história começa ”no tempo em que os passarinhos andavam por tudo o que é lugar”. A família Pena, quatro humanos que viviam numa cidadezinha cheia de pássaros, tinham de lidar com todas as implicações de ter as ruas congestionadas pelas aves — afinal, elas não sabiam voar. Para se livrar dos bichos que entravam em tudo quanto é lugar, os Pena resolvem fazer um varal, onde vão empoleirando, um a um, periquitos, garças, corujas, águias e outros bíbedes alados e obtusos. O desfecho é de rolar de rir.

Mas confesso: morro de inveja. O que eu não daria por um argumento non sense desses, afe!

Categoria: Livros, Crianças


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Comentário de: Renato Alt Email · http://www.aperteoalt.blogspot.com
Concordo, Carol, nada mais delicioso do que ler algo que quebre essa nossa rotina de palavras que devem obedecer regras, neste nosso mundo que insiste em tornar-nos todos uma ciência exata.

Falo isso empunhando meu Praticamente Inofensiva, último volume (ou não) da saga O Guia do Mochileiro das Galáxias. Começa com um magistral "A história da galáxia ficou meio confusa por vários motivos: em parte porque aqueles que tentavam acompanhá-la ficaram meio confusos, mas também porque coisas incrivelmente confusas aconteceram de fato."

Maravilhoso, né?

Beijos.

_

Ah, Renato, somos fãs da mesma saga! Tenho a coleção todado Guia do Mochileiro das Galáxias. Não é genial a briga do nosso distinto britânico com a máquina de fazer café? Dou risada até hoje quando lembro. O que eu não daria para jantar no restaurante no fim do universo...
PermalinkPermalink 08.06.08 @ 23:35


Comentário de: Ma Email · http://maroma.wordpress.com
Que bom que ainda existe literatura infantil inteligente por aqui!

É a caixa de comentários mais inteligente e divertida de toda a blogosfera guindastiana!
PermalinkPermalink 09.06.08 @ 00:51


Comentário de: nine Email
Bom dia Carol!ah depois do vinho de curral,como voce diz que nao inventa argumentos non sense?!!E a "comu" aqui perdeu seu momento "Scarlet O"Hara",(eu vi lalalala..),que nao foi sem sentido mas criativo.Ando precisando é de dicas de livros para meninas de 11 anos,quase 12,mas a estoria de passaros dominando a cidade me agrada vou espiar na proxima livraria ..bjs

Nem nos meus sonhos mais loucos em pensaria em criar um vinho de quatrocentas pilas com cheiro de curral, Nine! Quanto a meu momento Scarlet, é segredo entre nós, hein? Compra o Luna Clara & Apolo Onze pra sua Vic. É lindo, divertido e altamente chorável. Botei hoje a resenha dele no Guindaste.
PermalinkPermalink 09.06.08 @ 07:53


Comentário de: Emilio Email · http://estou-sem.blogspot.com
Eu tb adoro o non-sense.

Mas como tudo na vida, o non sense depende tb de quem vê. Aposto que muita gente que viu os posts da experiência bons fluidos achou tudo aquilo non sense.

=P

Hahahahahahaha, eu estou até agora tentando entender o sentido de andar de bicicleta nesse monte de ladeiras de São Paulo...
PermalinkPermalink 09.06.08 @ 08:18


Comentário de: Luciana Carneiro Email
Dia, Povo!

Carol, tenho que concordar com o emílio. Coloquei alguns dos posts da experiência no quadro aqui da empresa e várias pessoas acharam que era brincadeira, principalmente a parte de deixar de comer carne. Alguns até acharam bincadeira de mau-gosto!

Eu, por mim, não como carne vermelha a 17 anos, por influência de uma excelente nutricionais. MAs ela não recomendou que eu parasse totalmente com o frango e o peixe, então continuo, mas só um pouquinho!

Beijocas

Você colocou os posts da Experiência no quadro da sua empresa?!? (Queixo caindo lentamente)
PermalinkPermalink 09.06.08 @ 11:25


Comentário de: denise Email · http://drang.org
Carol, eu fico me perguntando porque a ditadura do vestibular ainda impera. Claro que temos de ler os clássicos e estimular nossos alunos e filhos à leitura deles, mas, a diversidade precisa ser estimulada também. Vou ver as dicas que trazes e, quem sabe, não é assunto para uma roda de leitura, hein?
beijo, menina

Graaaande Denise! Fez bem em lembrar dos clássicos obrigatórios do vestibular. Como alguém pode gostar de ler algo que lhe é imposto, né?
PermalinkPermalink 09.06.08 @ 16:59


Comentário de: lilica Email
Os posts aqui andam bem passarinhados, não???
"Passarinho, que som é esse?
Quem sabe o nome dele?"

Hehe, faz tempo que você não faz trilhas sonoras para os posts...
PermalinkPermalink 12.06.08 @ 22:30


Comentário de: RICARDO Email
Penso que se formos tentar atestar os diversos mistérios insondáveis do mais profundo de nossas mentes , que em verdade são desconhecidos , como afirmou Stephen Hawkings em uma de suas palestras,acredito que os pilares em "V" não podem ser sustentados por superegos crassos, mas talvez por egos mais flexíveis, em profunda transcórdia com o Universo hegemônico.

Santodeus, Ricardo! "Transcórdia com o Universo hegemônico"?!? O que raios você quis dizer?
PermalinkPermalink 19.06.08 @ 20:20


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