Festa no apê
Primeiro, apareceu um pozinho em cima da mesa, aquele sinal inconfundível de cupim à vista. Como os grãozinhos estivessem do lado de uma janela de alumínio, olhei a mesa atentamente em busca de furos. Nada. Passei um pano e fui dormir.
No dia seguinte, tinha pozinho espalhado por toda a mesa e perto do computador. O mais estranho: havia grãozinhos na prateleira em cima da mesa. A menos que os cupins estivessem arremessando montinhos para o alto, aquilo era gravitacionalmente intrigante. Só havia uma única explicação: o pó estava caindo de um furo no alto. Olhei para cima e o forro de gesso continuava tão intacto quanto no dia em que foi feito. Estranho.
No terceiro dia de pozinhos, já podia ouvir as risadinhas abafadas dos cupins. A essa altura, eu tinha passado a noite em claro incomodada com a idéia de que um cupinzeiro tivesse se instalado na caixa da persiana. Peguei uma escada e abri a caixa com a tensão dos convidados que, escondidos, esperam pelo aniversariante. Ao invés de flagrar um bando de cupins de chapeuzinho de festa e língua-de-sogra, só encontrei poeira e uma mariposa morta. Nem cheiro de pozinho de madeira.
Esta noite, vou revirar o quarto com lupa, mas algo me diz que não encontrarei nada. Hoje pela manhã, quando descia da escada, ouvi alguém falando, baixinho: “todo mundo quietinho esta noite, hein, galera?”. Preciso de um tamanduá farejador urgentemente.
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Wow, assustador mesmo, Nine! Mas ainda vou insistir em ser verde: será que não encontro nada mais ecológico para botar os penetras pra fora?
Que nada! Quem fisgou o primeiro lugar foi o Sirizão (pela votação popular) e o Sedentário Hiperativo (pelo júri da Academia Ibest). Mas valeu pela brincadeira, foi bem divertido participar!
Hahahaha, obrigada, Ricardo!
Nem a experiência Bons Fluidos lá do Voadeira me fez mudar isso
Pois é, Emilio, não é moleza ser verde!
Esses bichinhos são mesmo terríveis e você é muito corajosa em procurá-los!
Corajosa? Você acha que eles podem querer vingança depois que eu destruir o ninho? Tô frita...
Sorry, mas fui euzinha quem fez o coment acima!
Hahahahaha, que maluquinha! Achei que eram só meus vizinhos de Eclipse que tinham surtos de dupla personalidade emeiística!
Ah, esses são perigosíssimos mesmo, Ricardo. E difíceis de domesticar, também...
Ahahahahah, mas sério, na sala em que eu trabalho também tem. Mas já sei de onde eles brotam: do teto. É um saco, a sala é varrida e encerada num dia, e no outro já encontro os montinhos. ¬¬'
Mas boa sorte, e conta pra gente depois que tu descobrir de onde eles brotam.

Bom finde!
_o/
Eles brotam de um vão entre a caixa da persiana e a parede. Muito engenhosos, os fiadaputinhas. Assim que achar um tamanduá de língua beeeeem comprida, empresto procê, Bia!
A propósito, lembro que me causava muita estranheza, quando eu era pequeno (ou menor ainda), o garçom na churrascaria passando oferecendo cupim. Pensava que estavam milhares de insetos prensados ali. Mas, com meu espírito Calvin, comia com prazer.
Beijos
_
Ugh, churrasco de cupim prensado é bem coisa de Calvin, mesmo! Baixou um momento Susie em mim, éca...
É tentativa de clone nojenta, e agora pozinhos de cupins?
Ecati de novo!!!
Estou numa fase moleque, Lilica!
Agora sei que eles são poderosos, possuem asas e criam uma sensação de perda na gente, meu quarto que o diga!
E já ouvi dizer que existem cupins que comem cimento, tenho que sair desse apartamento urgentemente! hehe
Um beijo Carol e boa sorte na matança!
Hahahahahahaha, sensacional, Tiago! Eu teria ficado muito puta se descobrisse que o pozinho não é o cupim, hahahahaha...
Deixei um selo para vc lá no meu blog!
Vai lá pegar!
http://sarapateldecoruja.blogspot.com/2008/05/sou-uma-diva.html
Bjos!
Ô, Alcione, mas você é uma fofa mesmo, hein? Mas eu não tenho nada de diva, menina! Só se a competição incluir umas divas bem jecas, daquelas que palitam o dente na mesa. Vale? Obrigada, flor!
bjs
Uia, a família inteira aqui no Guindaste! Que honra! Entra, senta, fica à vontade... Aceita um cafezinho?
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