O clone perdido
Foi depois de uma aula sobre geração espontânea que resolvi investir em um clone. Passei meses guardando tudo que é pedaço de unha, fio de cabelo, cílios e outras coisas estranhas que despregam da gente. Punha tudo num vidro e torcia para que Aristóteles estivesse certo nessa história de que qualquer ser vivo poderia surgir de um punhado de matéria morta.
Passado um mês, minha coleção de nojeiras continuava sem vida. Vai ver, faltava personalizar a coisa, colocar meu nome, escrever num papel um poema bacana, botar um retalho do meu vestido preferido. Mais um mês e nenhuma novidade. Nem um olhinho tinha surgido, a ponta de um dedinho, uma orelha, nada. Nem com a contribuição de um poema do Pessoa.
Um dia, minha mãe resolveu fazer uma faxina daquelas de tirar tinta de parede e encontrou o vidro com pedaços de mim dentro. Meu acervo de fios de cabelo já estava considerável e tinha uma casquinha de ferida particularmente boa, daquelas que dão uma doidinha para arrancar. Quando cheguei em casa, meu estudo científico tinha ido pro lixo.
Essa história tinha uma moral no final — mas simplesmente não me ocorre nada agora. Vinte anos atrás, juro que fazia o maior sentido.
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Essas pessoas que não sabem apreciar uma casquinha de ferida, tsk, tsk...
Emissor: "outras coisas estranhas que despregam da gente"
Receptor: "outras coisas, constrangedoras demais para descrever"
=D
Hahahaha, juro que só tinha as coisas descritas no texto, Michel! Já são bem constrangedoras de descrever...
Hehe, super bizarro, Alexander.
Tenho até medo de perguntar quem é essa Mary Shelley, Nine... Mas adorei saber que você vai "virar" desenho!
Ai, droga, sabia que estava faltando alguma coisa importante...
Seria ótimos se pudéssemos criar vários clones assim, do nada!
Um para trabalhar, outro para viajar...
Haja casquinha de ferida, Marília!
Isto me lembrou uma aula de Microbiologia que colocamos estes tipos de coisas pra ver que bicho ia dar. Credo! Nem gosto de lembrar dessas coisas. Abafa o caso!
Beijos.
Hahahaha, abafadíssimo, Anny!
Ai Carol obrigado por existir, você me faz muito bem, se nascer um clone quero adotar!
Beijo
Olha que clone meu dá trabalho, Tiago... Depois não diga que não avisei, hahahahahaha!
Beijocas e bom dia a todos
Experimenta botar os seus sisos num vidrinho e use de amuleto na bolsa. Quando alguém te encher a paciência, chacoalhe o vidrinho no nariz da pessoa e depois diga, alisando a tampinha, "Amigo. Amigo". É melhor que clone!
Saudades
Bjs
Que beleza de boas-vindas, hein? Saudades, ruivinha!
E quer saber, ainda bem que o seu experimento não deu certo! Imagine só se todo o "monte de nojeiras" que existe no mundo resolvesse procriar?? Ou melhor, se a unha do pé ou a sujeira do nariz das pessoas gerassem novas vidas? Acho que eu ainda prefiro o jeito convencional...
Ah, eu também prefiro o jeito convencional!
Que legal, Stella! Vou te mandar minha contribuição.
Afe, Ingrith! Hahahahaha...
Tomara que ela, pelo menos, se alimente de siris. (piadinha interna)
Beijos.
_
Pois é, a Anilorac foi hospitalizada ontem. Diagnóstico: intoxicação por frutos do mar. Eu bem que falei para ela que não ia adiantar comer aquilo tudo de siri...
Falando nessas bombonas, meu cunhado faz algo mais divertido com uma: coloca moedas. É, tipo cofrinho, todo dia vai lá e bota umas. O sonho dele é encher aquilo lá e ficar rico... Então tá, né...
_o/
Pelo menos seu cunhado pode acabar rico se encher o vidro. Já eu, no máximo entraria para o Guinness, aiai...
Puro nojo!
Ainda bem que isso não é de família.
Écati
Como não? Meu irmão comia caramujo!








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