Mãe, eu quero um cachorro*
Quem nunca se encantou com o olhar pidão de um cachorrinho que atire a primeira bolinha. E quando ele vem acompanhado do olhar pidão do seu filhote, fica difícil resistir à tentação de levar o bicho para casa. Na primeira noite, ele uiva, depois, rói os pés da mesa e, quando você se dá conta, está dando atenção integral ao bicho de estimação que seu filho prometeu, de pé junto, que iria cuidar.
Mais da metade dos coelhos, cães e gatos comprados no Dia das Crianças e no Natal acabam abandonados. Será que esse vai ser o destino do bichinho que seu filho tanto quer? “Antes de decidir comprar ou adotar um animalzinho, procure observar como a criança interage com os cães de outras pessoas”, sugere o veterinário Tuca Hernandes, autor do blog Cidadão Vet, onde tira as dúvidas de donos de vários bichos de estimação.
Por mais que queiram, crianças de até seis anos não conseguem estabelecer uma relação de responsabilidade pelo cachorro. Para elas, ele é um amigo, um companheiro de brincadeiras. Então, saiba que dar comida, levar para passear e manter as vacinas em dia serão suas funções. “O filho pequeno pode até participar, ajudar a pôr água ou ir junto ao pet shop, mas os cuidados são dos pais”, explica o veterinário. Aqui vão outros pontos que você deve levar em conta antes de ter em casa um filhotinho brincalhão para seu filhote pidão.
Antes do cão, um peixe
Cachorros vivem entre 10 e 15 anos. Isso significa que seu filho será um jovem quando o animal estiver no fim da idade. Pese se você está preparado para assumir a responsabilidade por tantos anos. Um peixinho beta ou um hamster, que vivem no máximo três anos, podem ser uma opção.
Adote em vez de comprar
Todos os anos, 25 mil cães e gatos são recolhidos pelo Serviço de Controle de Zoonoses só na cidade de São Paulo. Mais triste que esse número é saber que menos de mil desses animais conseguem um novo lar – os outros são sacrificados. Se seu filho quer mesmo um companheiro de brincadeiras, esqueça as grifes e faça uma visita às entidades protetoras dos animais. Elas vivem cheias de filhotes vacinados, vermifugados e loucos por um carinho.
Para filho pequeno, cão adulto
Veterinários não recomendam filhotes muito jovens para crianças tão pequenas e frágeis quanto eles porque elas não medem a força e podem machucar o bichinho mesmo sem querer. Nesses casos, o ideal é dar abrigo a um animal de seis meses. Reflita também sobre a possibilidade de adotar um cachorro adulto. Ex-rejeitados costumam ser dóceis e educados porque já sentiram na pele o peso do abandono.
Cachorro grande é mais babão
Não tenha medo em deixar aquele baita cachorrão perto de seu filho de meio metro: apesar de seu tamanho, raças grandes, como golden retriever ou labrador, são boas babás. “Boxer tem cara de mau, mas é uma ótima companhia para crianças”, brinca Tuca. Quando for escolher um amigão, dê preferência às raças mais tranqüilas e brincalhonas.
Casa, comida e pêlo lavado
É importante pesar o investimento que um cachorro requer, especialmente nos primeiros anos de vida. Dependendo do tamanho e da saúde do animal, os gastos com ração, veterinário, banho e tosa podem chegar a R$ 100 por mês. É preciso providenciar um cantinho acolhedor para ele, como uma caminha de tecido, uma toalha velha ou uma caixa de papelão forrada com panos, uma vasilha para água e outra para a comida. Não se esqueça de comprar uma coleira para levar o cachorro para passear.
Não, não e não
Ok, você leu todas essas dicas, mas não se animou a ter um bicho em casa – já bastam as formigas que visitam sua despensa. Se já tomou uma decisão, não iluda seu filho dizendo que “vai pensar no assunto”. Explique as razões de sua negativa de maneira direta e com argumentos claros. Isso não quer dizer que ele não poderá ficar perto dos animais: proporcione oportunidades para ele estar em contato com a natureza levando-o ao zoológico, a parques e praças ou simplesmente até aquele seu vizinho que tem um cachorro. Depois de ganhar umas boas lambidas ou ser recebida com abanos de rabo, até você corre o risco de mudar de idéia.
*Versão sem cortes de reportagem publicada esta semana na revista AnaMaria.
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Amoamoamo cachorros!
E adotei a minha há sete meses!
Mais feliz que eu, impossível!!
Qual é o nome dela, Marília? Adoro saber nome de bicho!
Já tentou adotar umas lagartixas, Emílio? Elas são ótimas companhias. E não incomodam os vizinhos.
http://www.interney.net/blogs/cidadaovet/2008/04/23/novos_tempos/
Beijos!
Já li e já comentei, Tuca! Obrigada pela entrevista mais uma vez!
Gatos se adaptam muito bem à vida em apartamentos, Nine. Precisa só saber se sua mobília vai se adaptar bem à vida do seu gato...
Carol, minha comunidade-vet aqui em casa só não é maior pq os custos pesaram, mas a densidade demográfica aqui é de 2 para 5 (1 pincher que acha que é macaco e 4 gatos que acham que são gente). Esse papo de criança que diz "mãe, eu cuido" nunca colou na minha mãe, mas ela também adora bicho, fazer oq? Às vezes era ela mesma que trazia.
Bejocas a todos
E se comportam bem os dois humanos de estimação dos seus bichos?
E sua Pepeta é cachorro ou gato, Ana? Pensando bem, deve ser cachorro. Gatos nunca sorriem...
Pode ter certeza de que você agora está em alta com São Francisco...rs
Beijos
_
Êba! Quero que meu cantinho no céu tenha espaço para nuvens de ovelhas.
Mas acho q não depende só a idade para se ter um animalzinho, mas sim o vinculo e responsabilidade q a pessoa quer ter com esse animalzinho. Conheço um adolescente q sempre deixa uma "Fumacinha" de castigo... triste!
É que coelhos não são propriamente exímios em serem obedientes, né?
E hoje meu pai tem vários cachorros na casa dele e minha mãe ama a minha cachorrinha!
Nada como um dia após o outro, Ingrith.
Meus gatos ficaram se perguntando pq. não foram citados enquanto opção de pets. kkk
hmmm
bjs!!
Suzana
Sù, pede para eles não ficarem muito ofendidos de não terem sido citados literalmente, mas tudo o que está no texto se aplica aos gatinhos também, claro.
Bem lembrado, Ana. Manter um cachorro grande em um apartamento é um pecado.
Carol, cadê vc! eu vi aqui só pra te ler!
Beijocas
Uia, com uma torcida dessas, ó eu aqui!
Não vi o filme, Nine, mas já estou de volta! É que a blogueira ficou doente...
Ótimo fim de semana Carol.
É que é uma notinha, Renato, não uma reportagem.
Tá valendo. Ela tinha nome?
Uia! E ela tem seu próprio colar havaiano? Que chique!
Hehe, pobre aranha.
Sempre gentil esse Ricardo, viu?
Obrigada, Bruna!








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