Posse responsável de vasos
Está para nascer o dia em que plantas receberão os mesmos cuidados destinados aos bichos de estimação. Como elas não ronronam nem sabem dar a patinha, costumam ser alvo de todo tipo de maus-tratos: definham por falta ou excesso de água, se espremem em vasos pequenos ou esgotam os nutrientes da terra sem que ninguém se dê conta de seu sofrimento. Isso quando não passam a vida toda confinadas a um saguão escuro, a metros de distância da janela mais próxima.
Em lojas, shoppings e escritórios, plantas geram simpatia. Mas, a despeito da pose de comprometimento ecológico, as empresas que têm vasos de maneira tão ostensiva costumam ser as mesmas que se desfazem deles como se fossem meros objetos utilitários. Repare como estão sempre floridas as bromélias das praças de alimentação, como despontam as orquídeas nas recepções, como brilham as folhagens ao lado dos caixas. Seria um sinal e tanto de respeito ao meio ambiente não fosse o fato de essas plantas serem trocadas periodicamente – as antigas vão, sumariamente, para o lixo.
Apesar desse cenário negro, não é preciso muito esforço ou dedicação para ter um pouco de verde em seu apartamento ou firma. Aqui vão meus cinco mandamentos da Posse Responsável de Plantas em Vasos:
1 — Plantas não são de plástico
Só tenha um vaso em casa se puder suprir suas necessidades básicas de água, luz, terra e nutrientes.
2 — Plantas não são descartáveis
Não jogue fora os vasos que perderam as flores. Respeite o ciclo e as características de cada espécie.
3 — Plantas não são brinquedos
Faça podas somente quando for necessário, mantendo o desenho natural da árvore ou arbusto.
4 — Plantas não são enfeites
Não submeta vaso nenhum a um hall escuro ou banheiro sem ventilação só porque acha que fica bonito.
5 — Plantas não são de ferro
Elas pegam doenças e envelhecem. Proteja-a de ventos e pragas e garanta-lhe uma boa aposentadoria.
PS: Hoje tem Voadeira terapêutica. Leia e relaxe!
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Não precisa, Nine, não foi dessa vez que fui abduzida (droga...). Quanto às plantas, dão menos trabalho que seres humanos, né não?
Hahahaha, comece com cactus, Emilio. Eles são lindos e não dão trabalho.
Não desanime! Pelo menos, você está tentando! Eu também tenho uma cota de plantinhas assassinadas, pensa que não? O que importa é a intenção.
Quero me redimir, mas tbem não estou preparada psicológicamente para plantar não!
Ô, dó. Já tentou o feijão no algodãozinho? Sempre funciona.
Ai, Ingrith, nem me fale em orquídeas. Ô, plantinhas temperamentais, sô! Já desisti de ter orquídeas com flores em casa: elas são dois ou três touceirinhas, bem verdes. Parecem felizes, mas não sei por que raios não dão flores.
Beijos!
Fácil: escolha um dos dois!
São lindas, mesmo, mas ter muitas dá um trabalho danado, Maria Gabrielle. Tenho 46 vasos em casa e posso afirmar que dedico um bom bocado do meu tempo para mimar minhas plantas.
Algumas em vasos, fora de casa, os que ficam dentro são regularmente molhados.
Gosto de plantas, principalmente as comestíveis, e mais ainda aquelas que podem ser mergulhadas em maionese.
É isso.
Ave!
Ah, Ozzy, não vale esnobar quintal! Nhé...
Abraços.
PS. Acabou a dieta da carne?
Feira é o máximo, né? Eu adoro aquela gritaria, pechinchar, experimentar frutas esquisitas, comer pastel com garapa. Quanto à dieta da carne, continuo nela até o dia 30. Estou escrevendo diariamente sobre a experiência, acompanhe aqui.
Puxa, Marcelo, eu malemá entendo de planta em casa e você quer dicas para outro país? Hmmm, deixa eu ver... já tentou suculentas? Elas gostam de clima seco, não sei se agüentam invernos muito rigorosos, mas sei que o agave chileno é uma suculenta bem adaptada ao clima daí. No inverno, o mais importante é manter a planta protegida de ventos frios e mudanças abruptas de temperatura. Em alguns países, as pessoas transplantam as mudas antes do inverno para envolver as raízes com uma manta bidim (semelhante a um pano fino), que vai proteger as plantas de geadas e nevascas. Ajudei?
Ah, Nina, você nem precisava dessas dicas, né? Não conheço ninguém que respeite mais as plantas do que você! Beijão!
Nossa, eu não tenho a menor condição de fazer isso, Ana: com 88 vasos, alguns deles enormes, só mesmo combinando de algum amigo vir aqui molhar milhas plantas...
Oba, valeu, Angela!
Hmmm, acho mais é que a comunidade pode persuadir o governo a agir, Bruno.








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