Inclassificável
A cortina se abre e a luz vai surgindo lentamente, revelando os instrumentos, um a um, e um grande sofá pink. Uma sombra se levanta. É Ney Matogrosso. Com penas azuis grudadas a um macacão de paetês prateados. E um capacete. De lantejoulas. Não tenho palavras para descrever o que é ver, pela primeira vez ao vivo, um homem de 67 anos abanando os braços e mexendo o quadril enquanto canta "Sou um homem, sou um bicho, sou uma mulher/ Sou as mesas e as cadeiras desse cabaré".
Quatro músicas depois, ele troca o capacete por um capuz cheio de pedraria e tira a parte de cima do macacão justérrimo – deus sabe COMO ele conseguiu entrar naquilo sem a ajuda de umas três pessoas. O peito está tomado por pinturas tribais que devem dizer algo como "mim purpurina, você cara pálida". Mais algumas músicas e ele tira o macacão todo. Jisuis, a bunda do Ney Matogrosso é dura! E está mais em forma que a do Zé Celso.
Há anos eu aguardava para conhecer o que todos dizem ser Ney Matogrosso em uma fase bem Ney Matogrosso. Ao que parece, nas últimas turnês ele andavam comportado – ouvi rumores, até, de que cantava vestido. Essa gente invejosa, diz cada coisa...
Posts similares:
A filha do seu Faceta
Diagnóstico e cura
KART IN RIO...1975
(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes e são publicados aqui automaticamente sem intermédio de um censor ou editor. O autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)
Carol,acho que era mais uma Roupa da esperança. hehe
"Sem música, a vida seria um erro"
Friedrich Nietzsche.
Sem Carol Costa um vazio literário e amigável!
Um beijo
Super roupa da esperança, Tiago. Que delícia seu comentário!
Chapéu e rimel? Sensacional!
Esse cara não deve ter trauma nenhum.
Nem vergonha, né?
Rsrsr
Trauma? O que é isso?
Beijos, Carol!
É verdade, Renato. Nunca vi gente de tantas gerações gostar tanto do mesmo cara. Se unanimidades não fossem sinal de burrice, Ney seria uma.
Adorei o repertório dele também, Ricardo. E, como você, também tenho gosto musical bem eclético – se bem que detesto new age...
Praticamente pelado, Michel. Não recomendo para quem não gosta de cofrinhos peludos.
Beijoca
Ney Matogrosso é que nem Papai Noel e palhaço, demora pra criançada perder o medo. Saudades!
Agora, inacreditável mesmo foi a histeria das velhinhas gritando "gostoso, tesão".
Carol, elas ainda vão em bando?
Ô se vão, Ferdi! Saem direto da sopa de velhinhas (hidroginástica) para lá!
(Pronto, agora pode fechar o queixo caído. O deputado Clô disse, certa feita, que "frescura conserva". Talvez seja verdade.
Beijos!
Ô, Rô, saudades! Só cometendo um errão desses procê aparecer aqui de novo, hein? Já corrigi, obrigada!
Deve ter sido um barato!
Foi o máximo, Marília! Tô de queixo caído até agora.
É algo parecido com David Bowie, em outros tempos, porém mais divertido, pois não preciso da tecla SAP pra entender a performance.
Muito bom, e obrigatório nos estudos musicais.
Realmente inclassificável.
Ave!
Bem, às vezes, ele até canta em espanhol, mas eu também não preciso de tecla SAP para entender. Êba!
Soube que é o próprio Ney quem cuida da iluminação do show dele. Até nisso o cara é bom!
A voz é o mais impressionante mesmo, Fabio. Como será que ele consegue, né?
Ah se ele não fosse........hum.....
Saudadeira de ti.
bjs
Hehe, eu também adoro. E fiquei ainda mais fã depois de vê-lo ao vivo. Saudades também! A platéia clama: Tati, vem pra Sampa!
Pena que o Pedro Luiz casou, agora só sobrou a Parede.
Bjs
Pois é, fiquei com vontade de ver esse show, mas soube que o Ney não estava muito Ney. Acho que fiz bem em esperar pelo Inclassificáveis.
Ah, e "Badolero" também é linda!
Eu gosto muito da versão que ele fez para "A Cara do Brasil", do Vicente Barreto com o Celso Viáfora. É linda.








RSS feed