Roupas da esperança
Em pé, coloco uma perna dentro da calça e puxo o jeans até os joelhos. Depois, passo o outro pé e subo tudo até as coxas. Com as duas mãos, dou um puxão no cós do lado direito e o tecido sobe mais uns centímetros. Repito o movimento do lado esquerdo dando um pulinho e a calça passa pelo quadril. Agacho e levanto uma vez e outra para o jeans parar de repuxar. O zíper, é claro, nem sai do lugar. Deito na cama e uso as duas mãos para puxar a parte de trás do cós e ganhar mais alguns centímetros. Prendo a respiração, murcho a barriga e um e dois e zupt. Estou dentro do jeans!
Não me pergunte porque, mas toda mulher sempre tem no guarda-roupas uma roupa da esperança. Algumas são peças antigas, de quando ela vestia 38 e “ainda sobrava pano”. Outras, por incrível que pareça, são roupas novas, nunca usadas. Quando foram compradas, já não serviam e agora aguardam no cabide o resultado de um regime que nunca começa. É o caso de um jeans Diesel que comprei em Portugal a preço de banana: a cada três meses, tento vestir novamente a calça, mas ela continua tão apertada quanto no dia em que a comprei. Quem sabe no mês que vem?
Outra mulherice estranha é o hábito que temos de fazer economia de pé. Sim, porque um homem sensato jamais compraria um sapato que não lhe serve, tampouco manteria no armário um que lhe cause bolhas quando em uso. Homens são assim, está na natureza deles.
Uma mulher não só tem uma meia dúzia de sapatos que não lhe servem como ainda faz economia de pé quando quer usar um que particularmente maltrata os dedos. Se a festa é à noite, ela passa o dia todo de chinelo ou sandalinha baixa, poupando mindinho e seus vizinhos do estrago que está por vir. Tenho uma amiga tão expert no assunto que até calcula se vai ter de andar muito do carro até a balada, se a calçada é lisa ou esburacada, se o chão derrapa ou não – tudo isso só para decidir com qual sapato ela vai ganhar bolhas.
Não é à toa que festa boa sempre termina com a mulherada descalça.
Com tanto fermento, a Coisa não parou de crescer... 2008 tem a receita do monstro!
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ê Murphy velho de guerra...
A revelação
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Um homem iria de tênis, né? Nós somos mesmo seres muito esquisitos... (E o braço, melhorou?)
Oba! Ainda resta uma esperança! Vou torcer para seu braço ficar tão bom quanto a minha Diesel ficará daqui uns meses em mim.
Ouvi rumores de que a Cinderela saiu correndo à meia-noite porque não agüentava mais as bolhas nos pés...
Me identifico muito com seus textos! (Ô tristeza!)
Tenho algumas roupinhas que guardo para quando emagrecer e voltar a pesar o que eu pesava há quase dez anos... (ai, como tô velha)
Com os sapatos, aprendi a andar sempre com vários band-aids na bolsa!
Eu tenho roupas mais velhas do que eu, Marília! Herdadas de primas e amigas, algumas delas não me servem – ainda.
Claro! Com um pé 33, quem sou eu para discordar?
E vc descreveu com perfeição a nossa insistência em usar sapatos que dão bolha. Sou especialista nisso. E pior, fico vendo em qual lugar cada sapato vai dar bolha, para conseguir usar vários, e claro, no domingo à noite estar com uma variedade infinita de bolhas e em vários lugares!!!
Vai entender a mulherada...
Acho que minha irmãzinha desbundada vai ter de esperar um pouquinho mais para ganhar a calça... Tá bom que eu vou dar sem nunca ter usado, rá!
Com o meu? Nada, Ricardo (pelo menos, eu espero). Foi a Nine quem machucou o braço, mas acho até que já tirou a tala, né, Nine?
Olha só, mãe e filha no Guindaste! Que delícia! Seja bem-vinda!
De que material tu é feita, além de pés 33 e cabelo que no meio da noite lembram uma instalação? (não esqueço dessa). Gosto mucho, moça!!!!!
ô, Graziela, obrigada pelo carinho! Além de pés 33 e cabelos indomáveis, sou feita de letrinhas, muitas delas, que adoro batucar aqui procêis.
Às vezes?
Hoje o movimento punk me inspira.
(Preciso perder uns quilinhos também, apesar de já haver perdido 4 no último mês)
Wow, 4kg num mês? Como você conseguiu essa proeza?
Ah, nós somos o máximo, Emilio. Mesmo quando surtamos.
Mudando de assunto, Carol, quando você responde um comentário, o sistema automaticamente manda o email ou você "manda no braço"? Pergunto isso porque vira e mexe vai manda o link com o post errado.
Por exemplo, quando o email dizendo que tinha resposta pro meu comentário acima chegou, o link apontava pro post das fotos lúcidas.
Pois é, Emilio, é na munheca mesmo. Ainda bem que não troquei seu nome... Desculpe!
Hahaha, que nada, Emilio, o bug é no meu cérebro! Aiai... Foi certo desta vez?
No texto aparece o link certo, desse post, mas o link mesmo (no href) aponta parte pra esse post, e parte pro outro.
Tô te respondendo no email, pra vc ver como é que tá indo.
Que estranho... Vou ver se consigo resolver isso aqui.
Tá quase lá!








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