Máfia coreana
A coisa começou com os coreanos. Saí para almoçar e vi que tinham acabado de inaugurar uma loja de doces na mesma quadra do meu trabalho. Nunca acredite no vendedor que convida você para dar "só uma olhandinha". Saí de lá com um pacote de meio quilo de balas toffee de café – se é para ser obsessiva, que pelo menos sejam obsessões bem específicas. Como eu reparti as balas com metade da redação, em menos de 24 horas, voltei aos coreanos e comprei outro pacote. Custava uma piada.
Em pouco tempo, ir comprar bala toffee de café tinha virado um compromisso no dia. Às vezes, fazíamos uma vaquinha para pagar o saco, mas só eu ia buscar. Era uma espécie de auto-punição: nos curtos cinqüenta metros que separavam a lojinha do meu trabalho, um filme passava na minha cabeça, Carol ficando cheinha, Carol ficando gordinha, Carol sem diminutivos e ficando irremediavelmente obesa, Carol quicando pelas ruas. Uma pena que a culpa não redima o infrator...
Um belo dia, chego no coreano e passo reto pelas balas. A vendedora até arregalou os olhos. Dou uma geral nas prateleiras e paro num pacote de bolacha Calipso. A nova obsessão durou até eu descobrir que a Amandita custava o mesmo e vinha mais. Semanas depois, enjoei de um jeito do waffer recheado que não podia nem sentir o cheiro. Passei para drogas mais pesadas: encontrei um potinho de 50 gramas de Iôiô-Cream que, para não gerar dúvidas a respeito de seu caráter maligno, vinha acompanhado de uma colherinha de plástico. Coisa para dominar corações e mentes.
Alguém precisa parar esses coreanos.
PS: Hoje tem revolução na Voadeira. Já passou por lá?
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Emengarda Letícia
Até que enfim
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Mas nunca fui muito de ser fisgado por esses pequenos vícios açucarados.
Só que agora tenho uma bela duma Goiabada-Cascão em Caixa (com letra maiúscula mesmo) pras manhãs hipoglicêmicas de ressaca! hahahahaha Você mandou! Brigado! Nem mais lembrava disso e então vejo aquele pacote pesado na portaria do meu prédio, ahahhahaha. Te devo alguma encomenda. Ainda não me decidi do quê.
Brigadão, dona!
Beijocas!
Oba, chegou! Promessa é dívida, moço. E, ei, você não me deve nada, não, sô! Foi uma tentativa jeca de indenização por eu ter feito boca-de-urna no seu scrap, lembra?
(Carol olhando pros lados e se certificando de que ninguém está vendo) Só trabalho com mercadoria de primeira, Nine. Chumbinho, Nutella, brigadeiro de colher... Na minha mão é mais barato. De quantos gramas estamos falando para fechar a transação?
Vocês não fazem idéia do que é passar na frente de uma dessas em plena TPM... Já tentei correr, passar por outra rua, nada. Uma delas faz suspiros por encomenda, mas deixa a fumacinha sair e empesteia o bairro todo. Às 7 horas da manhã.... Tem cabimento?
Beijocas à todos
Luciana, você trabalha no Paraíso! Onde fica isso, santodeus? Pra quem mando meu currículo?
Então, faz mais balato?
Porque, sem culpa, isso aqui seria o maior bundalelê, oras! Não fosse a culpa, eu pesaria umas duas toneladas...
Sorte minha que gosto mais de pães!
(sorte nada, né? tudo engorda! aiaiai)
Hmmm, pão com iôiô-Cream... Eu sempre saio perdendo nos vícios!
(...)
Depois de me fala.
Pensa que eu não sei? Acabei com um pote em dois dias. Vinha com um selo em cima, escrito "tamanho família". Para mim, foi porção individual...
Trabalho na Lapa de Baixo, Carol. E, coincidência, ou não, todo mundo aqui é "cheinho".
Eu já sou assumida, passei de fase. Só estou tomando cuidado para não quicar...
Beijocas
Faz bem, Lú. As calçadas paulistanas são meio perigosas para os seres rolantes...
Nem redime nem ensina a não fazer mais!
Carol, obrigada por fazer uma visitinha nas minhas bandas, estou mó orgulhosa de ter comentários da minha blogueira predileta
Ou seja, culpa não serve pra nada, mesmo. Precisa agradecer não, Ferdi! Eu adoro fuçar sobre o que escrevem as pessoas que dão as caras por aqui. Uma delícia seu blog!
Em meu ultimo trabalho lembro-me que compravamos aquele pacote de paçoquitas, aquelas redondas em um distribuidor de doces perto do trabalho.
A gente tava literalmente ficando redondo de tanta paçoca rs rs rs....
Quando ficar rico vo ir buscar só aqueles docinhos japoneses invocados, que tem cor de rosa, azul, verde e etc...
Nem sei se é bom, mais mesmo pra aparecer.... brincadeirinha rs rs rs
Arrá, pensa que só você comeu paçoquitas, é? Já estive no fundo do poço do vício, passando açúcar no pão só para ter doce em casa! Mais roots, impossível!
Aqui onde trabalho não tem loja por perto, mas uma vez por semana vem uma vendedora de doces e guloseimas fazer a 'exposição' dela aqui. Neste dia eu me acabo, ainda bem que é só uma vez por semana, hehehe.
P.S. Passando o olho rápido lá na Voadeira, e sem prestar muita atenção na figura, li a primeira frase, com os 'orgamos múltiplos', a minha mente pervertida achou que a figura era outra coisa, huahuahua.
Ai, jisuis, essas vendedoras de porta em porta são piores que traficantes! Tem uma que aparece uma vez por semana com quebra-queixo! Eu suo frio só de vê-la chegando com a cesta com beijinho, brigadeiro, quebra-queixo e trufa! Deviam confiscar a cesta por formação de quadrilha! PS: Menino, deixa disso que tem criança na sala!
Um ano?!? O máximo que cheguei foram seis meses. Com dor e sofrimento, claro, até sonhava com chocolate. Engraçado como nosso paladar acusa a abstinência, né? Meses depois de terminar a promessa, ainda não conseguia comer uma fatia inteira de torta de chocolate e, até hoje, trufas me dão náuseas...
E não conheço? Cupuaçu é uma delícia de qualquer forma, até congelado, e castanha do norte é bom, mas difícil de achar. Agora, bacuri, não gostei muito, não. É muito melento!
Quando chegar aos 50 anos, vai perceber que a vida começa a ficar melhor, porque desencanamos do peso e nos momentos de leitura e "alguma solidão" vibramos por uma novidade.
Viva os amendoins sem colesterol(coisa de coreano)
Ando "voando" lá no Bons Fluídos.
Norma
Oba, que bom encontrá-la de novo, Norma! Tem vôo novo por lá toda segunda-feira.
Oxe, me convenceu, Ricardo: vou dar uma segunda chance pro bacuri.
Não sei onde estava com a cabeça, Bia!
Quando morei aí, passava numa lanchonete de coreanos (ou será chineses?)q vendiam dadinhos por preço de banana. Mó sacanagem né?
Fiquei tão viciada que agora nem posso com o cheiro, Agora passei para o vicio de comer um pedaço de ovo da páscoa por dia. Acho q sou mais controlada q vc, mas o vício é o mesmo não? O que diria Dona Maria A, não é????
Mas, convenhamos, é uma concorrência muito injusta quando bananas custam mais caro que Dadinhos...








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